Arquidiocese de Manaus
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Milhares de fiéis recordam o caminho de Jesus à Cruz na Via-Sacra promovida pela Catedral

Cerca de oito mil pessoas acompanharam a Via-Sacra realizada na manhã do dia 19 de abril, Sexta-Feira da Paixão para recordar o caminho de Jesus até a morte de Cruz, como um cordeiro imolado, para a remissão dos pecados do mundo inteiro. Foram percorridos cerca de três quilômetros, sob forte sol, com a condução de padre Hudson Ribeiro e da leiga Leila Picanço, que levaram os participantes a refletirem sobre diversos pontos a partir da temática “Fraternidade e Políticas Públicas”, da Campanha da Fraternidade 2019, desde a primeira estação realizada em frente à Catedral Metropolitana, até a última, no Santuário Nossa Senhora de Fátima.

Além das esculturas de Venônica, Maria e Jesus carregando a cruz, que ajudaram a entronizar cada estação da via-sacra, houve ao logo do percurso uma encenação bastante realista feita pelo grupo teatral Padre Cláudio Rossini, pertencente ao Santuário Nossa Senhora de Fátima.

“Via quer dizer caminho, via cruxis (do latim), significa o caminho em direção à cruz. Jesus passa por várias situações até chegar a ser crucificado e a igreja organizou em 14 estações, sendo a 15ª a ressurreição. Jesus cai pela primeira, segunda e terceira vez, encontra com as mulheres, com verônica que enxuga o rosto de Jesus, esses e outros acontecimentos são retratados na via-sacra e a igreja traz diversas reflexões para trazer esse momento para a atualidade, relacionando aos acontecimentos, normalmente através do tema da Campanha da Fraternidade, que este ano é Fraternidade e Políticas Públicas. Onde há ausência de políticas públicas efetivas, ou se elas não são respeitadas, há sinais de morte, que a gente vai vendo naquele que sofre, no que passa fome, no que não tem acesso à medicação, à moradia digna, em todas essas situações, na dor e no sofrimento do nosso povo, vamos olhando Jesus crucificado” explicou padre Hudson.

Um fato que chamou a atenção da organização do evento foi o aumento no número de doações de água mineral. “Foi uma manhã de forte sol e o povo que veio participar, cantar e praticar gestos de solidariedade como o de distribuir água. Aumentou o número de pessoas que doaram água para ajudar a hidratar aos participantes da Via-Sacra. E este gesto foi muito bonito”, afirmou padre Hudson.

Participar da via-sacra tem sido uma tradição e um compromisso de muitos, como é o caso de Dona Maria Francisca, da Paróquia Cristo Libertador, do bairro Compensa, que finalizou sua caminhada muito emocionada por recordar a entrega de Jesus por amor a nós. “Pra mim é muito importante, eu participo todo ano da Via-Sacra, do começo ao fim. Só por Ele ter pago os nossos pecados por amor a nós, é motivo pra agradecer muito e de se sentir feliz. Eu me sinto muito feliz”, afirmou Maria Francisca.

Já a senhora Eliana Freitas, da Comunidade Santa Mônica, no Manôa, testemunhou em sua vida a cura do câncer de útero e hoje foi à via-sacra para agradecer, com muita fé e emoção, a misericórdia de Deus na vida dela através da cura recebida. “Agradeço muito por ter conseguido essa graça de cura do câncer e vim para mostrar minha gratidão a Deus que se entregou por mim, para me salvar”, afirmou emocionada.

A programação da Sexta-Feira da Paixão continuou pela tarde com a celebração da Paixão de Cristo e o Beijo da Cruz, às 15h, seguida da Procissão do Senhor Morto, que saiu do Santuário Nossa Senhora de Fátima em direção à Catedral Metropolitana.

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Por: Ana Paula Gioia Lourenço

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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