Catequistas de Manaus e do interior refletem sobre metodologia para melhor atuar no processo de educação da fé

“Descobrindo Deus em cada fase da vida” foi o tema da Jornada Catequética Arquidiocesana realizada no dia 1 de junho, no auditório do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, que contou com a participação de mais de 250 catequistas de Manaus, Rio Preto da Eva, Presidente Figueiredo e Rorainópolis. O evento promovido pela Catequese Arquidiocesana (CAS) em parceria com a Paulus Livraria, contou com a assessoria do padre Jordélio Siles Ledo, da Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo – Estigmatinos, especialista em Psicodrama e Pedagogia Catequética, e vice-presidente da Sociedade Brasileira dos Catequetas (SBCat).

Durante o encontro os catequistas presentes foram conduzidos, através de palestras e oficinas, a entender como atuar no processo de educação da fé em cada etapa da vida, do ventre materno, passando por cada etapa da vida até a vida adulta, entendendo que a fé precisa ser educada e que a fé vai amadurecendo ao longo do tempo e pra isso é necessária uma abordagem específica.

“Esse tema é fruto de um longo tempo de estudo junto aos catequistas nos cursos de pós-graduação. E a base da psicopedagogia catequética, a gente traz um pouco o olhar da psicologia, do psicodrama e da pedagogia. Nosso desejo é compreender como se dá aprendizagem em cada fase da vida e como nós, catequistas, podemos atuar na educação da fé. Ao mesmo tempo que eu devo compreender que no ventre materno o bebê já aprende alguma coisa, e eu tenho que saber como é que eu posso acessar esse bebê que ainda não nasceu, como é que eu posso acessar o coração de uma criança de 0 a 6 anos, depois de 7 até os 10 anos, em cada fase”, explicou Pe. Jordélio.

Facilitador da Jornada Catequética – Pe. Jordélio Siles Ledo, da Congregação Estigmatinos,

Os participantes da jornada puderam entender a necessidade de uma linguagem adequada a cada público, a cada fase da vida para plantar a semente do Evangelho em cada catequizando, através de um estudo com uma proposta vivencial, um pouco de teoria e vivência para sensibilizar os catequistas sobre a importância de usar as ferramentas adequadas para cumprir sua missão evangelizadora.

“Nossa proposta é dar ao catequista ferramentas, subsídios para que ele possa, no seu trabalho junto aos catequizandos, compreender que é necessário mudança de linguagem, é necessário métodos que atendam, de modo específico, cada etapa da vida. Isso dá para a catequese uma segurança, um aprofundamento, porque você de fato toca o coração do teu interlocutor. É como se fosse plantar uma semente na terra e eu preciso avaliar que tipo de terra eu tenho. A semente a gente já tem, que é a mensagem do Evangelho, Jesus Cristo, mas eu preciso conhecer a terra que é o coração de cada pessoa, em cada fase da vida. Como é que eu ponho a semente, Jesus, na vida de uma criança, na vida de um adulto ou na vida de um idoso. As linguagens são distintas, os métodos se diferem um pouco”, destacou Pe. Jordélio

Rosália Gaspar, coordenadora da Catequese Arquidiocesana

Para Rosália Gaspar, coordenadora da Catequese Arquidiocesana, esse é um tema muito importante para os catequistas e para todos que atuam na evangelização, ao passo que compreendem como educar a fé e como amadurecer a sua própria fé, testemunhando aquele que é anunciado: Jesus.
“O princípio da nossa fé inicia no começo da vida, no ventre materno, respondendo ao Documento de Aparecida, de 2007, que destaca o processo da iniciação da vida cristã com uma catequese que inicia desde o ventre materno. A catequese não é o meio, e sim o início de todo o processo de fé do ser humano. Trabalhando esse processo da psicopedagogia, o catequista compreende na essência a vida daquela criança, daquele adolescente, jovem e adulto, como se dá esse desenvolvimento no amadurecimento da sua própria fé. E a psicopedagogia trabalha a metodologia, quais as características dessa criança, dessa mãe, dessa gestante […] A gente com certeza vai levar para nossos catequistas, para nossos catequizando, uma forma dinamizada e também apropriada da linguagem nesse processo de amadurecimento na fé, conhecer qual é o nosso papel como catequista, como educadores da fé, transmissores da fé, do testemunho da pessoa de Jesus, transmitir para as pessoas o amor de Deus, que é um amor incondicional, fraterno, partilhado, e com testemunho, um amor no serviço por atender a sua vocação”, explicou Rosália Gaspar.

Cristina Araujo – Paróquia Sant’Ana

Para a catequista Cristina Araujo, da Comunidade N. Sra. do Perpétuo Socorro da Paróquia Sant’Ana, para catequisar é preciso buscar o conhecimento constantemente. “O aprendizado sempre é bem vindo e o nunca está totalmente pronto, mas sempre tem algo a aprender. E o tema deste encontro é muito importante para melhor evangelizar através da catequese”, destacou Cristina.

Um grupo de catequistas do município de Rorainópolis, cidade do Estado de Roraima, percorreu 485 km até Manaus, cerca de 7 horas de viagem, para participar da Jornada Catequética na busca de formação para melhor atender ao chamado de catequizar. “Quando nos foi feito o convite e aceitamos a missão de sermos catequistas, nós solicitamos ao nosso frei que nós tivessemos formações e Frei Smaley Sarmento nos trouxe até Manaus para viver essa experiência agora”, afirmou Rosiane Vasconcelos.

Catequistas município de Rorainópolis

Testemunhar a própria fé

A programação do evento iniciou com uma missa presidida pelo assessor do encontro, Pe. Jordélio Ledo, no qual ele alertou os presentes sobre a importância de transmitir a fé testemunhando Jesus com a sua vida, acreditando de fato em tudo que apresenta ao catequizando.

“A fé é um dom, é uma graça de Deus, então a gente precisa de fato acreditar, trazer a fé como um elemento que nos sustente, que nos estruture, que dê sentido a nossa vida. Porque a fé para nós ela não é um anexo, não é um adendo, ela não é um apêndice, a fé de fato é basilar. Ela é a coluna dorsal da nossa existência cristã. Ou aquilo que eu sou, eu faço porque tenho fé, ou não devo assumir. A fé de fato ela precisa ser cultivada, por isso esses encontros, esses momentos, para a gente alimentar a fé, cultivar a fé”, afirmou Pe. Jordélio.

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