Arquidiocese de Manaus

Celebração com Dom Leonardo encerra o Curso de Realidade Amazônica promovido pelo ITEPES

Durante o período de 5 a 20 de fevereiro, aconteceu no Centro de Formação Maromba, mais uma edição do Curso de Realidade Amazônica, promovido pelo Instituto de Teologia, Pastoral e Ensino Superior da Amazônia (Itepes) com os novos missionários, leigos e religiosos, vindos dos diversos países para atuarem pastoralmente na Amazônia, com desejo de contribuir na caminhada da Igreja local e, na manhã desta quinta-feira (20/2), o Arcebispo Metropolitano de Manaus, Dom Leonardo Steiner, presidiu a missa de encerramento na capela da Maromba, onde abençoou a missão de cada participante.

O Curso contou com cerca de 34 participantes, entre eles sacerdotes, religiosas (os), e leigas (os), procedentes de várias congregações religiosas e das mais diversas nacionalidades como: Chile, Congo, Itália, Argentina, Romênia, Moçambique, Tanzânia, Honduras e República de El Salvador, que vieram enviados de outros estados do Brasil. Foram 15 dias de encontro, onde foram contextualizados a questão sócio, política, econômica e religiosa da região. Na programação do curso também esteve incluída as atividades externas, onde foram conhecer algumas comunidades ribeirinhas e o trabalho realizado com os irmãos com hanseníase na Colônia Antônio Aleixo.

Para o Pe. Paulo Henrique, da Diocese de Limeira (SP), o curso foi ótimo e com certeza ajudou muito a todos os missionários que estão chegando na Amazônia. “Após esse curso eu levo no meu coração a palavra integração, pois o curso nos ajudou a isso, a nos integrar, a nos inserir na cultura já existente ao mesmo tempo em que estamos dispostos a dar nossa contribuição. Foi realmente muito bom”, disse o sorridente missionário que está indo passar três anos no Distrito de Moura Carvoeiro, na cidade de Barcelos, pertencente a Diocese de São Gabriel da Cachoeira.

Já para o Pe. Francisco José de Freitas, vindo da Diocese de Santo Amaro (SP), o curso fez um contexto histórico para saber entender o que é realmente trabalhar na Amazônia. “O curso foi muito proveitoso e nos ajudou a abrir os horizontes, a ter uma visão panorâmica daquilo que vamos enfrentar e até mesmo quebrar alguns dos preconceitos. Aqui aprendemos que temos que andar como o rio, entender a realidade local e, principalmente, saber escutar, da mesma forma como temos que escutar o evangelho”, explicou o jovem sacerdote que irá passar dois anos na Diocese de Tefé.

Ao final da celebração, Pe. Ricardo Castro, Diretor Executivo do Itepes, agradeceu a participação de todos os missionários, afirmando que foi um momento do Kairós de Deus. “Muito obrigado a todos, espero que nos perdoem por alguns limites e falhas que sempre acontecem, mas fica aqui o nosso desejo da gente oferecer esse momento de reflexão e experiência da Amazônia, vocês são a resposta do grito do pobre a Deus e a esperança para tentas comunidades! venham sempre nos visitar”, disse. “Esse movimento missionário é extraordinário, você chega dentro de um contexto de igreja e esse curso ajuda a contextualizar dentro da nossa realidade e para mostrar para eles que eles não estão só”, completou Pe. Cândido Cocaveli, Diretor Administrativo do Itepes.

Palavras do Arcebispo

“Evangelização passa pela dor, por sofrimento, passa pela cruz de Jesus, isto é, se nos sentimos chamados para a evangelização e para a missão, devemos saber que existem muitas mortes que devem ser vencidas: a morte das nossas ideias de igreja, a morte dos nossos sentimentos familiares, a morte dos ideais que construímos, a morte da experiência da fé, Pedro passou por essa experiência, as vezes não compreendemos na hora, mas compreendemos depois. É uma luta interior, mas isso é o que tornou Pedro em Pedro. Na missão, nós temos que estar abertos para ser evangelizados pelos pobres, pois é na pobreza que existe a possibilidade do coabitar e Deus está nos pedindo para que estejamos junto deles e possamos dizer o quanto Deus os ama e não nos abandona. Agradeço a vocês pelo despertar pela missão e não esqueçam de agradecer por isso. A missão nos torna pessoas mais maduras na fé, nos abre os horizontes, nos enriquece e nos ajuda a ver o que antes nós não vimos, como uma outra cultura, outras pessoas e outros modos. Isso tudo vai nos amadurecendo como cristãos, homens e mulheres”, comentou Dom Leonardo.

 



Por: Érico Pena

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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