Arquidiocese de Manaus
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Dom Sergio participa de Inauguração do Memorial Dom Joaquim de Lang na Prelazia de Tefé

O arcebispo de Manaus, Dom Sergio Castriani, esteve no município de Tefé no último domingo, 2 de abril, para missa em  ação graças pelos 70 anos da chegada de Dom Joaquim de Lange à Prelazia de Tefé, junto com Dom Mário Clemente Neto, bispo prelado emérito. A solenidade ocorreu na Catedral de Santa Teresa. Nesta mesma data, participou da inauguração do Memorial Dom Joaquim de Lange.

Segundo Dom Sergio Dom Joaquim foi nomeado administrador apostólico da Prelazia de Tefé na metade do século XX, sendo, antes disso, missionário em Angola e veio ao Brasil liderando um grupo de espiritanos (membros da Congregação do Espírito Santo) holandeses, que vinham substituir os franceses no Médio Solimões, Juruá e Japurá desde o final do século XIX.
“Logo percebeu que teria que criar uma estrutura pastoral diferente. O primeiro passo foi a criação de paróquias, mas a grande virada veio com a adesão da Prelazia ao Movimento de Educação de Base, o MEB, com as escolas radiofônicas e um programa de educação a distância. O método era o de Paulo Freire e supunha a formação de comunidades e consequentemente de lideranças. Até hoje se pode constatar os efeitos desta ação que foi um verdadeira revolução silenciosa na floresta. Mas esta não foi a única iniciativa do bispo prelado. Atento ao momento histórico que viva apoiou a formação de sindicatos e cooperativas, desde Tefé até a longínqua Itamarati, cidade que literalmente nasceu da missão católica que aí se estabeleceu. Do ponto de vista eclesial, viveu em primeira pessoa o Concílio Vaticano II, tendo participado em todas as sessões como padre conciliar. Os reflexos para a Igreja local foram intensos, o maior deles sem dúvida foi o investimento na formação de leigos e leigas. Quando depois de trinta e seis anos de governo entregou o cargo a seu sucessor, foi para a paróquia de Jutaí, nos confins do território da circunscrição eclesiástica que havia pastoreado tão longamente”, explicou Dom Sergio*.
“Não imaginava que um dia seria um de seus sucessores. Já com mais de oitenta anos impressionava pela sua abnegação e austeridade. Era um homem pobre. Por sua mão passou muito dinheiro, todo empregado em favor do povo. Faltava em Tefé um lugar que lembrasse este homem que deu tudo para os outros. Oxalá seu exemplo seja seguido antes de tudo pela igreja, que deve sempre estar a serviço, lembrando que não existe para si mesma. Hoje (2/4), em Tefé, se inaugura um memorial e se faz o lançamento de um livro para preencher esta lacuna. Privilegiado que sou, por ser seu segundo sucessor”, destacou Dom Sergio*.

 

Dom Sergio Castriani e Dom Mário Clemente Neto, bispo prelado emérito Foto: Matias Chaves

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Inauguração do Memorial Dom Joaquim de Lange Foto: Basilio Pedrosa

Inauguração do Memorial Dom Joaquim de Lange Foto: Basilio Pedrosa

 

 

 

 

 

 

 

 

Inauguração do Memorial Dom Joaquim de Lange Foto: Basilio Pedrosa

*Trechos do artigo publicado do jornal Em Tempo.



Por: Ana Paula Gioia Lourenço

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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