Arquidiocese de Manaus
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Festejos em honra à N. Sra Aparecida padroeira do Brasil encerram com procissão e missa

Aproximadamente 60 mil pessoas participaram neste sábado (12/10), dos festejos em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. A programação começou logo de manhã cedo, às 5h30 com uma carreata da imagem da Mãe de Jesus, por algumas ruas próximas ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida, seguida do café comunitário partilhado, missas solenes e das crianças. Pela tarde, a programação incluiu: o Ofício de Nossa Senhora às 14h; acolhida, oração e testemunho dos devotos e, por volta das 17h, deu-se início à tradicional procissão pelas ruas do centro e na sequência, a missa campal de encerramento dos festejos, presidida por Pe. Ronaldo Mendonça, concelebrada pelo Pe. Agildo Alves, Reitor do Santuário N. Sra. Aparecida, contando também com a participação de outros padres redentoristas.

Por volta das 17h, já com o santuário completamente lotado, os devotos esperavam ansiosamente pelo início da procissão, muitos já estavam preparados para pagar promessa, fazendo o trajeto descalços, com tijolo na cabeça ou simplesmente carregando a imagem da padroeira durante todo o percurso. Enquanto os fiéis iam caminhando pelas ruas do centro, Pe. James Batista, ia fazendo a animação e conduzindo o povo de Deus em perfeita harmonia por meio das ondas da Rádio Rio Mar em 103,5 MHz, que fez toda a transmissão ao vivo tanto da procissão, quanto da missa. Durante a procissão, o andor da Santa se destacou por estar cercado de símbolos, fazendo alusão ao Sínodo, à Amazônia e à vida como explicou padre James, enquanto N. Sra. ia passando no meio do povo.

“Na contra mão dos fogos das queimadas nós temos o Fogo do Espírito Santo, que nutre a vida, com a fé, a esperança em dias melhores. Também temos a água, representada pelo peixe-boi, mamífero símbolo da Amazônia e faz um alerta para dizermos não à poluição dos nossos rios, lagos e igarapés. A Terra é representada pela onça pintada, o maior felino da América, que vem rugir pela preservação da floresta, contra a derrubada das árvores e das plantas medicinais que salvam vidas. Temos o Ar, que todos nós precisamos para respirar e está sendo representado pelo Gavião Real que voa sobre o céu amazônico e sente o ar poluído que vem das queimadas e nós precisamos voltar a respirar o ar límpido e assim queremos chamar a atenção em nome de Nossa Senhora que tanto defendeu a vida, proteger e lutar pela Casa Comum, pois a festa é dela e nós somos os colaboradores”, disse Pe. James.

Após aproximadamente 1h30, a procissão chega até o local onde foi realizada a missa campal. Os fiéis aos poucos foram se acomodando entre a calçada e a rua e, em pouco tempo a rua estava completamente lotada e era visível a emoção e a fé visto em cada rosto e em cada olhar. Durante a homilia, padre Ronaldo salientou que há mais de 300 anos Nossa Senhora vem intercedendo pelo povo brasileiro, sendo a Senhora do nosso coração e nossa vida. “A Palavra nos mostra como Maria encanta o coração de Deus, ela por inteira com sua humanidade e pequenez, se tornou a grande comunicadora de Deus e a grande Maria do povo brasileira, ela é a mulher vestida de Sol que é Jesus Cristo que veio iluminar toda a face da Terra. É uma pena que muitos filhos não conseguem contemplar a beleza radiante de Maria como mãe e Senhora. Que N. Sra. nos guarde, ilumine e abençoe a todos nós que somos seus filhos e que soubemos dar o testemunho desta Igreja”, disse Pe. Ronaldo.

HISTÓRICO

A imagem foi encontrada em 1717 pelos pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves nas águas do rio Paraíba, próximo do Porto de Itaguaçu, na Vila de Guaratinguetá, em São Paulo. Os três estavam há dias sem pescar e com a missão de levar peixe para a festa de recepção do famoso Conde de Assumar, Dom Pedro de Almeida, governante da capitania da cidade de São Paulo e de Minas de Ouro na época, que estava de passagem pela cidade.

Esperançosos eles fizeram uma oração pedindo a ajuda da Mãe de Deus para que voltassem fartos de peixes para a festança. Quando estavam quase desistindo da pescaria, João Alves arremessou a rede novamente e fisgou uma parte do corpo da imagem escura de Nossa Senhora Aparecida. Emocionado, lançou a rede pela segunda vez conseguindo fisgar a cabeça da imagem. Em seguida veio o milagre. As redes enchiam-se de peixes, o que os deixou preocupados com o perigo do barco virar e perder todos os peixes apanhados.



Por: Érico Pena

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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