Arquidiocese de Manaus

Região Episcopal N. Sra. dos Navegantes realiza encontro para 180 catequistas de Crisma

“O Catequista de Crisma como protagonista da Animação Vocacional” foi o tema do Encontro Anual dos Catequistas de Crisma, realizado na manhã do dia 31 de março. Na Região Episcopal N. Sra. dos Navegantes aconteceu na quadra da Igreja Santa Luzia, Setor Maria Mãe da Igreja, e contou com a presença de seu vigário episcopal, Dom Tadeu Canavarros, que participou deste momento formativo junto com as catequistas e membros da Pastoral Vocacional, a leiga Esther Chacón e a religiosa Ir. Andréia Müller.

A vocação cristã, a cultura vocacional e a missão do catequista foram pontos tratados por Esther Chacón. “Todos somos chamados para o batismo, que é uma fonte para a vocação. O batismo nos traz a vocação de ser igreja, de anunciar o reino de Deus e evangelizar. Também falamos sobre cultura vocacional, no sentido de que a vocação não é apenas de padre e freira, mas somos chamados também para o laicato, o matrimônio, dentre outros. Gostaríamos que entendessem que todas as vocações são importantes para a igreja. Também tratamos da experiência que é o chamado de Deus na vida pessoal, na escuta e na resposta que damos para Ele. A nossa missão como catequistas é de ajudar no acompanhamento, no discernir e motivar para as vocações dentro da Arquidiocese, a partir da ação evangelizadora “Cada comunidade uma nova vocação”, destacou Esther.

Já a Irmã Andréia Müller fez algumas provocações sobre as escolhas realizadas, especialmente no atendimento ao chamado de Deus, e a autoavaliação sobre o trabalho na catequese com os jovens. “Todos nós já percorremos de alguma forma o caminho da vocação, seja por uma escolha pelo sentido da vida, pela vida cristã e por um modo de viver, e outros, ainda jovens, estão firmando o caminho pelo qual vão seguir. Fiz um questionamento a todos para que percebam como se sentem, se há identificação com o trabalho, se ele é feito com liberdade e se provoca uma realização pessoal porque isso vai demonstrar o modo como ele/ela realiza a função de ser catequista. Se eu me sinto feliz, embora esteja desafiado, é porque estou no caminho de disposição, porque eu quero me colocar a serviço. O meu fazer vai ser um reflexo de como eu encaro essa missão” , explicou.

E acrescentou: “Nós temos uma grande responsabilidade como catequistas porque os desafios são muito grandes pela realidade dos adolescentes, pois a juventude é bem desafiadora e exigente. A gente tem uma grande responsabilidade de ajudar no processo de educação e formação, de iniciação na caminhada de fé. E dentro desse caminho, os catequistas precisam se sentir identificados com Jesus Cristo, porque por suas palavras e experiência, vai transmitir ao catequizando a sua experiência de encontro com Jesus. Na relação da catequese, do ser catequista, precisa-se ter uma identificação muito forte com Jesus Cristo, pois isso é a base da nossa fé”, afirmou Irmã Andréia.

Por fim, Dom Tadeu falou da necessidade do catequista ter uma relação de confiança com os jovens, seus catequizandos, a partir do direito que todos eles tem de ser acompanhados em sua caminhada, e orientou os presentes sobre como deve ser a sua atuação. “É preciso ser sábio para esta atuação, saber ouvir e ter o dom de saber dizer a palavra certa no momento certo. O catequista deve ser um cristão fiel e engajado, buscar constantemente a santidade; não julgar, mas cuidar; escutar a necessidade do jovem e responder com gentileza; ser amoroso; ter consciência de si”, orientou o bispo.

Dom Tadeu também destacou a passagem dos discípulos de Emaús e a coragem de Maria Madalena que enfrentou a escuridão para ir ver o mestre sepultado e foi a primeira a vê-lo ressuscitado. “É uma história que ilumina o caminho que deve ser feito com e para os catequizandos, um caminho de ressurreição. Ela não teve medo e encarou a escuridão para ir até o mestre e foi a primeira a ver o túmulo vazio”, destacou o bispo.



Por: Ana Paula Gioia Lourenço

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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