“Através do deserto, Deus guia-nos para a liberdade” é o tema da mensagem do Papa para a Quaresma 2024, divulgada no dia 1° de fevereiro. Nesta, o pontífice afirma que ao se revelar, Deus comunica liberdade ao seu povo. “A Quaresma é o tempo de graça em que o deserto volta a ser – como anuncia o profeta Oseias – o lugar do primeiro amor. Deus educa o seu povo, para que saia das suas escravidões e experimente a passagem da morte para a vida. Como um esposo, atrai-nos novamente a si e sussurra ao nosso coração palavras de amor”, destaca o Papa.
Na mensagem, o Papa explica que a quaresma é período de rever “A Quaresma é o tempo de graça em que o deserto volta a ser – como anuncia o profeta Oseias – o lugar do primeiro amor (cf. Os 2, 16-17). Deus educa o seu povo, para que saia das suas escravidões e experimente a passagem da morte à vida. Como um esposo, atrai-nos novamente a Si e sussurra ao nosso coração palavras de amor”, destacou o Papa.
Ele nos convida a vivenciar a quaresma como momento de reflexão e de mudança de atitude que geram em nós a liberdade de filhos e filhas amados de Deus, que ao serem provados, percebem o amor e a presença forte de Deus. “Acolhamos a Quaresma como o tempo forte em que a sua Palavra nos é novamente dirigida: «Eu sou o Senhor, teu Deus, que te fiz sair da terra do Egito, da casa da servidão» (Ex 20, 2). É tempo de conversão, tempo de liberdade. O próprio Jesus, como recordamos anualmente no primeiro domingo da Quaresma, foi impelido pelo Espírito para o deserto a fim de ser posto à prova na sua liberdade. Durante quarenta dias, tê-Lo-emos diante dos nossos olhos e conosco: é o Filho encarnado” , destacou.
Ele explica a importância da oração, esmola e jejum, que são exercícios abandono aos apegos que aprisionam e paralisam. “É tempo de agir e, na Quaresma, agir é também parar: parar em oração, para acolher a Palavra de Deus, e parar como o Samaritano em presença do irmão ferido. O amor de Deus e o do próximo formam um único amor. Não ter outros deuses é parar na presença de Deus, junto da carne do próximo. Por isso, oração, esmola e jejum não são três exercícios independentes, mas um único movimento de abertura, de esvaziamento: lancemos fora os ídolos que nos tornam pesados, fora os apegos que nos aprisionam”,
Ao final, o Papa Francisco nos encoraja à conversão, à sair da escravidão que se apresentam no cotidiano como o consumismo, a falta de cuidado com o ambiente e com o próximo e nos lança um convite: “Convido toda a comunidade cristã a fazer isto: oferecer aos seus fiéis momentos para repensarem os estilos de vida; reservar um tempo para verificarem a sua presença no território e o contributo que oferecem para o tornar melhor. Ai se a penitência cristã fosse como aquela que deixou Jesus triste! Também a nós diz Ele: «Não mostreis um ar sombrio, como os hipócritas, que desfiguram o rosto para que os outros vejam que eles jejuam» (Mt 6, 16). Pelo contrário, veja-se a alegria nos rostos, sinta-se o perfume da liberdade, irradie aquele amor que faz novas todas as coisas, a começar das mais pequenas e próximas. Isto pode acontecer em toda a comunidade cristã”, propôs o Papa.
Para ler a mensagem na íntegra acesse https://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/lent/documents/20231203-messaggio-quaresima2024.html
