Primeira Casa Amazônica para iniciativas socioecológicas é inaugurada em Manaus

Foi inaugurada nesta quinta-feira, 30 de novembro,  a primeira Casa Amazônica para iniciativas socioecológicas e o lançamento do livro “Realmar a Economia de Francisco e Clara”. A atividade foi realizada na Igreja São Mateus, no bairro Zumbi dos Palmares e contou com a presença do arcebispo de Manaus, Cardeal Leonardo Steiner, representantes de organismos eclesiais, religiosos e comunitários.

A Casa Amazônica é uma iniciativa que propõe ações de reaproveitamento de resíduos oferecendo um espaço de reflexão sobre consumo e descarte correto de produtos. O espaço conta com uma horta, plantas medicinais, plantas frutíferas e produção de sabão ecológico, destaca o integrante do projeto Diego Aguiar.

O projeto conta com a assessoria da Articulação Brasileira pela Economia de Francisco e Clara (ABEFC), que consiste em iniciativas que se baseiam nos princípios fundamentais para uma nova Economia que “traz vida, não morte, que é inclusiva e não exclusiva, humana e não desumanizadora, que cuida do meio ambiente” de acordo com o chamado do Papa Francisco.

As casas surgem organicamente e em outras regiões trabalham com geração de renda para juventude, energia renovável, entre outros meios de economia. Segundo a integrante da articulação brasileira, Gabriela Consolaro, o espaço visa fortalecer a construção de um mundo novo por meio da economia.

Na ocasião houve o lançamento do livro “Realmar a Economia de Francisco e Clara” que conta com cerca de 30 autores e 16 artigos sobre a economia de Francisco e Clara. Após o lançamento aconteceu uma celebração que contou com mística amazônica, a leitura do evangelho, música, bênção do espaço e o plantio de uma muda de goiabeira pelo Cardeal Leonardo Steiner.

Objetivo da casa é repensar a economia existente, e humanizar a economia de amanhã: torná-la mais justa, mais sustentável, assegurando uma nova preeminência para as populações excluídas.

Conta com 10 princípios, são eles:

  • Princípio 1 – Cremos na Ecologia Integral
  • Princípio 2 – Cremos no Desenvolvimento Integral
  • Princípio 3 – Cremos em alternativas anticapitalistas
  • Princípio 4 – Cremos nos Bens Comuns 
  • Princípio 5 – Cremos que ‘Tudo está interligado’
  • Princípio 6 – Cremos na potência das periferias vivas
  • Princípio 7 – Cremos na economia a serviço da vida
  • Princípio 8 – Cremos nas Comunidades como Saída
  • Princípio 9 – Cremos na Educação Integral
  • Princípio 10 – Cremos na solidariedade e no clamor dos povos

Rafaella Amorim – Rádio Rio Mar
Imagens: Erico Pena

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