DA ALEGRIA

“Enviai sobre este Eleito a força que de vós procede, o Espírito Soberano, que destes ao vosso amado Filho, Jesus Cristo, e ele transmitiu aos santos apóstolos, que fundaram a Igreja por toda a parte, como vosso templo, para glória e perene louvor do vosso nome” (Prece de Ordenação Episcopal).
Dentre as pessoas que foram escolhidas, chamadas, Jesus constituiu doze para caminhar com Ele e os enviou a pregar o Reino de Deus. Os apóstolos foram as testemunhas da vida, da morte e da ressurreição de Jesus. Nessa missão foram confirmados pelo Espírito Santo, segundo a promessa: “Recebereis a força do Espírito Santo que virá sobre vós e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia, Samaria e até os extremos da terra” (At 1,8) (LG 19). A missão dos apóstolos de anunciar o Evangelho da vida deveria durar até o fim dos séculos (cf Mt 28,20), por isso, os apóstolos constituíram sucessores (LG, 20). Como Jesus foi enviado pelo Pai, ele quis que os sucessores dos apóstolos, os bispos, animassem a Igreja até o fim dos tempos.
A celebração da ordenação episcopal visibiliza a escolha, o chamado, o envio e a presença da Igreja. A Igreja reunida invoca o Espírito Santo sobre aquele que é ordenado e com o gesto milenar da imposição das mãos dos bispos, com a oração de ordenação e a unção, ele recebe o múnus episcopal e participa do colégio dos bispos como sucessor dos apóstolos. Ele participa da vocação e da missão dos apóstolos de anunciar, bendizer e cuidar do Reino de Deus.
A imposição das mãos, a inovação do Espírito Santo e a unção, são um envio. Enviado para dar a boa-nova aos humildes, curar as feridas da alma e do corpo, pregar a redenção aos cativos no corpo e no espírito; a liberdade aos que estão presos em si mesmos, nas prisões da ganância, da morte, das ideologias; consolar todos os que choram. Enviado para proclamar o tempo da graça, da libertação, da transformação, da salvação, levando a todos o óleo da caridade e o vinho da esperança (cf. Is 61,1-3a). A ordenação Episcopal não é um privilégio, mas uma missão que é confiada.
O bispo, tomado pela compaixão debruçar-se sobre a dor de cada homem e mulher que sofre, para cuidar das suas chagas, mantendo sempre viva a confiança de que a ovelha perdida pode ser encontrada. Deste modo o Bispo será um sinal cada vez mais luminoso do Evangelho, do Bom Pastor. Agindo como pai, irmão e amigo de todo a pessoa, será a imagem viva de Jesus, nossa esperança, no qual se cumprem todas as promessas de Deus e realizam todas as expectativas da criação.
Papa Francisco agraciou a igreja que está em Manaus com dois bispos: Dom Zenildo Lima, que recebeu a ordenação em novembro do ano passado, e Dom Joaquim Hudson Ribeiro, que foi ordenado no dia 2 deste mês. Louvemos e agradecemos a Deus pela graça que a Arquidiocese recebeu.

Cardeal Leonardo Steiner

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