Arquidiocese de Manaus
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Seminário sobre a CF-2019 reúne aproximadamente mil pessoas nos primeiros dois dias

Cerca de 500 pessoas entre agentes de pastorais, sacerdotes e religiosas estiveram presentes na noite do dia 20 de março no auditório do Colégio Dom Bosco para participarem do Seminário sobre Fraternidade e Políticas Públicas da Campanha da Fraternidade (CF) 2019, que contou com a presença do Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Manaus, Dom José Albuquerque; do Bispo da Prelazia de Itacoatiara, Dom Ionilton Lisboa; e do Coordenador de Pastoral Arquidiocesano, Pe. Geraldo Bendaham, entre outros convidados.

“Desde fevereiro, as comunidades, as paróquias, os setores, já vem se encontrando para estudar o texto base da CF, todos vocês são testemunhas que nas últimas semanas, em toda nossa Arquidiocese, diversos encontros aconteceram e muitos ainda vão acontecer e é bonito a gente ver essa adesão, esse compromisso e essa procura por esses momentos onde se buscam conhecer mais sobre esse tema tão importante e estamos felizes por saber que podemos contar com a participação de religiosos e leigos de todas as pastorais, movimentos, grupos e demais forças vivas que fazem parte da Arquidiocese de Manaus. Obrigado pela presença de cada um de vocês e boa formação”, disse Dom José.

O objetivo do Seminário é apresentar o texto base da Campanha da Fraternidade 2019 e motivar a todos na participação das políticas públicas como sinal de fraternidade e na prática do bem comum. Na primeira noite Dom Ionilton apresentou o VER, o que são políticas públicas, quais os atores sociais, onde precisamos atuar e de que formar podemos transformar a sociedade.

“A igreja atua através das pastorais sociais, porém ainda tem muitos outros campos que precisamos adentrar. Precisamos aprofundar no conhecimento da doutrina social da igreja, estudar mais sobre políticas para que possamos ter mais cristãos leigos e leigas enganados nas políticas. É importante sermos mais informados e utilizarmos a comunicação como ferramenta que nos ajude a entender o processo político e compartilhamos de notícias verídicas e assim diminuirmos as fakenews”, comentou Dom Ionilton Lisboa.

Para Pe. Geraldo, essa é considerada a Campanha das Campanhas, onde a igreja como mãe, percebeu que as Políticas Públicas ao mesmo tempo que são uma das grandes preocupações, também podem ser a solução de muitos problemas. “As políticas públicas são direitos sociais já garantidos na Constituição Federal, então a igreja tendo essa sensibilidade percebeu que esse é um assunto de extrema relevância e por isso é importante aprender mesmo e se aprofundar no assunto, para que um dia a gente possa vir cobrar. Torço para que de fato, em todo o Brasil, as comunidades, áreas missionárias e paróquias possam fazer com que esse tema tenha uma boa repercussão e  alguma coisa possa se transformar em projeto de lei para beneficiar a população”, comentou Pe. Geraldo.

A segunda noite contou com praticamente a mesma quantidade de pessoas da noite anterior e teve a presença do Diácono Francisco Lima, secretário da CNBB – Regional Norte 01, apresentando o JULGAR segundo o texto base da CF , após esse momentos, assim como na noite anterior, foi aberto um espaço para as rodadas de perguntas para os convidados responderem. O seminário se estende até essa sexta-feira (22/3) onde serão realizadas várias oficinas sobre políticas públicas que, esse ano traz como novidade o fato de serem divididas em locais diferentes, como: Cefam, Colégio Santa Dorotéia, CRB e Paróquia São Sebastião.

Mais sobre as Políticas Públicas

As Políticas Públicas consistem nas ações discutidas, decididas, programadas e executadas em favor de todos os membros da sociedade, especialmente para os mais necessitados. Elas são da responsabilidade, principalmente, do Governo e do Estado. Do Governo, porque ligadas a determinados executores temporários; e do Estado, porque são ações permanentes, como educação, saúde, segurança pública, saneamento básico, ecologia e outros.

No entanto, as Políticas Públicas não são responsabilidade somente do Governo e do Estado, mas de todos os envolvidos em determinado problema (instituições e atores): consumidores, empresários, trabalhadores, corporações, centrais sindicais, mídia e outros. Portanto, participar das discussões e execução das políticas públicas é ajudar a construir a fraternidade e a resgatar a dignidade de muitos irmãos e irmãs.

A verdadeira política é o cuidado para com o que é comum e o esforço de realizar ações que ajudem na integração de todos na sociedade. É tarefa de todo cristão participar na elaboração e concretização de ações que visem melhorar a vida de todas as pessoas. Isso é fazer obras de misericórdia.

Mais sobre a Campanha da Fraternidade (CF)

A CF é uma campanha realizada anualmente pela Igreja Católica Apostólica Romana no Brasil no período da Quaresma. A cada cinco anos é promovida de forma ecumênica em conjunto com outras denominações cristãs. Seu objetivo é despertar a solidariedade dos seus fiéis e da sociedade em relação a um problema concreto que envolve a sociedade brasileira, buscando caminhos de solução. A cada ano é escolhido um tema, que define a realidade concreta a ser transformada, e um lema, que explicita em que direção se busca a transformação.

A campanha é coordenada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e busca educar para a vida em fraternidade, com base na justiça e no amor, exigências centrais do Evangelho e também renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja Católica na evangelização e na promoção humana, tendo em vista uma sociedade justa e solidária.

O gesto concreto da CF se expressa na coleta da solidariedade, realizada no Domingo de Ramos. É realizada em âmbito nacional, em todas as comunidades cristãs católicas e ecumênicas. A arrecadação compõe o Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) e os Fundos Diocesanos de Solidariedade; 60% dos recursos são destinados ao apoio de projetos sociais da própria comunidade diocesana. Os 40% dos recursos restantes compõem o FNS que são revertidos para o fortalecimento da solidariedade entre as diferentes regiões do país.

A Campanha da Fraternidade tornou-se especial manifestação de evangelização libertadora, provocando, ao mesmo tempo, a renovação da vida da Igreja e a transformação da sociedade, a partir de problemas específicos, tratados à luz do Projeto de Deus. De 1964 até 2019, foram realizadas 56 campanhas com seus respectivos temas e lemas.

Informações: Patrícia Cabral

Fotos: Nete Sousa e Roberto Rivelino

    


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