Arquidiocese de Manaus
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Missa da Santa Ceia com rito do Lava-pés e Vigília Eucaristica reúne centenas de fiéis na Catedral

Na noite desta quinta-feira (18/4), foi realizada a tradicional missa do lava-pés onde também se faz memória à Última Ceia, quando Jesus, na noite em que foi traído, ofereceu ao Pai o Seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou aos apóstolos para que os tomassem, mandando-os também oferecer aos seus sucessores. A celebração, que marca o início do Tríduo Pascal, começou as 18h na Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Conceição (Igreja da Matriz), sendo presidida por Dom Sergio Castriani, Arcebispo Metropolitano de Manaus, concelebrada com o padre Hudson Ribeiro, pároco da Catedral.

A celebração começou com a procissão de entrada, tendo à frente as 12 pessoas que teriam seus pés lavados que os acompanhava vindo logo atrás. Dessa vez, os escolhidos para participar do rito do lava-pés, que é o exemplo de serviço e doação que Jesus nos deixou, foram os agentes de pastoral e movimentos da Arquidiocese de Manaus, como Terço dos Homens, Pastoral da Pessoa Idosa, Pastoral do dízimo, Irmandade do Santíssimo e outras. Durante a homilia, realizada pelo Pe. Hudson, ele enfatizou que a missa da santa ceia, marca a abertura do Tríduo Pascal, ou seja, é uma única celebração em três momentos diferentes, que tem por objetivo fazer memória de Jesus e não nos deixar esquecer quem somos nós.

 

“Prezados irmãos e irmãs, a liturgia de hoje abre o Tríduo Pascal, que é o momento mais importante da história da nossa fé, pois no dia de hoje Jesus institui a Eucaristia e o Ministério Sacerdotal, sacramentos que não só apenas meios de salvação e sim modo de vida, modos de vivermos com radicalidade, responsabilidade, com dedicação e com muito amor, essas promessas que nos foram dadas como graça e por isso que o gesto de ‘lavar os pés’ compreende a importância do amor ao próximo, da humildade, do serviço àqueles que mais sofrem e necessitam de cuidado. E nesta celebração, Cristo nos revela que Ele é a nossa Páscoa celebrada, sacrifício perpétuo e absoluto pela nossa redenção e que estabelecerá a nova e eterna aliança como sinal do encontro com Deus”, comentou Pe. Hudson na homilia.

Com uma missa cheia de simbolismos, não há dúvidas que o momento mais marcante e esperado, foi o ato do lava-pés que, esse ano foi realizado pelo próprio pároco em virtude de Dom Sergio não estar muito bem de saúde, mesmo assim foi um momento de grande emoção, com Pe. Hudson lavando e beijando os pés dos agentes de pastoral, enquanto toda a assembleia que acompanhava atentamente ao rito. “Para mim foi um momento de muita emoção e uma grande surpresa ao receber o chamado para ser uma das doze, realmente algo de Deus e indescritível”, comentou Sandra Froes, da Pastoral da Liturgia.

Após esse momento, a celebração seguiu normalmente e finalizou com o inicio da vigília eucarística, onde os presentes ficaram em comunhão, meditando e rezando juntos. Para Ana Carolina, da Paróquia Nossa Senhora do Sameiro, a celebração nos mostra como foi grande o amor de Deus por nós. “Estou muito emocionada porque é a primeira vez que participo da missa do lava-pés pois geralmente eu só participava da Via-Sacra. Só de imaginar tudo que Ele passou, que foi traído e humilhado e depois ainda deu a sua vida por nós, mostra que Ele tinha um imenso amor. E, reviver o momento do Lava-pés deixa a gente até emocionada é a primeira vez que tenho a oportunidade de participar e agora eu venho todos os anos”, disse a jovem emocionada.

  



Por: Érico Pena

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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