Arquidiocese de Manaus
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Procissão fluvial, terrestre e missa campal marcam os festejos em honra à São Pedro

Na tarde deste sábado, 29 de junho, centenas de fiéis celebraram São Pedro com procissão fluvial que já existe há 70 anos. A edição desse ano teve como tema “Com São Pedro somos todos irmãos” e o lema “Cuidado com a vida, cuidado com o planeta”. A concentração começou a partir das 12h no Terminal Pesqueiro na Panair e, às 14h, os devotos do Santo Pescador começaram embarcar no barco Maura Gomes, que acomodou aproximadamente 150 pessoas nos três andares. Às 15h deu-se início o percurso fluvial, contando com a presença do Arcebispo Metropolitano de Manaus, Dom Sergio Castriani e de Monsenhor Sabino Andrade, além do Pe. James Batista, pároco da paróquia de N. Sra. do P. Socorro que conduziu os momentos de oração, meditação e animação durante todo o trajeto. O evento finalizou com os fiéis retornando em procissão até o Centro Social e Cultural Zulândio Pinheiro, onde foi realizada a missa campal seguida do arraial do padroeiro.

A procissão de São Pedro é uma das mais tradicionais festas cristãs da Arquidiocese de Manaus, faça chuva ou faça sol os fiéis sempre se fazem presente e, o ponto alto dos festejos é sem dúvida o percurso fluvial. No percurso passaram pelo porto do amarelinho; em frente ao rodoey; orla do São Raimundo até chegarem na Comunidade São Pedro, onde puderam ver de perto a bela ponte Jornalista Phelippe Daou.  O trajeto de retorno passou pelo Porto do Chibatão e Feira da Panair e durante percurso pela orla do Rio Negro, aproximadamente 50 embarcações, de pequeno e grande porte, acompanhavam a balsa e, durante todo o percurso os devotos iam em plena festa, cantando, orando e se confraternizando até mesmo com os outros barcos, num clima todo especial.

Antes do encerramento da procissão, as embarcações: Sonho Meu, Menino Jesus e João do Pombo, foram escolhidas como as mais animadas e bem enfeitadas. “Graças a Deus ocorreu tudo certo, não tivemos nenhum problema com a capitania e só ficamos tristes de não poder levar muitas pessoas em virtude da embarcação desse ano ser pequena. Mas, todos que foram gostaram e até elogiaram, os que não puderam ir entenderam e ficaram esperando a procissão voltar para participarem da procissão terrestre. Pe. James está de parabéns e o povo que soube compreender também, para o ano que vem estamos planejando fazer em uma balsa para mais de mil pessoas”, disse Ana Pontes, uma das coordenadoras da procissão fluvial.

Vale ressaltar também a participação da Banda da Polícia Militar, que animou toda a viagem com canções religiosas, além também do apoio da Capitania dos Portos, Corpo de Bombeiros, SAMU, Policia Militar Fluvial e a Marinha do Brasil, grande aliada e parceira da Igreja em toda procissão fluvial. “Por ser uma procissão fluvial, todos os anos a Marinha está presente, dando apoio na segurança e fiscalização, junto com a capitania dos portos e na assistência religiosa, na presença do capelão e dos marinheiros. Agradeço e peço a todos orações para que cada vez mais possamos ser uma presença de Deus na vida dos militares e da igreja”, disse o Capelão Naval Márcio Miranda, que comandou 11 marinheiros responsáveis por fazer o translado do andor. Para padre James, que comandou pela primeira vez a procissão fluvial, foi um grande desafio, mas que no final deu tudo certo e todos puderam ir e voltar com conforto e segurança.

“Infelizmente não deu para levar todos os que quiseram ir porque tivemos um imprevisto com a embarcação, mas conseguimos um outro barco pois não poderíamos deixar de realizar essa procissão que já é uma tradição há 70 anos, uma procissão que até o Papa João Paulo II já participou e que é uma homenagem a um dos maiores líderes que Jesus Cristo formou. Também somos muito gratos ao nosso Arcebispo Dom Sergio e ao Monsenhor Sabino que durante todo o trajeto estiveram conosco, participando também da procissão fluvial e nos dando a benção durante a celebração campal. Sem dúvida foi uma Festa muito bonita e participativa”, disse o pároco.

E esse ano, pela primeira vez houve uma parceria da Igreja N. Sra. do P. Socorro e a Secretária de Estado, Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS), que reuniu um grupo de 20 pessoas que vieram disseminar informações sobre o descarte de resíduos sólidos. “Precisamos ampliar o conhecimento sobre o descarte no local correto e também fazer a reutilização dos resíduos que podem ser reciclados, por isso estamos aqui com o slogan EU AMO RIO NEGRO, com o objetivo de sensibilização a população aqui no Educandos durante a procissão fluvial”, explicou a secretária adjunta da SEMAS, Cristina Fischer.

Procissão terrestre e missa campal

Ao chegar em terra firme, todos desembarcaram calmamente e seguiram para a segunda parte da procissão terrestre, saindo da frente da Feira da Panair em direção ao Centro Cultural e Social, onde foi realizado a missa campal por volta das 18h. Após a leitura do evangelho, Dom Sergio iniciou a homilia salientando que somos um povo que gosta de procissão e que a procissão representa um gesto de fé, sobretudo durante a solenidade de Pedro e Paulo, pedras fundamentais na fundação da igreja de Jesus, eles que eram tão diferentes, nos ensinaram que as vezes devemos nos unir em prol de um bem comum. Depois convidou Monsenhor Sabino para finalizar este momento.

“São Pedro é venerado no mundo inteiro e foi nele que Deus confiou a direção de sua igreja. Sabemos que ele teve suas falhas, mas Pedro é um exemplo de cristão verdadeiro, muito querido e verdadeiro. Assim como Pedro as vezes somos fracos e impulsivos, mas amamos ao Senhor. Por isso devemos imitar o que ele tem de bom, sobretudo o grande amor que teve a Jesus, ele que foi um grande seguidor. Esta solenidade que aqui estamos realizando hoje, depois dessa bela procissão fluvial e terrestre, nós possamos fazer nossa caminhada junto ao Pai, pedindo sempre de Deus coragem e força”, disse Monsenhor.

Após a benção final, os fiéis puderam prestigiar o arraial de São Pedro realizado no mesmo local. Ao todo, foi uma maratona de mais de quatro horas dividida entre procissões e missa, mas mesmo com todo cansaço, o que se podia notar nos devotos era apenas o sentimento de alegria e gratidão por mais uma bela festa realizada. “Fiquei quase duas horas só para participar da procissão fluvial e continuei até o fim. Foi tudo lindo, tudo muito bonito, uma festa emocionante mesmo”, comentou Maria Inês, técnica de enfermagem que veio do bairro do Nova Esperança.

 



Por: Érico Pena

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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