Região Episcopal N. Sra. dos Remédios realiza estudo do instrumento de trabalho da Assembleia Sinodal

Presbíteros, religiosas e religiosos, cristãos leigos e leigas se reuniram na manhã de 24 de setembro, no Salão Paroquial da Paróquia São Jorge, para realizarem o estudo do Instrumento de Trabalho da Assembleia Sinodal Arquidiocesana que será realizada entre os dias 21 e 23 de outubro de 2022. O encontro faz parte de uma programação em comum nas três Regiões Episcopais da Arquidiocese, onde foram convocados seus respectivos representantes das paróquias e áreas missionárias, para juntos fazerem intervenções e contribuições para enriquecer ainda mais o caminhar da Assembleia.

O estudo reuniu cerca de 70 pessoas de 8h30 às 11h30. De acordo com Monsenhor Sabino Andrade, esse momento serviu como uma prévia do que virá nos dias da Assembleia. “Foi uma manhã que podemos caracterizar como um ‘esquenta’ da Assembleia, onde tomamos nas mãos o Instrumento de Trabalho, analisamos, conversamos, ouvimos sugestões, fizemos observações e foi de fato uma manhã muito enriquecedora que, com certeza, terá seus frutos de modo que a Assembleia possa se desenvolver da melhor maneira possível”, comentou Monsenhor.

Pe. Zenildo Lima, Reitor do Seminário São José, foi o animador e orientador do encontro e conduziu cada momento de maneira bem alegre e descontraída, abordando temas sérios de forma leve, fazendo assim todos manterem o foco no assunto abordado. “Foi um encontro muito proveitoso onde fizemos uma retomada do caminho sinodal, desde o processo de escuta até chegarmos nessas percepções de onde devemos crescer como igreja e apresentar algumas linhas e guias fundamentais na perspectiva de construção de propostas concretas, para que a gente possa atuar em algumas dimensões que a assembleia veio evidenciar”, explicou Pe. Zenildo.

Instrumento de Trabalho – o que é?

É um documento constituído de cinco partes, contendo o resultado das escutas realizadas na primeira e na segunda fase do processo da Assembleia Sinodal. Como o próprio nome indica, são conteúdos e ideias inspiradoras vindas das comunidades para se trabalhar, aprofundando-as através da reflexão e meditação de temas importantes que nos conduzem sempre mais ao caminho de evangelização que liberta as pessoas.

Reflexões e contribuições discutidas

O encontro contou não apenas com o estudo do Instrumento, mas também com momentos de partilhas e debates realizados, onde foram feitas algumas contribuições e questionamentos, entre eles:

  • Até o início da Assembleia, que fazer com o Instrumento de Trabalho?
  • Qual a metodologia que será realizada na Assembleia para trabalhar os 72 pontos resultantes da síntese da escuta?
  • Poderia enxugar mais as propostas, diminuindo o conteúdo de forma que todos possam ser contemplados?
  • Reorganização das paróquias e áreas missionárias no sentido da territoriedade, de modo atender melhor geograficamente todos as comunidades com formações e atividades?
  • Como dar maior voz à juventude, aos indígenas e aos negros?
  • Como consolidar melhor as Regiões Episcopais?
  • Como melhorar a comunicação on-line?
  • A questão da Ecologia Integral como novo pano de fundo para evangelização, entre outros.

Falhas no Caminho

Durante a reunião, não foi abordado somente os desafios vencidos e as vitórias alcançadas no caminho da realização da Assembleia Sinodal, mas também foi reconhecido algumas falhas que ocorreram durante o processo. “Reconhecemos que cometemos falhas durante o caminho, a coordenação não foi eficaz em todos os aspectos, nós não escutamos a juventude, ainda se pensou num processo de escuta dos jovens on-line, mas não fomos capazes de articular isso, nos faltou disposição e competência, assim também como diversas categorias não se sentiram escutadas, pode até ser desconcertante para a coordenação mas é bom receber essas críticas, porque assim vamos nos organizando cada vez mais, para continuar com esse caminho de construção coletiva, pois o movimento sinodal não pode parar”, comentou Pe. Zenildo.

Dinâmica da Assembleia

“Quem já participou de outras assembleias, sabe que é uma experiência muito bonita e uma ligação afetiva e efetiva com a nossa Arquidiocese. E esse será o espírito da nossa Assembleia Sinodal, vamos utilizar nos grupos o Instrumento de Trabalho e olhar o que as comunidades trouxeram e, a partir daí, organizar as propostas de evangelização e processos de partilha para nossas comunidades, e assim faremos em cada uma das dimensões e depois discutiremos as questões concretas. Esse é o princípio, pensar caminhos para toda a Arquidiocese durante esses três dias, onde também teremos que tomar algumas decisões e fazer algumas votações, fazendo sempre em vista da presença missionária da nossa igreja, num processo de escolha muito sereno e com muito amor”, explicou Pe. Zenildo.  

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