Arquidiocese de Manaus realiza Coletiva de Imprensa para apresentação do 28° Grito dos Excluídos

O Grito dos Excluídos foi criado em 1995 pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), é uma atividade promovida pela Igreja Católica em parceria com as Pastorais Sociais e Organismos Civis. Acontece anualmente no mês de setembro e traz como tema central: Vida em Primeiro lugar e o lema sempre dialoga com a Campanha da Fraternidade – CF, a conjuntura política, social e econômica do país e com a luta dos movimentos sociais. O lema escolhido é: Brasil, 200 anos de (IN) Dependência do Brasil, pra quem?

Em sua 28° edição, o evento retoma discussões e reflexões sobre os desafios sociais enfrentados no Brasil, abre espaço para participação popular e ousada da sociedade que grita por seus direitos, que busca por uma construção coletiva do País. O evento é apartidário e conta com a participação de pastorais sociais, líderes de pastorais, grupos, serviços e movimentos, o clero e algumas instâncias da sociedade civil.

De acordo com o Vice – Presidente da Cáritas Arquidiocesana de Manaus e Assessor das Pastorais Sociais, Padre Alcimar Araújo, o Grito dos Excluídos e Excluídas é uma atividade sempre acontece, independente de quem esteja governando. É momento de expressar a indignações do povo e continuar na luta por um país justo e igualitário. “Diante  dessas injustiças sociais nós não podemos calar, a gente quer falar, a gente quer gritar, a gente quer lutar pelos direitos e estar nas ruas, pois as ruas são as parceiras dos direitos e da liberdade”, disse Pe. Alcimar.

Em Manaus o evento vai ocorrer no feriado do dia 5 de setembro, com missa amazônica às 15h30 realizada pelo Cardeal Arcebispo Dom Leonardo Steiner, no Centro de Convivência Magdalena Arce Daou, localizada no bairro do Santo Antônio, em seguida será realizada uma caminhada pela Av. Brasil até o Monumento da Ponte Rio Negro.

“Queremos chamar a atenção também para a questão da Amazônia, o nosso lar que a gente percebe que, se nem os governadores participam do grupo que foi montado para pensar a Amazônia, imagina o seu povo, os indígenas, aqueles que moram aqui, por isso que temos que nos posicionar diante de tudo isso, pois aqui é lugar de vida e não de exploração”, comentou Pe. Alcimar.

No decorrer do trajeto muitas temáticas serão discutidas e reivindicadas pelas pastorais sociais, como:  desemprego, segurança, educação, saúde, desmatamento, políticas públicas, além de vários “gritos” por justiça, ética e verdade, em prol de uma sociedade mais humana, fraterna e cristã. “Nós queremos chamar a atenção da sociedade que não pode se calar, não pode ficar apenas como expectadora, tem que descer da arquibancada e entrar no campo, nós somos cidadãos e somos nação”, finalizou Pe. Alcimar

Fotos: Érico Pena

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