Loja Biriart’s é inaugurada e visa dar visibilidade a produtos artesanais de grupos de Economia Solidária

A Cáritas Arquidiocesana de Manaus inaugurou a loja Biriart’s, na manhã do dia 27 de junho, no espaço da Cáritas de Manaus, localizada na Cúria Metropolitana de Manaus.  Nesta estão disponíveis para a venda produtos produzidos por grupos de Economia Popular Solidária, acompanhados pelo Projeto Uka – Casa Comum e compõem a Rede de Formação e Cooperação Solidária – Rede Biribá.

A iniciativa visa dar visibilidade e espaço para a produção artesanal de produtos artesanais com materiais regionais e recicláveis como medicamentos naturais, roupas, sabão com óleo usado de cozinha, vassoura de garrafa pet, bijuterias indígenas, produtos religiosos, café, dentre outros.

No evento, estiveram presentes representantes dos grupos Art’s Regionais da Amazônia, Produtos Erê, Mulheres Solidárias em Ação, Oca da Juventude, Cupim da Amazônia, Pedroca Artesanatos, Lua Verde, Mulheres Revolução e APRNS Balbina, apresentando e expondo seus produtos.  

No momento de abertura, Padre Alcimar Araújo, vice-presidente da Cáritas de Manaus, e Dom  Hudson Ribeiro, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus proferiram palavras de agradecimento e incentivo pela iniciativa e pela visibilidade a grupos de pessoas que trabalham com dignidade, buscando melhoria de vida, sustento para suas famílias e mudança em suas realidades muitas vezes em situação de vulnerabilidade.

De acordo com Pe. Alcimar Araújo, vice-presidente da Cáritas de Manaus, a lojinha dá visibilidade a trabalhos realizados por pessoas que recuperaram sua dignidade e aprenderam um ofício para seu sustento, fazendo parte de grupos de economia solidária acompanhados pela Cáritas que dá suporte com orientações e promovendo oficinas, auxiliando-os a buscar seu sustento e mudança de visão do mundo.

“Essa iniciativa que a gente está começando e esperando que ela se espalhe, é importante porque a gente está dando visibilidade aos grupos que nós acompanhamos aqui na Arquidiocese de Manaus. A ideia é que, com essa iniciativa, a gente reforce o comércio solidário. As pessoas as quais nós acompanhamos são pessoas de grupos que precisam de visibilidade e também de sustentabilidade.  É muito importante que a gente apresente aquilo que a gente produz e ao longo de um processo a gente vai qualificando os nossos produtos, mas isso é um processo.

Padre Alcimar destacou que as pessoas que se unem num projeto de economia solidária relatam mudança em sua história de vida, por conseguirem desenvolver habilidades profissionais e ter uma visão de mundo diferenciada, saindo de um estado vulnerável e enxergando possibilidades assumir os rumos de sua vida, entendendo que é capaz de mudar sua história. 

“A gente está dando possibilidade de sustentabilidade, de vida e dignidade para as pessoas que trabalham com a economia solidária. As pessoas adquirem dignidade para assumir a própria vida, ajudar com as próprias pernas e ganhar consciência também de quem são, como cidadãos e cidadãs, sobretudo as mulheres, muitas marginalizadas. A gente percebe que nos depoimentos que nós já ouvimos de alguns grupos, que nós acompanhamos, é muito interessante a forma como elas entraram no processo e como elas estão hoje, como elas pensam, como elas se veem, como elas veem o mundo, como elas veem a política, é muito importante isso.  Acho que esse é o maior capital que a gente tem, porque à medida que as pessoas aprendem a saber quem elas são, ganham dignidade, sabem que elas podem andar com as próprias pernas, isso é o maior ganho que a Cáritas tem. O resto acontece e é fruto do trabalho que cada um deve ter, o trabalho de sustentar-se é de cada um”, destacou Pe. Alcimar.  

O bispo auxiliar de Manaus, Dom Hudson Ribeiro, destacou que este é um resultado de um processo que tem um tempo de caminhada, e está se consolidando por etapas, buscando sempre uma produção com qualidade.

“A valorização dessas iniciativas de pessoas que se reúnem, que sonham, que se agregam, mais do que o resultado do recurso econômico que possa vir. É toda essa organização daquilo que a gente acredita na mesma linha da economia de Francisco e Clara, em busca de um mundo mais sustentável, dentro dos objetivos do desenvolvimento sustentável. Nessa rede de solidariedade que a Cáritas vem trabalhando junto com outros grupos. Graças a Deus que a gente tem sinais bonitos, de esperança”, destacou D. Hudson.

 Dom Hudson afirmou ainda que é um trabalho apoiado pela igreja, sonhado por todos que desejam um mundo melhor, mais solidário e sustentável, com pessoas que se unem para crescer juntas.

“A gente vê que a economia solidária tem esse espaço, dentro dos nossos sonhos da Igreja, da Arquidiocese. Se sabe que ninguém pode caminhar sozinho e que o melhor modo realmente é estando juntos. Parabéns a toda a equipe da Cáritas que tem se empenhado para isso e nessa etapa agora que é a concretização e que a gente consiga depois pensar nas próximas etapas de divulgação. Parabéns por todos aqueles que acreditam nisso. Mantenham essa iniciativa viva, alimentem a esperança, porque é possível e juntos a gente consegue ser um pouquinho mais forte, conseguir dar resultados maiores.

A programação também deu espaço para uma oficina de produção de sabão com óleo usado, com a participação e ajuda dos presentes no processo. E por fim, houve o descerramento da fita que abriu o espaço para o público conhecer e adquirir os produtos. 

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