Arquidiocese de Manaus

Missa na Catedral celebra a Solenidade de Pentecostes a Festa do Espírito Santo

A Arquidiocese de Manaus realizou neste domingo (23/05), a celebração de Pentecostes, a Festa do Espírito Santo. A Solenidade, que geralmente acontece todos os anos no Sambódromo reunindo de 80 a 100 mil fiéis, esse ano mais uma vez foi realizada às 17h na Catedral Metropolitana de Manaus, presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Manaus, Dom Leonardo Steiner, concelebrada pelos bispos auxiliares Dom José Albuquerque, Dom Tadeu Canavarros, por Monsenhor Sabino Andrade e pelos padres Hudson Ribeiro (pároco) e Sebastião Maia, sendo transmitida ao vivo pela TV Encontro das Águas, Rádio Rio Mar FM, Rádio Castanho FM e Redes Sociais da Catedral Metropolitana.

Ao contrário do ano passado, quando a celebração foi realizada à portas fechadas, esse ano a solenidade já contou com um número pequeno de representantes dos grupos, movimentos, pastorais e demais forças vivas de nossa arquidiocese. Outro diferencial foi a apresentação do “Grupo Comunidades Nações Indígenas” logo após a procissão de entrada, um grupo de jovens provenientes do Parque das Tribos, o primeiro bairro indígena de Manaus, localizado nas imediações do Tarumã Açu, onde ali residem 35 etnias, local escolhido pelo poeta Celdo Braga e o percussionista João Paulo, para conduzirem o projeto de bio-instumentos e música orgânica, com o qual foi realizada a apresentação.

Durante a celebração, a segunda leitura da missa foi proclamada em braile por uma pessoa com deficiência visual e uma das preces da comunidade foi realizada por uma pessoa da pastoral dos surdos, que também fez a tradução na Linguagem Brasileira dos Sinais (Libras).  Durante a sua homilia, o arcebispo comentou o quão é extraordinário e encantador o Espírito Santo que nos foi enviado, o verdadeiro amor que produz comunhão, fraternidade, familiaridade, deferentes línguas e linguagens, mas é o mesmo amor que ama sem fazer descriminações étnicas, culturais, raciais ou religiosas, que nos ensina que, maior que curar enfermos e paralíticos, é o perdão, pois é um ato que estava sempre presente na vida de Jesus.

“O Espírito Santo que recebemos hoje é um amor iluminador, que concede a harmonização do nosso existir, uma vida reconciliada com o perdão dos pecados com nos concede a libertação. É um amor sem limites que não nos abandona, um espírito matricial, que abre o nosso lar, estende as nossas mãos, liberta da paralisia do egoísmo, constrói a união, concede a graça da solidariedade para com o outro e para o bem comum. Os dons que recebemos são obras do Espírito, são sopros para igreja e para as nossas comunidades que gera virtudes, dons, graças, serviços, ministérios, que recebemos não para nós mesmo, mas sim para o bem comum e para as comunidades”, disse Dom Leonardo.

Após a comunhão, Dom Leonardo fez uma breve meditação pedindo para que possamos nos abrir para os dons do Espírito e na sequência entoou em latim o canto “Veni Creator Spiritus” (Vinde Espírito Criador). A celebração finalizou com o rito onde se apagou o Círio Pascal, que nos acompanhou durante o tempo da páscoa, representando que “agora nós devemos ser luz de Cristo que irradia como uma nova coluna luminosa que passa no mundo em meio aos irmãos(ãs), para guia-los em direção ao céu”, comentou o arcebispo. Ao final da celebração, Dom Leonardo agradeceu às pastorais, aos serviços, religiosos e todas as pessoas que se fizeram presentes e acompanharam pelas redes sociais.

Esperança para 2022

“Esse ano a solenidade de Pentecostes ainda continuou de maneira diferente daquela que geralmente fazemos na Arquidiocese, mas já tivemos a oportunidade da participação de um bom número de féis. Foi um momento de grande significado, porque assim estivemos reunidos em torno do Espírito, que nos ilumina e fortifica. Esperamos no próximo ano poder fazer a celebração no sambódromo, mas com certeza foi muito bom ver a participação e o entusiasmo das pessoas nesta solenidade do Espírito Santo”, disse Dom Leonardo sobre a avaliação dos festejos deste ano.

 



Por: Érico Pena

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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