Arquidiocese de Manaus

Pastoral Carcerária promove missa pela paz e pela alma dos assassinados em presídios de Manaus

No dia 3 de junho, aconteceu no Cruzeiro, localizado à Av. Timbiras, bairro Cidade Nova, a missa em sufrágio pelas almas dos 55 homens assassinados nas unidades prisionais de Manaus e por todos que morreram violentamente em Manaus. A Celebração foi presidida pelo arcebispo, Dom Sergio Castriani, e concelebrada por pe. Cairo Gama; pe. Gastão; pe. João Poli, coordenador da Pastoral Carcerária do Amazonas; e pe. Gianfranco Graziola, assessor da Coordenação Nacional da Pastoral Carcerária.

Durante a homilia, padre João Poli afirmou que violência não se resolve com violência, sendo o amor a resposta pra tudo. “A repressão é adubo pra morte, arrogância é gera violência. “Precisa-se políticas públicas para o bem comum. E nós temos que ser homens e mulheres de esperança e acreditar na conversão de quem erra. Os infratores podem mudar e nós precisamos acreditar nisso. O espírito fala a todos , e também aos que são maus. Somos cristãos e precisamos agir com esperança e amor. Temos que fazer a vontade de Deus e A vontade de Deus é que todos tenham vida”, afirmou o padre.

Ao final da celebração, Pe. Gian Franco, da coordenação da Pastoral Carcerária Nacional, afirmou que todos precisamos da civilização do amor, que foi o grande sonho do Papa Paulo VI, e buscar o bem e a paz. “Nossa vida de cristãos deve ser de uma terra sem males, sem violência”, destacou.

Padre Gian Franco explicou que o redor do altar foram colocadas 55 velas, não apenas recordando os que morreram nos dias 26 e 27 nos presídios em Manaus, mas também outras mortes causadas pela falta de saúde, de amor, de misericórdia. Saudou a pastoral local e pediu para que tenham perseverança e força de continuar o trabalho que realizam. “O testemunho é doação, vida, direito, cidadania que transforma, política para a mais alta da caridade”, conluiu.

Pe. Cairo Gama, um dos responsáveis pelo Cruzeiro, local destinado para rezar pelas vítimas da violência e promove na primeira segunda-feira do mês a missa pela paz, proferiu palavras de acolhida e agradecimento aos participantes, em especial, à Pastoral Carcerária que esteve presente para rezar pelos que foram recentemente mortos nos presídios. “Este e um local de esperança, vida e ressurreição. Agradeço à pastoral carcerária que veio rezar conosco pela almas dos que foram violentamente mortos no último fim de semana”, concluiu Pe. Cairo.



Por: Ana Paula Gioia Lourenço

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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