Católicos celebram o Cristo Ressuscitado que renova a esperança e dá vida nova

“Jesus ressuscitou! Aleluia!” Este é o júbilo de todos os cristãos neste dia 31 de março, domingo em que a Igreja celebrou a Páscoa de Jesus com missas em todas as partes da Arquidiocese de Manaus, do Brasil e do mundo. Na Catedral Metropolitana de Manaus, a celebração foi presidida pelo arcebispo de Manaus, Cardeal Leonardo Ulrich Steiner; concelebrada pelo vigário paroquial, Pe. Marcos Aurélio; com o auxílio do Diácono Edson Ferreira.

“Celebramos hoje a ressurreição do Senhor. Nós que nos preparamos para a celebração do Tríduo Santo e acompanhamos no sofrimento, na cruz, celebramos hoje a Sua ressurreição. Cristo Ressuscitado, nossa esperança, nossa vida nova. Por isso, a nossa Eucaristia deseja ser um hino de agradecimento, um hino de louvação, pois fomos todos restaurados, dignificados em Cristo ressuscitado”, destacou o arcebispo de Manaus em sua saudação inicial.

Esta missa celebrou a vitória da vida sobre a morte, a ressurreição do nosso Senhor Jesus Cristo, uma das festas mais importantes do ano litúrgico. É uma festa de luz e esperança, na certeza de que Ele está vivo, que passou da morte para a vida e caminha conosco e que precisamos acreditar pelos olhos da fé.
“A fé, porém, não é uma clareza de ideias, mas uma luz que cintila no meio da escuridão da noite, às vezes de muitas incertezas, interrogações, dúvidas, assim como Madalena e os discípulos que vão ao túmulo e veem apenas sinais. […] a fé em Jesus ressuscitado não é algo de espontâneo, automático, como se bastasse ouvir relato da ressurreição na catequese, num curso, nas pregações. Assim como Maria Madalena procurou a Jesus na noite, também nós somos convidados a buscá-lo no meio da escuridão de dúvidas, incertezas, às vezes angústias e as nossas fragilidades. A fé no ressuscitado, alimenta a esperança pois vida nova, novo horizonte, novo sentido da vida de viver”, enfatizou o arcebispo de Manaus.

O arcebispo explicou ainda que a esperança em Cristo não decepciona, mas transforma morte em vida nova e nos faz enxergar que Ele pode ser encontrado em todas as situações, pois caminha conosco e fez da terra sua morada.

“Esperança cristã não é mero otimismo, é um dom que Deus concede para sairmos de nós mesmos e abrirmos a nossa vida a Ele. Essa esperança não decepciona, porque o Espírito Santo foi infundido em nossos corações. O Consolador não faz com que tudo pareça bonito, mas infunde a verdadeira força da vida, que não é uma ausência de problemas, mas a certeza de sermos sempre amados e perdoados por Jesus”, destacou o cardeal.

Também afirmou que nada pode nos separar do amor de Cristo, pois por amor ele se entregou até a morte de cruz, ressuscitou e caminha conosco e suscita em nós o desejo em buscá-lo.
“Por isso, podemos hoje celebrar a festa da esperança, celebração da certeza: nada e ninguém poderá jamais separar-nos do amor do ressuscitado. O Senhor ressurgiu. Aleluia! E Ele está vivo no meio de nós. No vazio dos nossos dias, no vazio das frustrações, dos desenganos, Ele deseja ser encontrado. Ele suscitou em nós um desejo de buscá-lo, por isso estamos aqui. Fomos atraídos por Ele”, afirmou.

Explicou ainda que os cristãos são enviados a anunciar e a suscitar a esperança, somos uma igreja da esperança especialmente em tempos difíceis.
“Somos enviados a anunciar a Páscoa, suscitar e ressuscitar a esperança nos corações tomados pela tristeza, pela descrença. Somos seguidores e seguidoras da esperança. Somos enviados a anunciar o ressuscitado pela presencialização fraterna através do nosso amor mútuo. De outro modo, podemos ser uma estrutura internacional, com um grande número de adeptos e boas regras, mas uma igreja incapaz de dar esperança num tempo de guerras, conflitos e violência. E nós deveríamos ser sinais de esperança, de transformação neste mundo machucado e ferido”, alertou o cardeal. 

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