BULA DE PROCLAMAÇÃO DO JUBILEU 2025 ENTREGUE ÀS IGREJAS DOS 5 CONTINENTES

“Spes non confundit“, a esperança não decepciona, é o título da Bula de proclamação do Jubileu Ordinário entregue na tarde do dia 9 de maio, pelo Papa às Igrejas dos cinco continentes durante as primeiras Vésperas da Solenidade da Ascensão. A Bula, dividida em 25 pontos, contém súplicas, propostas, apelos em favor dos presos, dos doentes, dos idosos, dos pobres, dos jovens, e anuncia as novidades de um Ano Santo que terá como tema “Peregrinos de esperança”.

No documento, o Papa Francisco recorda dois importantes aniversários: a celebração em 2033, dos dois mil anos da Redenção, e os 1700 anos do primeiro grande Concílio Ecumênico de Nicéia, que entre outros temas tratou também da definição da data da Páscoa. “Seja isto um apelo a todos os cristãos do Oriente e do Ocidente para darem resolutamente um passo rumo à unidade em torno duma data comum para a Páscoa”, disse o Papa

Em meio a essas, o Papa estabelece que a Porta Santa da Basílica de São Pedro será aberta em 24 de dezembro de 2024. No domingo seguinte, 29 de dezembro, o Pontífice abrirá a Porta Santa da Basílica de São João de Latrão; em 1º de janeiro de 2025, na Solenidade de Maria Mãe de Deus, a de Santa Maria Maior e, em 5 de janeiro, a Porta Santa de São Paulo Fora dos Muros. Três portas serão fechadas no domingo, 28 de dezembro do mesmo ano, e o Jubileu terminará com o fechamento da Porta Santa da Basílica de São Pedro, no dia 6 de janeiro de 2026.

Papa Francisco espera que o primeiro sinal de esperança do Jubileu “se traduza em paz para o mundo, mais uma vez imerso na tragédia da guerra”. “Na verdade, é o Espírito Santo, com a sua presença perene no caminho da Igreja, que irradia nos crentes a luz da esperança: mantém-na acesa como uma tocha que nunca se apaga, para dar apoio e vigor à nossa vida. Com efeito a esperança cristã não engana nem desilude, porque está fundada na certeza de que nada e ninguém poderá jamais separar-nos do amor divino”, destaca o Papa.

Papa Francisco finaliza a bula destacando que “o próximo Jubileu há de ser um Ano Santo caraterizado pela esperança que não conhece ocaso, a esperança em Deus”. Ele também deseja que todos possam “reencontrar a confiança necessária, tanto na Igreja como na sociedade, no relacionamento interpessoal, nas relações internacionais, na promoção da dignidade de cada pessoa e no respeito pela criação”

“Deixemo-nos, desde já, atrair pela esperança, consentindo-lhe que, por nosso intermédio, se torne contagiosa para quantos a desejam. Possa a nossa vida dizer-lhes: «Confia no Senhor! Sê forte e corajoso, e confia no Senhor» (Sal 27, 14). Que a força da esperança encha o nosso presente, aguardando com confiança o regresso do Senhor Jesus Cristo, a Quem é devido o louvor e a glória agora e nos séculos futuros”, conclui Papa Francisco.

A Bula Papal ou Pontifícia, segundo a tradição da Igreja, é publicada para proclamar a realização de cada Jubileu. Por “Bula” entende-se um documento oficial, geralmente escrito em latim, com o selo do Papa. Cada Bula é identificada pelas suas palavras iniciais. A Bula de Indicação do Jubileu, que indica as datas do início e do fim do Ano Santo, é geralmente emitida no ano anterior, coincidindo com a Solenidade da Ascensão. Para o Jubileu de 2025, a bula foi publicada no dia 9 de maio de 2024.

Fonte: CNBB e Vatican News

Saiba mais sobre o Jubileu 2025 no site https://www.iubilaeum2025.va/pt.html

Leia a bula na íntegra:

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