Fé ou ideologia: se você é cristão pense o que lhe faz confirmar seu voto

Neste domingo o povo brasileiro está diante de uma eleição histórica, uma situação motivada por uma polarização que aumenta a cada dia e que nos depara com cenas impensáveis tempo atrás. Ninguém pode ignorar que o voto tem consequências e que a gente paga a conta daquilo que a maioria escolheu. Uma conta que nos acompanha durante 4 anos, mas que desta ve poderia se perpetuar por muito mais tempo.
Um dos elementos que tem dominado a campanha política, sobretudo no segundo turno, é a corrida dos candidatos à Presidência da República atrás do chamado voto religioso, um elemento que está sendo objeto de análise, inclusive fora do Brasil. Em um país laico, mas com um forte sentimento religioso, a fé tem se tornado objeto de disputa.
Aí a gente se questiona o que impera na mente de muitos “católicos”, e sublinho católicos entre aspas, na hora de tomar decisões em sua vida, também na hora de confirmar seu voto. Se deixam guiar pela fé? As palavras da Igreja, do Papa, levam à reflexão ou provocam sentimentos de ódio, de intolerância, de violência? Será que a ideologia, ideologizamos até as palavras do Papa, mesmo que elas sejam uma súplica à Padroeira do Brasil, domina nossa fé?
As ideologias exacerbadas têm provocado sofrimento ao longo da história. Quando nós olhamos o decorrer histórico, podemos comprovar que aquilo que é conhecido como guerras de religião, na verdade não tinha nada a ver com a fé e sim com ideologias ou interesses políticos que foram distanciando pessoas com um sentimento religioso inspirado no Deus cristão.
É bom lembrar o mandamento fundamental do cristianismo, amar a Deus e ao próximo. Quando a gente vive desde a fé, o amor prevalece e faz realidade a fraternidade, quando a gente vive desde ideologias exacerbadas, o ódio, a intolerância e a violência tomam conta da sociedade e das igrejas. Por isso é bom se questionar sobre o que está falando mais alto no coração de cada um, de cada uma. As escolhas que nascem da fé não enfrentam, algo que tem que nos levar a entender que se você confirma na urna com um sentimento de ódio, você já ficou longe de Deus, mesmo se achando o melhor dos cristãos.

Editorial Rádio Rio Mar
Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1 – AM/RR

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