SÃO FREDERICO DE UTRECHT – 18 de julho

Frederico nasceu por volta do ano 790. Apesar de ser neto do rei Radbon da Holanda, o jovem decidiu tornou-se missionário em Utrecht, Holanda. Seus sermões chamavam atenção dos líderes da Igreja que logo o convidaram a ser padre. Em 825, foi indicado para ser bispo.

Como bispo, se esforçou para combater os abusos das uniões incestuosas e enviou missionários para as áreas pagãs ao norte de sua diocese. Ele também censurou a imoralidade da nobreza, o que atraiu a inimizade da Imperatriz Judite, segunda esposa do imperador Luís, o Debonário.

Ainda lutou contra o Arianismo, doutrina herege difundida por Arius, bispo de Alexandria, no século IV, onde este afirmava que só existia um Deus verdadeiro, o “Pai”, ou seja, Jesus Cristo não era Deus. Arius foi excomungado no ano seguinte da divulgação de sua doutrina, e em 325, no Primeiro Concílio de Nicéia, a Igreja proclamou como Dogma a Santíssima Trindade, afirmando que existe apenas um Deus e Ele se apresenta em Três Pessoas que são iguais, consubstanciais e semelhantes: o Pai; o Filho e o Espírito Santo.

Neste concílio foi construído a primeira parte do Credo Niceno-constantinopolitano. Mas, a doutrina do Arianismo ainda continuava presente no tempo de Frederico, século VII, que ele eliminou com sua catequese a partir da explicação do Credo, que foi totalmente formulado no ano de 381, no Concílio de Constantinopla. O resultado foi à conscientização social da comunidade, que procurando viver à espiritualidade da Santíssima Trindade, não se deixou levar pelos líderes políticos que pregavam o Arianismo.

Seu mandato durou 18 anos, tendo em vista que, em 838, após a celebração da santa missa, enquanto agradecia pela cerimônia realizada, dois homens chegaram a apunhalá-lo com espadas, que foram cravadas em seu peito. Segundo alguns escritos, o bispo morreu dizendo: “na presença do Senhor, continuarei o meu caminho na terra dos vivos”.

Frederico foi elevado aos altares com os clérigos da igreja de Utrecht na Holanda que edificou por suas virtudes, austeridades e orações.