Escola Vocacional encerra o 3º módulo de forma presencial reunindo 70 participantes do Regional Norte 1

“Graça, vocação e profecia: por uma Igreja sinodal na Amazônia”, esse foi o tema da 3. Etapa da Escola Vocacional, realizada entre os dias 11 e 15 de novembro, no Centro de Formação Maromba, reunindo cerca de 70 pessoas do Regional Norte 1 (Amazonas/Roraima), Regional Norte 2 (Pará/Amapá) e Noroeste (Acre, sul do Amazonas e Rondônia). A Escola Vocacional Manaus tem como objetivo oferecer formação teórica e vivencial para animadores vocacionais, de modo a contribuir para a construção de uma cultura vocacional nas congregações, nos institutos e na Igreja, sejam elas para que surjam novos padres, religiosos e religiosas, diáconos, seja para vocação leiga em diversas vertentes.

De acordo com a irmã Gervis Monteiro, da equipe de coordenação e acolhida do evento, foi uma formação aberta, destinada para aqueles que já estão engajados com animação vocacional e também para aqueles que estejam envolvidos com outras pastorais e desejam conhecer um pouco mais sobre o processo.

“O nosso objetivo é ajudar os participantes que aqui estão, das dioceses e prelazias, para que possam realmente se engajar como animadores vocacionais nas suas pastorais, fazendo com que toda a igreja crie essa cultura de que toda a igreja é responsável em ajudar as pessoas a descobrir sua vocação, sua missão na comunidade, dentro dos vários ministérios, sejam na vida religiosa ou leiga”,

Ir. Gervis Monteiro.

Segundo Ir. Ronilton Neves, da equipe de coordenação, nesta edição, a Escola Vocacional Manaus procurou enraizar as propostas do Sínodo Amazônico, estando em Sinergia com os 50 anos do Documento de Santarém e proclama o Ano Vocacional no Brasil. Ainda de acordo com o coordenador, a escola trabalha com duas dimensões de apoio: a dimensão pessoal, que faz um olhar pra dentro de si a fim de refletir sobre o chamado de Deus para a nossa vida e a outra é oferecer instrumentos para os animadores vocacionais que se refere ao planejamento do plano da animação vocacional nas suas devidas instituições e também ferramentas para a aproximação do mundo juvenil, como elaboração do projeto de vida dos jovens, envolvendo temas como afetividade e sexualidade.

A escola esse ano, assim como nas edições anteriores, esteve organizada em duas partes: teórica e vivencial. A parte teórica foi passada nas palestras e assessorias ao longo dos dias e a parte vivencial foi trabalhada para cuidar de quem cuida, conforme explica Irmão Ronilton, que apresentou aos presentes um pouco da sua experiência de profissional formado em educação física, para dentro da escola com o objetivo de ajudar os participantes a trabalharem corpo e mente.

“As pessoas que estão aqui são aquelas que realmente estão envolvidas, se doando, e por isso precisam também de um momento de trabalhar a corporeidade para poder se doar melhor na missão que estão, em virtude disso a escola veio com a proposta de oficinas práticas, trazendo Yoga, danças amazônicas e expressões corporais, pois nós que estamos muito envolvidos com a igreja temos que cuidar não apenas da parte espiritual, mas também do nosso corpo, até porque, dentro da realidade em que estamos, a gente sobe morro, pega canoa e rabeta, percorre muitos trechos a pé. Então eis o motivo da escola oferecer essas oficinas práticas”

Ir. Ronilton Neves

Ir. Ronilton explicou ainda que a escola está orientada por cinco eixos: metodológico, eclesiológico, sociológico, antropológico e psicológico. A partir desses eixos são elaborados os temas da escola, aliados com as sugestões que foram dadas em edições passadas da escola. Nessa edição, um grupo de 10 pessoas concluíram o ciclo das três etapas, sendo presenteadas por Dom José Albuquerque, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, que esteve presente durante todos os dias da escola e, ao final do último dia surpreendeu a todos com a entrega de brindes não somentes àqueles que concluíram, mas também à equipe de coordenação e aos que trabalharam na cozinha, preparando as refeições no decorrer de todos os dias.

Para Derlane Paiva, de Boa Vista (RR), integrante da coordenação arquidiocesana da Pastoral da Juventude e colaboradora leiga Marista que participou pela primeira vez da escola, a formação deixou claro que a animação vocacional é estendida aos leigos. “Ficou bem claro, após esses dias de escola, que esse trabalho vocacional também se estende aos leigos e leigas, inclusive nessa edição tivemos um momento de roda de conversa com os jovens, onde puderam escutar as demandas e apelos dos jovens e isso foi muito bom”, disse a jovem de 25 anos.

  • TEMÁTICAS ABORDADAS
  • Teologia da Encarnação a partir da realidade amazônica
  • Sinodalidade na Amazônia
  • Interculturalidade e Vocações na Amazônia
  • Perfil do Animador Vocacional na Amazônia
  • Saúde Mental e o cuidado com o Animador Vocacional
  • Planejamento da Animação Vocacional
  • Roda de conversa: Escuta das Juventudes
  • Oficina: Ecologia Integral
  • Oficina: Juventudes Amazônicas e Projeto de Vida
  • Oficina: Animação Vocacional: mídias e tecnologias
  • Oficina: Corporeidade do Animador Vocacional
  • Oficina: Dança e expressões artísticas da Amazônia
  • Oficina: Yoga

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