Arquidiocese de Manaus
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Coroinhas celebram dia do padroeiro São Tarcísio com missa no Santuário de N. Sra. Aparecida

No dia 17 de agosto, mais de 500 coroinhas participaram da missa realizada no Santuário Nossa Senhora Aparecida, sob a presidência do arcebispo Dom Sergio Castriani, concelebrada pelo padre José de Nazaré, da Congregação do Santíssimo Redentor e vigário do Santuário. Na ocasião foi celebrado o padroeiro dos coroinhas, São Tarcísio, um acólito que morreu aos 12 anos levando a Eucaristia aos cristãos presos daquela época, pela terrível perseguição de Valeriano, no ano de 258.

Dom Sergio, em poucas palavras, disse aos presente que igreja de Manaus muito se alegra por ver tantas crianças e adolescentes ao redor do altar, servindo o Cristo ao auxiliar os padres nas celebrações eucarísticas.

Em seguida, Pe. José, complementou reafirmando a alegria que é ver tantos assumindo desde cedo a sua missão, o seu compromisso, trabalhando para o reino de Deus. “Desde criança e adolescentes vão tendo a consciência de assumir a sua missão que é trabalhar pela paz, pelo reino de Deus. O coroinha é aquele que está mais próximo ao padre, auxiliando-o. E hoje aqui estão celebrando o seu padroeiro, aquele que é exemplo para todos nós pois derramou seu sangue para guardar Cristo na Eucaristia. Assim os coroinha devem testemunhar seu amor por Cristo na família, na sociedade e para a Igreja. É um serviço importante na vida da igreja. Nós padres e Dom Sergio nos sentimos felizes por vermos essas crianças tão próximas de Cristo, vivendo o projeto da salvação, do reino de Deus. E por isso nós pedimos a proteção de São Tarcísio que ilumine, dê sabedoria e discernimento a vocês, coroinhas e acólitos, para cada dia mais zelarem pelo trabalho e pelo serviço ao Reino de Deus”, afirmou padre José.

Willames Melo, secretário da Pastoral dos Coroinhas, leu uma bonita mensagem de agradecimento e motivação aos que se dedicam a esse serviço. “Coroinha é ser jovem, sem deixar de buscar a santidade. É ser fiel àquilo que Deus nos confiou no seu ministério salvífico. É ter zelo pela casa de Deus, muito amor e respeito, sabendo que esta caminhada os torna mais próximo de Cristo presente na sagrada Eucaristia. É saber que viemos a este mundo para servir, sabendo que a caminhada é longa e desafiadora, mas que ao final ganharemos a vida eterna. Muitas crianças, adolescentes e jovens assumiram na Igreja a sua vocação de guardar o tesouro mais precioso, que é a Eucaristia, seguindo o exemplo do padroeiro, o mártir São Tarcísio, que testemunhou o amor incondicional a Jesus, derramando o próprio sangue. Queridos jovens, não tenham medo de seguir o exemplo desse santo, não tenham medo de anunciar a Jesus Cristo e não tenham medo das perseguições. Esforçai-vos e animai-vos, porque o vosso Deus não vos desamparará”, destacou, encerrando sua fala agradecendo a Dom Sergio por tudo que fez pelos coroinhas da Arquidiocese de Manaus e por ter sido um pastor muito dedicado a amoroso.

Ao final da celebração houve um agradecimento aos primeiros que participaram do processo de organização e coordenaram a Pastoral dos Coroinhas: Luzia Alves, Alysson Freire, Rarison Alves, Juan Gabriel. Também foi momento de apresentar oficialmente a nova equipe de coordenação, formada por: Kalry Miranda (coordenador), Willames Melo (secretário), Rafael da Silva (comunicação) e Luzia Alves (assessora).

Valesca de Souza, de 15 anos, é coroinha há três anos na Paróquia São José Leste e esteve presente na celebração junto com outros 17 coroinhas e viu neste momento a possibilidade de conhecer outros e celebrar o padroeiro São Tarcísio que é exemplo do seu serviço. “Eu levo São Tarcísio como exemplo porque ele protegeu Cristo com sua vida e nos motiva a estamos dispostos a servir e sermos conduzidos pelo Espírito Santo”, afirmou Valesca.

Quem foi São Tarcísio
Viveu por volta do ano de 258 da era cristã. Tarcísio era acólito e acompanhava o Papa Sixto II nas celebrações Eucarísticas. Durante a terrível perseguição de Valeriano, muitos cristãos foram presos e condenados à morte. Nas prisões, os cristãos desejavam ardentemente poder fortalecer-se com Cristo Eucarístico (chamado viático). Às vésperas de numerosas execuções de mártires, o Papa Sixto II não sabia como levar o Pão dos Fortes àquelas heroicas testemunhas de Cristo que estavam na cadeia.

Foi então que Tarcísio, com cerca de 12 anos de idade, ofereceu-se dizendo-se pronto para essa piedosa tarefa. Com relação ao perigo, Tarcísio afirmou que se sentia forte, disposto a antes morrer que  entregar as Sagradas Hóstias aos pagãos. Comovido por essa coragem, o Papa entregou, numa caixinha de prata, as Hóstias que deviam ser distribuídas como viático aos próximos mártires.

Tarcísio passando pela Via Ápia , a grande estrada ao lado da qual se encontram as catacumbas, alguns rapazes notaram sua estranha compostura e começaram a fazer perguntas do que levava, já suspeitando de algum segredo dos cristãos. Ele, porém, julgando ser coisa indigna de entregar, negou-se terminantemente a fazê-lo. Foi então preso, torturado, surrado e apedrejado. Após sua morte, revistaram-lhe o corpo e a caixinha, e nada foi achado do Sacramento de Cristo.

Seu corpo foi recolhido por um soldado ocultamente cristão, de nome Quadrado, que o levou às catacumbas, onde recebeu sepultura.

Tarcísio foi declarado padroeiro dos Coroinhas, porque servem ao Altar e ao Presbítero, e guardam a Sagrada Eucaristia com sua própria vida.

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Por: Ana Paula Gioia Lourenço

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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