“O Espírito Santo faz da Igreja Morada de todos/as” foi o tema da Solenidade de Pentecostes 2026 realizada no dia 24 de maio, no Centro de Convenções Sambódromo, reunindo em torno de 70 mil pessoas para celebrar a festa vinda do Espírito Santo, o início da Igreja e da unidade. Foi momento de recordar a importância do Espírito Santo para todo aquele que deseja a Paz. Como em todos os anos, a festa mobilizou cerca de 2mil voluntário e diversos parceiros para que o espaço pudesse estar adequado para bem celebrar uma das festas mais importantes da Igreja Católica. Ao final da celebração, a Arquidiocese de Manaus realizou a convocação para a XI Assembleia Pastoral Arquidiocesena (APA) que inicia seu processo de preparação a partir desta data, concluindo com a assembleia a ser realizada em junho de 2027.
O Arcebispo de Manaus, Cardeal Leonardo Steiner, ao refletir sobre a festa de Pentecostes e as leituras desta liturgia, ressaltou a importância de invocar o Espírito Santo diariamente, para inspirar e conduzir a caminhada, pois o Espirito Santo é quem conduz para a Paz, anima, eleva, transforma e liberta.
“A paz esteja convosco” é a saudação que Jesus fez aos apóstolos naquela primeira visita [após a ressurreição] e faz a todos nós, pois a repetimos na celebração Eucarística. Aqueles homens amedrontados, quase atingidos pela morte, precisavam de uma saudação que os animasse, os elevasse, os transformasse, os libertasse: a paz. Essa paz que hoje também estamos tão necessitados, não apenas a desejamos nas guerras, mas também entre nós, em meio à violência nos nossos bairros, na violência política que cresce cada vez mais, na violência econômica. Aquela paz que nos dá o horizonte de podermos conversar entre nós como irmãos e irmãs e conservar as nossas diferenças, não ludibriar e enganar os outros”, explicou Cardeal Steiner.
Dom Leonardo destacou também que a Paz vem acompanhada do Espírito Santo que inspira a realizar a vontade de Deus em tudo, que transforma relações, que gera perdão, que uni as pessoas.
“O Evangelho nos diz que é necessário o Espírito. É necessário a suavidade, o sopro, a benevolência e a mansidão do Espírito. Ele vai indicando caminhos, ele vai iluminando as nossas discussões. Ele vai nos aproximando nos nossos afetos. Ele vai nos dando língua e linguagem capazes de nos entendermos. Vai nos dando capacidade de, entre nós, estabelecermos laços que ninguém é capaz de romper. A paz só é possível no Espírito Santo. Por isso invoquemos o Espírito Santo. Nos unamos e nos deixemos tomar pelo Espírito Santo para que haja paz entre nós. A paz nas nossas comunidades a paz, nas nossas famílias”, explicou.
Explicou que é também o Espírito Santo que auxilia no perdão tão importante para devolver a paz. “E para ter paz é preciso o perdão e o espírito amolece o nosso coração, o espírito clareia as ideias para que haja o perdão […] só o perdão é capaz de nos devolver a paz. E o dom do Espírito que nos dá o perdão, que nos ajuda a dar o perdão […] Paulo diz que tudo vem do espírito. É o espírito que suscita, é o espírito que nos inspira, é o espírito que vai nos dizendo das nossas necessidades e assim, nas nossas necessidades, vamos cada vez mais fortificando as nossas comunidades que o espírito une, fortalece, liberta e unifica. […] Espírito que nos faz ser cada vez mais seguidoras e seguidores de Cristo”, esclareceu.
Por fim, refletiu sobre a leitura que relata o Pentecostes, a vinda do Espírito Santo, em Ato dos Apóstolos (At 2,1-11a), ressaltando o poder do paráclito e convidando todos a também se deixar conduzir pelo Espírito Santo e anunciar Cristo sem temor.
“Um vento, um vento forte, mas não destruidor. Um vento capaz de abrir existências. Um vento capaz de abrir a vida amedrontada e agora libertada. É o vento, o sopro do espírito. Então se sentem impelidos a falar, a anunciar. É o espírito que fala é o espírito que agora anuncia. É o espírito que agora faz com que o reino de Deus planificado em Jesus crucificado-ressuscitado seja visibilizado. […] Papa Francisco dizia que nós devemos ser hoje os consoladores. Nós devemos ser a presença do amor especialmente aos mais necessitados, .[…] todos eles a esperar a nossa presença consoladora e amorosa. Que a nossa celebração reaviva em nós o desejo do espírito e que deixemos que o Espírito tome a nossa língua, a nossa boca, a nossa garganta e fale para que possamos anunciar a vida nova de Jesus Crucificado-Ressuscitado”, concluiu


Momento de reconciliação e misericórdia
Duas horas antes de iniciar a celebração, foi preparado um momento de confissão para os que desejaram buscar o perdão e a misericórdia. Foram cerca de 100 padres que se colocaram a disposição para ouvir a confissão dos fiéis.
800 anos
Durante a procissão de entrada houve destaque para o Ano Jubilar Franciscano, proclamado pelo Papa Leão XIV, para recordar os 800 anos do trânsito (morte) de São Francisco de Assis, ocorrido em 1226. Este período de graça acontece de 10 de janeiro de 2026 a 10 de janeiro de 2027. Este foi mais um ponto para clamar a Paz, trazendo São Francisco de Assis, um grande exemplo de cristão que desejava e promove a paz.

Transmissão pela TV e internet
Neste ano, tivemos três veículos de comunicação transmitindo na íntegra, com qualidade, a Solenidade de Pentecostes levando esta celebração a mais pessoas, mostrando diversos detalhes nos telões espalhados pela cidade: Rádio Rio Mar, TV Encontro das Águas e TV A Crítica.








Parceria para garantir a segurança e o bem estar dos participantes.
A festa contou com o apoio organizacional de 250 pessoas do Movimento Terço dos Homens. Para a segurança dos presentes, houve um efetivo de 120 policiais e 7 viaturas, 55 bombeiros civis, unidades de resgate e salvamento dos bombeiros militares, posto de atendimento com equipes da Secretaria de Saúde e Pastoral da Saúde, que contribuíram no cuidado dos participantes, tendo sido registrados uma remoção para o pronto atendimento de emergência e 19 atendimentos moderados mal estar.
Gesto Concreto
Todos foram convidados a exercerem a caridade realizando um gesto concreto, doando 1kg de alimento não perecível. Conforme a Cáritas Arquidiocesana de Manaus, foram doadas 14,5 toneladas de alimentos, superando os números do ano passado




