Arquidiocese de Manaus
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Dom Sérgio dá posse ao novo bispo de Roraima, Dom Mário Antônio

A solenidade de posse aconteceu na tarde do dia 18 de setembro, em uma missa campal em frente à Catedral Cristo Redentor, na Praça do Centro Cívico, no Centro de Boa Vista. Foi presidida inicialmente pelo arcebispo metropolitano, Dom Sérgio Castriani, que deu posse a Dom Mário e em seguida assumiu a presidência da missa. Concelebraram vários bispos e padres da Arquidiocese de Manaus e das dioceses e prelazias do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Uma caravana partiu de Manaus em direção à Boa Vista para prestigiar a posse do novo bispo de Roraima, Dom Mario Antônio Silva, que por seis anos foi bispo auxiliar de Manaus, demonstrando o carinho que o povo de Manaus tem por ele.

Dom Mário foi nomeado pelo Papa Francisco em 22 de junho de 2016, para suceder Dom Roque Paloschi, que em dezembro de 2015 foi transferido para a Diocese de Rondônia. Ele chegou a Boa Vista na tarde de sábado (17/9), e ainda no aeroporto foi recepcionado pela comunidade católica local. Também foram carinhosamente recepcionados Dom Sérgio Castriani e o antigo bispo de Roraima e atual arcebispo de Rondônia, Dom Roque Paloschi.

“É uma recepção que me emociona e ao mesmo tempo me enche de alegria por encontrar corações tão acolhedores. Venho com a intenção de me fazer irmão de todos aqueles que vivem neste Estado e que fazem parte da nossa igreja Católica. Estou muito feliz, muito agradecido, contando com as orações e o apoio de todos”, disse Dom Mário.

“O estado de Roraima ganha como bispo uma pessoa muito além de suas qualidades. Dom Mário é um grande pastor, alguém alegre, muito generoso, dedicado ao serviço e, sobretudo, um grande amigo”, ressaltou Dom Sérgio.
Com informações de Folha Web
Confira o registro fotográfico de algumas pessoas que participaram deste momento.

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Um pouco sobre Dom Mário
“Testemunhar e Servir” – A alegria em servir o povo de Deus

Por Ana Paula Gioia Lourenço

Nascido em Itararé, 17 de outubro de 1966, Mário Antônio cresceu em Reianópolis, um distrito do município de Sengés, no Paraná. Sempre motivado pela vontade de servir e fazer o bem, aos 9 anos começou no serviço de coroinha, o que ajudou a amadurecer sua imensa vontade de servir. Contribuiu para a sua decisão pelo sacerdócio o testemunho de seus pais, Francisco Lucídio da Silva e Maria Célia de Souza e Silva, pessoas muito atuantes na comunidade católica Nossa Senhora Aparecida, pertencente à Paróquia São Sebastião, sendo seu pai ministro extraordinário da Eucaristia e sua mãe catequista. A proximidade e amizade com os padres diocesanos de Jacarezinho que atendiam sua comunidade também contribuiu muito.

Aos 15 anos, em 1982, foi para o Seminário em Jacarezinho. A certeza cresceu quando cursou Teologia, tendo a convicção de que Deus o chamava para o sacerdócio. A imensa alegria que ele sentia em servir as comunidades e visitar as paróquias no período de férias foi pra ele o sinal concreto do chamado de Deus para se tornar padre e anunciar o Evangelho na Diocese de Jacarezinho.

Fez o Ensino Médio no seminário menor Nossa Senhora da Assunção, em Jacarezinho, foi ordenado padre no dia 21 de dezembro de 1991, na diocese de Jacarezinho. Os cursos de filosofia e teologia foram feitos no Seminário Maior Divino Mestre, também na diocese de Jacarezinho. De 1996 a 1998, fez mestrado em teologia moral na Pontifícia Academia Laternanense, Academia Alfonsiana, em Roma.

Dentre as atividades exercidas, padre Mário foi diretor espiritual do Seminário Menor e Maior de Jacarezinho; foi reitor do Seminário Maior Divino Mestre de 1994 a 2006. Foi coordenador da ação evangelizadora da diocese e professor de teologia moral do Seminário Divino Mestre desde 1999. Coordenou a pastoral vocacional diocesana, foi professor de ética filosófica, orientador geral e espiritual da Comunidade Feminina de Assistência a Dependentes de Drogas em Jacarezinho. Foi chanceler da diocese de Jacarezinho.

Sempre exerceu seu sacerdócio em Jacarezinho, por 15 anos, até ser nomeado para ser bispo auxiliar em Manaus, em 9 de junho de 2010. “Quando fui nomeado para ser bispo a surpresa foi grande. O chamado mexe muito com a gente, são muitos sentimentos e até divide o coração, ao mesmo tempo que se percebe muito a presença de Deus. Desde o momento que disse sim para vir para a Igreja de Manaus, disse que aqui seria uma fonte de alegria. Não conhecia ninguém e não sabia o que iria fazer como bispo, mas tinha essa missão como uma fonte de alegria e a certeza de que Deus indicaria os caminhos de missão. Nem sempre é o que desejamos ou escolheríamos, mas Deus vai indicando. Ser nomeado bispo não é uma promoção, mas um reconhecimento do trabalho, sinal da bondade de Deus no carinho das pessoas, apoio e incentivo”, afirmou Dom Mário.

Foi ordenado bispo em 20 de agosto de 2010, sob o lema episcopal “Testemunhar e Servir” e tomou posse no dia 12 de setembro de 2010, na Catedral Metropolitana. Veio para Manaus caminhar com o povo, os bispos, o clero, os religiosos e religiosas.

Na Arquidiocese de Manaus, além de ser bispo, com todas as suas atribuições de pastor, também atuou como vigário geral, ecônomo, presidente da Regional Norte 1 – CNBB, bispo referencial a nível regional e nacional da comissão episcopal para animação bíblico catequética (CNBB). Após 6 anos na Arquidiocese de Manaus, no dia 22 de junho foi nomeado, pelo Papa Francisco, bispo de Roraima.


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