Deus fez-se homem para dar visibilidade aos mais pobres e dar sentido às dores e sofrimentos de seu povo

“Levemos o amor do recém-nascido à luz ao mundo. Apresentemos a toda a humanidade a luminosidade aquecedora de Belém. Para que se apague a tristeza, a indiferença do nosso tempo. Guardemos a singeleza, a candura, a inocência da criança, para despertar a humanidade para a presença dos pequenos descartados”.

Este foi o pedido do arcebispo de Manaus, Cardeal Leonardo Steiner, feito aos presentes na missa de Natal, do dia 25 de dezembro, na Catedral Metropolitana e aos que assistiam pelas redes sociais da Catedral. Em sua homilia, explicou o querer de Deus que sempre esteve com seu povo, mas quis tornar-se visível, estar em meio ao seu povo e por isso enviou Jesus em meio aos pobres.

“Não satisfeito em estar conosco, com seu povo, no seu amor inefável, afável, encontrou um modo todo próprio de estar no meio de nós, falar conosco. Tornou-se visível, palpável, audível. Fez-se nossa humanidade e fragilidade. Celebramos o dia em que Deus se mostrou. Em que Deus se revelou na nossa humanidade. Não mais na visibilidade de sua presença velada. Mas, na presença revelada no rosto de uma criança, nossa humanidade”, destacou o arcebispo.

O Cardeal ressaltou, ainda, que Deus se fez pequeno, nascendo da carne, caminhando com seu povo, dando sentido ao sofrimento e dando a salvação. “Deus, nascido de mulher, nascido da carne, da finitude humana […] Deus entrou então na nossa história, partilhou o nosso caminho, veio iluminar os nossos dias. Não mais trevas. Agora a luz. Veio dar sentido às nossas dores e sofrimentos. Veio nos dizer que a finitude humana nela está a nossa salvação. Manifestou-se a graça, a compaixão, a misericórdia, a ternura de Deus, e nós a vemos e contemplamos na criança de Belém. O amor, feito nossa humanidade”, enfatizou o Cardeal.

Ao explicar sobre Jesus ser o príncipe da paz que veio para derramar o amor de Deus e a esperança da paz, pediu que todos experimentem a bondade de Deus e, emergidos dessa presença, disseminem o amor e a paz. “Na criança de Belém nos tornamos todos da mesma carne e do mesmo sangue do mesmo amor. Por que esse ódio? Por que essas guerras? Por que essas agressões? Por que as mortes? Sim, queridos irmãos e queridas irmãs, deixemos que se acendam nosso coração a alegre esperança da paz. Pois todos nós experimentamos a bondade inefável de Deus no filho de Maria, na criança de Belém”, afirmou.

Por fim, o arcebispo pediu, como em oração: “A presença do Deus criança, seja o anúncio de paz para toda a humanidade. Senhor, fazei que resplandeça a vossa luz. A luz, a luminosidade da vossa paz. Sejamos todos os sinais de paz que os anjos nos anunciaram no nascer de Deus”, concluiu o Cardeal.

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