Arquidiocese de Manaus

Missa campal pela Paz é realizada no Memorial Amigos do Cruzeiro

Na noite do primeiro dia do ano, foi realizada no Memorial Amigos do Cruzeiro, localizado na Av. Timbiras, Cidade Nova – Setor Padre Pedro Vignola, a tradicional Missa Pela Paz da Arquidiocese de Manaus, presidida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Leonardo Steiner e concelebrada pelos padres Cláudio Trabacchin, da Área Missionária Santa Mônica e Coordenador do Setor Pe. Pedro Vignola; Pe. Afonso Amane, da Área Missionária São Francisco; Pe. Thiago Alves, da Área Missionária São Pedro Apóstolo; e Pe. Carlos Eduardo dos Santos, da Área Missionária São Lucas.

“Como é bom estarmos aqui nesta noite, dia de Nossa Senhora Mãe de Deus e da Igreja e também o Dia Mundial da Paz. Este lugar criou um significado próprio em nossa Arquidiocese, lembrando a necessidade da Paz. Se fosse possível, hoje teríamos realizado a Caminhada da Paz e encerraríamos com essa celebração, como não foi possível, aqui estão vocês representando nossas comunidades. Queremos pedir a Deus, a graça da Paz, para superar a violência e a morte e o fazemos debaixo da cruz que nos salvou, junto com Nossa Senhora, a mãe de Deus e nossa”, disse o arcebispo ao dar à boas vindas após a procissão de entrada.

Logo na sequência, a imagem de Nossa Senhora percorreu o corredor central e tomou lugar ao lado do altar, onde ficou até o fim da celebração. Após a proclamação da palavra realizada pelo diácono Irineu Pena, Dom Leonardo iniciou a homilia falando a respeito das leituras do evangelho, ressaltando o nascimento do Deus-Menino e o encontro com os pastores na manjedoura. “É tão bonito ver no texto do evangelho, os pastores anunciando que nasceu para nós a Salvação, vindo de um Deus tão frágil e tão pequeno, que nasceu longe de tudo e de todos, mas não longe do amor de pai e de mãe, a mãe Maria que sempre esteve atenta e recolheu tudo em seu coração, mesmo sem entender direito o que estava acontecendo, mas sempre acreditando na graça de Deus”, disse.

Dom Leonardo também fez uma análise da nossa realidade atual, atingida pela pandemia, com base na reflexão do evangelho e como não devemos nunca perder nossa fé. “Esse ano que passou foi tão difícil e 2021 já inicia com a mesma dificuldade, os hospitais e UTI´s lotados, e nós tentando agora ver o que Deus quer nos dizer e nos ensinar diante da morte e sofrimento dos nossos entes queridos. Temos que fazer que nem Nossa Senhora, que tudo que via, recorria à presença de Deus, que sempre olha para cada um de nós, sendo misericordioso e benevolente”, comentou.

Sobre a Paz e a Solenidade da Mãe de Deus, Dom Leonardo disse: “A paz não é apenas tranquilidade, é um modo de acolher como Deus está presente, mesmo quando achamos que Ele esta ausente. É voltar os olhos para a casa do pai com o coração cheio de alegria, fé, esperança e gratidão pelo tempo que Deus tem nos dado e, se hoje nós lembramos a solenidade da Mãe de Deus, é por que nós a olhamos, contemplamos e nos lembramos dela aos pés da cruz acolhendo Jesus, ela que passou pelas tribulações e dificuldades da vida e pedimos para que Deus nos abençoe, nos guarde e nos dê a paz e, assim como ela e com ela, queremos viver da esperança, do amor e da fé”, concluiu Dom Leonardo.

Antes do fim da celebração, Dom Leonardo agradeceu a todos que participaram da celebração e também pelas que ajudam na manutenção e limpeza do local. Dom Leonardo também leu na integra uma mensagem que foi enviada a todas às comunidades da Arquidiocese de Manaus, com orientações pastorais e recomendações de como proceder durante esse período de segunda onda da pandemia e lembrou do falecido Pe. Cairo, vítima do Covid, como responsável pelo Cruzeiro e convidou a todos a rezarem uma Ave Maria. Finalizou anunciando o padre Carlos Eduardo como novo responsável pelo Memorial Amigos do Cruzeiro e dando a benção aos crucifixos.

Agradecimentos e acolhida

De acordo com Núbia Gonzaga, toda a organização da celebração foi realizada pela coordenação da equipe Amigos do Cruzeiro em parceria com a Área Missionária São Lucas (à qual o Cruzeiro foi inserido), com o apoio total do Setor Pe. Padre Pedro Vignola. “Foi uma missa muito participativa, a liturgia, equipe de canto e organização, tudo foi realizado pela equipe do Memorial Amigos do Cruzeiro junto com o Setor e no fim da celebração tivemos a entrada da imagem de São José, pois esse ano o Papa instituiu o ano de São José, um momento muito emocionante”, disse Núbia.

“Este é o local onde a comunidade recorre quando perde seus entes queridos, por isso essa celebração é feita com muito carinho e zelo durante todo o ano, seja por meio do nosso setor ou pela equipe dos Amigos do Cruzeiro, e aqui deixamos nossas orações pelos nossos colaboradores que ainda estão na luta pela recuperação de sua saúde.”, comentou Pe. Eduardo. Lembrando que dia 1° de Fevereiro será a missa de acolhida de Pe. Eduardo, com a presença do Pe. Marco Antônio, que foi o idealizador de toda a obra do Memorial Amigos do Cruzeiro há 10 anos.

Sem caminhada pela Paz, mas sempre seguindo às normas de segurança

A primeira edição da caminhada pela Paz iniciou em 1° de janeiro de 2011 quando o Pe. Marco Antônio (Pe. Marquinho), na época pároco da Área Missionária São Lucas, teve a ideia de realizar esse evento após ver, no campo do Cruzeiro, algumas famílias e conhecidos acendendo velas e rezando pelos parentes que haviam morrido em acidente de trânsito. Hoje, nossa realidade é outra, ao invés do trânsito, o que ceifou muitas vidas foi a pandemia causada pelo Covid-19 e que agora chegou à segunda onda, obrigando a tomarmos novamente medidas preventivas de modo evitar a proliferação do Coronavírus.

Em virtude disso, esse ano não aconteceu a 10ª Caminhada pela Paz, já tradicional em nossa Arquidiocese e que reúne fiéis dos quatro cantos da cidade, mesmo assim, muitos se fizeram presentes à missa campal que contou com representantes de todas as oito áreas missionárias e uma paróquia que compõem o setor. “Como não houve a nossa caminhada, foi liberado para cada área missionária e paróquia, 20 vagas, para participar da celebração e não haver aglomeração e, além disso, tínhamos pessoas fazendo a higienização das mãos e verificando a pressão dos participantes logo na entrada, as cadeiras também foram dentro do distanciamento proposto”, explicou Núbia Gonzaga, da equipe de coordenação do Memorial Amigos do Cruzeiro.

Fotos colaboração: Pascom Memorial do Cruzeiro

     



Por: Érico Pena

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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