Arquidiocese de Manaus

Fé e devoção marcam os festejos de N. Sra. Aparecida, padroeira do Brasil

Os festejos em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, iniciaram com uma programação que começou logo de manhã cedo desta segunda-feira (12/10), onde às 5h30 uma carreata da imagem da Mãe de Jesus, percorreu algumas ruas próximas ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida, logo em seguida foi realizada a Celebração Solene e, por volta das 10h a Missa das Crianças. Pela tarde, a programação incluiu: o Ofício de Nossa Senhora e Terço Mariano às 14h; Celebração Eucarística às 16h e, por volta das 17h, deu-se início a grande carreata reunindo dezenas de carros e motos pelas principais ruas do centro, substituindo a tradicional procissão como forma de evitar aglomeração e finalizou com a Celebração Eucarística presidida pelo Pe. Amarildo Luciano e demais Padres Redentoristas no Santuário de Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida, localizado na rua Alexandre Amorim, bairro Aparecida, zona Sul de Manaus.

No Brasil, desde 1980, o dia 12 de outubro é comemorado nacionalmente o dia de Nossa Senhora Aparecida, data estabelecida com a consagração da Basílica pelo Papa João Paulo II. Em Manaus, a festa em honra a padroeira é uma das mais tradicionais da nossa Arquidiocese, geralmente reunindo milhares de fiéis em procissão que chegam a contar com 80 mil devotos. Esse ano, os fiéis trocaram a caminhada, pela carreata com a imagem da mãe sendo saudada por todos os lugares que passou, gerando momentos de fortes emoções, como por exemplo quando passou em frente na igreja de Santa Luzia, no bairro da Matinha, onde foi recepcionada pelos moradores nas ruas e em frente de suas casas. Mas a emoção também tomou conta de quem estava participando nos carros, motos, bicicletas e até patins, como no caso de Zulene Pessa, que fez todo o trajeto de patins como forma de agradecimento a uma graça obtida.

“Sofri um acidente feio, meu joelho quebrou e saiu do lugar e eu pedi à Aparecida, pois os médicos disseram que eu não poderia mais patinar e graças a Deus e Nossa Senhora, eu consegui completar a carreata de patins, tanto de manhã como de tarde. Outra promessa que fomos pagar foi uma que minha mãe fez, pois todos nós pegamos Covid-19 e ficamos muito ruins, minha mãe prometeu que todos nós iriamos a pé de casa, no bairro do Educandos, até o Santuário se todos nós sobrevivêssemos e foi isso que eu e minha família fizemos”, disse Zulene. Outro momento de grande emoção foi também quando a dona Zelena Souza e seu filho Samuel, de apenas 4 anos, percorreu o corredor central de joelhos durante a celebração. “O médico me disse que eu teria que tirar o ovário em virtude de um cisto muito grande, fiz a promessa à Nossa Senhora e o cisto sumiu, meu filho é um milagre da minha fé e todos anos venho cumprir essa promessa, já entrei com ele bebê no colo, e outros anos ele entrou brincando pq era ainda pequeno, mas esse ano ele conseguiu concluir comigo de joelhos, do início ao fim”, disse a devota. 

HISTÓRICO

A imagem foi encontrada em 1717 pelos pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves nas águas do rio Paraíba, próximo do Porto de Itaguaçu, na Vila de Guaratinguetá, em São Paulo. Os três estavam há dias sem pescar e com a missão de levar peixe para a festa de recepção do famoso Conde de Assumar, Dom Pedro de Almeida, governante da capitania da cidade de São Paulo e de Minas de Ouro na época, que estava de passagem pela cidade.

Esperançosos eles fizeram uma oração pedindo a ajuda da Mãe de Deus para que voltassem fartos de peixes para a festança. Quando estavam quase desistindo da pescaria, João Alves arremessou a rede novamente e fisgou uma parte do corpo da imagem escura de Nossa Senhora Aparecida. Emocionado, lançou a rede pela segunda vez conseguindo fisgar a cabeça da imagem. Em seguida veio o milagre. As redes enchiam-se de peixes, o que os deixou preocupados com o perigo do barco virar e perder todos os peixes apanhados.

Mais informações em breve no site.

Fotos colaboração: Rose Guimarães, Zulene Pessa e Henrique Santos

  



Por: Érico Pena

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *