Região Nossa Sra. dos Navegantes realiza estudo e destaca pontos importantes para a Assembleia Sinodal

Com o objetivo de conhecer profundamente o Instrumento de Trabalho da Assembleia para melhor assumir e participar da Aaasembleia Sinodal Arquidiocesana agendada para os dias 21, 22 e 23 de outubro, a Região Episcopal Nossa Senhora dos Navegantes realizou no dia 24 de setembro a reunião de preparação com os representantes (pároco e leigo) de cada paróquia e área missionária que compõe a região e coordenadores dos setores Santa Rita de Cássia – Zona Sul, Maria Mãe da Igreja – Zona Centro Sul, São José Leste – Zona Leste, Dom Luiz Soares – Zona Leste e Encontro das Águas.

O encontro ocorreu no auditório da Comunidade Via Lucis, situado à Av. Solimões, no bairro Japiim, próximo ao Conjunto Atílio Andreazza. Foi conduzido pelo vigário episcopal da Região Nossa Senhora dos Navegantes, Dom Tadeu Canavarros. Após o momento de oração, a leiga Rosana Barbosa, fez uma apresentação do instrumento de trabalho da Assembleia Sinodal que é resultado das escutas realizadas na primeira e segunda fase do processo da assembleia sinodal, tendo conteúdo e ideias inspiradoras vindas das comunidades para se trabalhar, aprofundando-as através da reflexão e meditação de temas importantes que ajudam na evangelização.

Constituído por cinco partes, o documento propõe rever a caminhada, tendo uma longa trajetória desde as Assembleias Pastorais Arquidiocesanas (APA’s). Também apresenta uma visão panorâmica da Igreja de Manaus formada pela grande capital Manaus e outros sete municípios (Careiro Castanho, Careiro da Várzea, Iranduba, Manaquiri, Novo Airão, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva) , onde se encontram centenas de agentes de pastorais leigos e leigas, religiosas, diáconos, padres, bispos a serviço das inúmeras comunidades, pastorais e movimentos. Na terceira parte, encontra-se a síntese das escutas que foram enviadas para Comissão Sinodal da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil que coordena a participação da Igreja do Brasil no Sínodo sobre Sinodalidade, convocado pelo Papa Francisco a realizar-se em 2023. E, por fim, apresenta desafios pastorais apresentados pelas comunidades, pastorais e movimentos, sobre os quais é preciso colocar o olhar para refletir e meditar, discernir e tomar decisão através de projetos que estão de acordo com a vontade de Deus para a ação evangelizadora da Arquidiocese de Manaus.

No segundo momento, Dom Tadeu provocou nos presentes uma reflexão sobre o que está colocado no Instrumento de Trabalho, a fim de que os presentes destacassem o que mais chama a atenção e as urgências para que a igreja assuma com mais afinco os pontos que precisam de mais ação, de processos, de um olhar mais caridoso.

Os presentes destacaram a necessidade da juventude ser mais inserida na igreja, nos processos, e que importante criar formas de enganjar mais os jovens. Também se falou da necessidade de melhor trabalhar o dízimo e a conscientização de que esta é uma forma de contribuir para que a igreja tem recursos para evangelizar. Outro ponto abordado o foi a valorização dos canais de comunicação da igreja para que eles tenham mais alcance e cumpram com seu papel de evangelizar, e também o realizar mais momentos de catequese e formações para os agentes de pastoral e para os fiéis em geral, criando uma base catequética para formar discípulos missionários, gerando valores cristãos que reflitam na vida de cada um.

Promover a incidência política e fazer uma sensibilização para que as pessoas conheçam a política como um processo de construção da sociedade e forma de garantia de direitos foi outro ponto destacado, assim como a necessidade de levar à frente o projeto da Pastoral da Ecologia para que os cristãos saibam mais como cuidar da casa comum, agindo e fiscalizando para que nossa casa seja preservada. E foi apontada também a necessidade da igreja ser presença nas ocupações, ribeirinhos, indígenas, comunidades rurais, dentre outros, ouvindo suas necessidades, buscando saber o que eles tem a contribuir e o que eles precisam da parte da igreja.

“Este encontro está dentro da dinâmica da Assembleia Sinodal Arquidiocesana, no processo de cada vez mais conhecer a realidade de nossa igreja. Mas o que caracteriza este encontro é a oportunidade de diálogo. Com o instrumento de trabalho em mãos e com os devidos representantes pudemos aprofundar a através de um diálogo bastante aberto, num grupo menor, antecipando um pouco a dinâmica da própria assembleia. As contribuições foram muito válidas porque as pessoas também têm questões importantes que podem não ter sido expressas através das inúmeras escutas ou através dos questionários propostos. Nesse encontro tivemos a grande oportunidade de estabelecer um diálogo de poder falar, expor ideias e o compromisso de estudar mais o instrumento para contribuir na assembleia”, explicou Dom Tadeu Canavarros.

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