Arquidiocese de Manaus

Coroinhas celebram o padroeiro, São Tarcísio, com missa presidida por Dom Leonardo Steiner

A Igreja N. Sra dos Remédios, foi o local escolhido na manhã deste domingo (16/08) dia que se comemora os festejos de N. Sra. da Assunção, para a realização da sexta edição da Celebração Eucarística em honra a São Tarcísio, santo padroeiro dos coroinhas, celebrado dia 15 de agosto. A solenidade foi presidida por Dom Leonardo Steiner, Arcebispo Metropolitano de Manaus, concelebrada pelo ex-assessor arquidiocesano da Pastoral do Coroinhas, Pe. Leonardo Santos e pelo seu substituto, Pe. Vitor Hugo Fernandes que, ao final de celebração, assumiu oficialmente o posto ocupado por Pe. Leo (como é mais conhecido) nos últimos quatro anos e que agora assumirá o serviço de assessor espiritual da Pastoral Vocacional.

São Tarcísio Viveu por volta do ano de 258 da era cristã. Tarcísio era acólito e acompanhava o Papa Sisto II nas celebrações Eucarísticas. Durante a terrível perseguição de Valeriano, muitos cristãos foram presos e condenados à morte. Nas prisões, os cristãos desejavam ardentemente poder fortalecer-se com Cristo Eucarístico (chamado viático). Às vésperas de numerosas execuções de mártires, o Papa Sixto II não sabia como levar o Pão dos Fortes àquelas heroicas testemunhas de Cristo que estavam na cadeia.

Foi então que Tarcísio, com cerca de 12 anos de idade, ofereceu-se dizendo-se pronto para essa piedosa tarefa. Com relação ao perigo, Tarcísio afirmou que se sentia forte, disposto a antes morrer que  entregar as Sagradas Hóstias aos pagãos. Comovido por essa coragem, o Papa entregou, numa caixinha de prata, as Hóstias que deviam ser distribuídas como viático aos próximos mártires.

Tarcísio passando pela Via Ápia, a grande estrada ao lado da qual se encontram as catacumbas, alguns rapazes notaram sua estranha compostura e começaram a fazer perguntas do que levava, já suspeitando de algum segredo dos cristãos. Ele, porém, julgando ser coisa indigna de entregar, negou-se terminantemente a fazê-lo. Foi então preso, torturado, surrado e apedrejado. Após sua morte, revistaram-lhe o corpo e a caixinha, e nada foi achado do Sacramento de Cristo.

Seu corpo foi recolhido por um soldado ocultamente cristão, de nome Quadrado, que o levou às catacumbas, onde recebeu sepultura.

Tarcísio foi declarado padroeiro dos Coroinhas, porque servem ao Altar e ao Presbítero, e guardam a Sagrada Eucaristia com sua própria vida.

 

 



Por: Érico Pena

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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