Arquidiocese de Manaus
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Seminaristas da Arquidiocese de Manaus realizam o Dia da Diocese nas três Regiões Episcopais

Durante toda a manhã deste sábado (16/3), os seminaristas da Arquidiocese de Manaus realizaram pela primeira vez o Dia da Diocese, trazendo como tema “Arquidiocese de Manaus, Igreja da Acolhida e Esperança”. O evento contou com uma vasta programação iniciando às 6h30 e finalizando após às 12h, com várias atividades organizadas em locais diferentes da cidade, cada uma pertencente à uma Região Episcopal da Arquidiocese de Manaus. Estiveram envolvidos neste dia, toda comunidade do Seminário Arquidiocesano São José e do Seminário Propedêutico Arquidiocesano Pe. Luis Gonzaga de Souza, além do Arcebispo Metropolitano de Manaus, Dom Sergio Castriani; seus três vigários episcopais: Dom José Albuquerque, Dom Tadeu Canavarros e Monsenhor Sabino Andrade; alguns padres e lideranças leigas dos setores.

A Celebração Eucarística no Seminário São José, presidida por Dom Sergio, deu inicio a programação às 6h30. Dom Tadeu Canavarros; Pe. Marciney Marques, Vice-Reitor e formador do curso de Teologia; Pe Leonardo Santos, formador do curso de Filosofia; Pe. Rubson Balieiro, orientador espiritual; Pe. Marco Aurélio, ecônomo; Pe. Cairo Gama, coordenador da Pastoral Presbiteral e Pe. Frederico Suegers, concelebraram ao lado do Arcebispo, auxiliados pelo Díacono Transitório Vitor Hugo. Durante a homilia, Dom Sergio destacou que a maior revelação do Evangelho, foi o amor incondicional de Deus, que nos ensina a amar sem esperar retorno ou recompensas e esse é o desafio da vida cristã.

“Quando eu vim para cá, me perguntaram quais seriam os meus planos para a Arquidiocese de Manaus, eu respondi que seria fazer com que as pessoas conhecessem melhor a Jesus e essa é a mensagem da Quaresma, experimentar o amor porque Deus ama a todos independente do nosso comportamento, dessa forma não existe inimigo porque passamos a ver no outro o rosto do irmão e esse é o nosso desafio, ser uma igreja solidária que busca a perfeição no amor”, comentou Dom Sergio e logo em seguida convidou o amigo e mentor Pe. Frederico, missionário de 85 anos que atua no Acre e que conheceu Dom Sergio ainda como seminarista em São Paulo, que finalizou a homilia de forma emocionante.  “Hoje faz 40 anos que nós viemos de São Paulo, trabalhar no Acre e, para o Mestre a maior honra é ver o discípulo superá-lo“, disse ao se referir a Dom Sergio.

Após a celebração, as atividades começaram a ser realizadas fora do Seminário São José, para melhor deslocamento de todos, a equipe organizadora, tendo a frente o seminarista Matheus Marques, alugou um ônibus para levar aos próximos destinos, cada um localizado em uma Região Episcopal diferente. “O Dia da Diocese é uma atividade proposta pela formação que motiva os seminaristas a se aproximarem da história da evangelização da Igreja a que pertencem, por isso é importante entender a nova configuração de organização pastoral em Regiões Episcopais, que será abordada em cada parada por um grupo de seminarista”, explicou Matheus.

E a primeira parada foi na Matriz da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, pertencente à Região Episcopal Nossa Senhora dos Remédios, comandada por Monsenhor Sabino, onde foi realizado o café da manhã entre os participantes. “Sejam todos bem vindos nossos seminaristas, bispos, padres e leigos. Aproveitem o tempo que temos nesse café, para nos conhecermos, confraternizarmos, estarmos juntos e anunciarmos essa convivência que deve haver entre os seminaristas da Arquidiocese. Me alegra muito o fato de vocês quererem entrar nessa dinâmica da vida pastoral, que é uma dimensão muito importante na formação do seminarista e da vida do padre”, comentou Monsenhor Sabino.

Depois do café, os seminaristas falaram a respeito da evangelização a partir dos ministros ordenados. “Explicamos sobre a história da arquidiocese por meio da linhagem dos ministros ordenados, ou seja, começou pelas primeiras missões evangelizadoras, com os primeiros religiosos que chegaram aqui, até a formação do clero atual, trabalhando junto com as congregações religiosas que ainda atuam em Manaus e que foram muito importantes para o desenvolvimento da cidade e da nossa Igreja. Também falamos da expansão demográfica que aconteceu na década de 70 e 80, fazendo com que fosse preciso ocorrer uma remodelagem do clero, que passou a atuar também nas novas Paróquias e Áreas Missionárias que passaram a existir nos bairros das zonas de periferia que iam surgindo”, comentou o seminarista Emmanoel Grieco.

A Área Missionária Santa Maria Goretti, localizada no bairro do Jorge Teixeira – Região Episcopal Nossa Senhora dos Navegantes, sob o comando de Dom Tadeu Canavarros, foi o local escolhido da segunda parada, onde os seminaristas destacaram a evangelização a partir da atuação dos leigos e leigas. “É um encontro relativamente curto, mas já nos ajuda a criar cada vez mais fraternidade e conhecer as realidades sobre cada uma das Regiões Episcopais da nossa a Arquidiocese, além verificar como que a Igreja se torna cada vez presente com a participação de cada um que a compõe, sobretudo os leigos”, disse Dom Tadeu.

“A gente tratou um pouco do percurso que a Arquidiocese fez dos anos 70 prá cá, as conjecturas que foram chegando pós Concílio Vaticano II, desde a Teologia da Libertação até os movimentos que a Arquidiocese tem hoje, e assim falamos sobre as CEB´s, ECC, RCC, a estruturação e a construção da APA e como os leigos ganharam uma notoriedade maior dentro da proposta evangelizadora da Igreja Católica na Amazônia, ou seja, como começaram a surgir as primeiras lideranças e como o laicato ficou envolvido intrinsicamente dentro da Igreja por meio dos movimentos pastorais até hoje”, explicou Hugo Junior, fazendo um resumo sobre a apresentação do seu grupo durante a segunda parada.

Após um breve lanche, todos subiram de novo no ônibus rumo a terceira e ultima parada, realizada no Seminário Propedêutico Pe. Sousa, localizado no bairro do Novo Israel, Área Missionária Santa Helena (AMSH), pertencente à Região Episcopal Nossa Senhora Aparecida, que tem Dom José Albuquerque como bispo referencial. Ao chegar no local, o pároco Pe. Humberto Vasconcelos fez uma apresentação da AMSH e suas características, na sequência, Pe. Eduardo Santos, apresentou o Seminário Propedêutico, no qual faz parte da equipe formadora e finalizou o momento com a apresentação dos 10 seminaristas que fazem parte do Seminário Propedêutico.

Nessa parada, o grupo de seminaristas deu destaque a Sinodalidade como marca da evangelização da Arquidiocese de Manaus. “Fizemos uma união daquilo que já foi mostrado nas duas outras paradas, onde destacamos três pontos: A comunhão estruturada, como: comunidades, conselhos arquidiocesanos, conjunto dos bispos; A Sinodalidade, que é o caminhar junto da igreja, que vive mais intensamente nos tempos de APA, quando toda a Arquidiocese se volta para um caminho comum; Mostrar a dinâmica desta Região Episcopal que tem uma característica diferente das outras por ser a que possui a maior área geográfica, por ser composta por muitas Áreas Missionárias e a que mais acolhe seminaristas”, comentou Alef Braga sobre a apresentação do seu grupo.

“Vocês estão se preparando para serem presbíteros dentro desse projeto de evangelização onde vão caminhar ao lado de religiosos, leigos e leigas, e essa Região é composta por três setores cujos nomes foram escolhidos pelas próprias lideranças de leigos que guarda no coração a presença de missionários como Pe. Pedro Vignola e Pe. Ruggero Ruvoletto, sem falar dos padres do Setor Rios e Cachoeiras que são verdadeiros heróis por enfrentar desafios, até mesmo de deslocamento. Estou muito feliz por vocês estarem aqui, futuros padres diocesanos. Rezamos para vocês se empanharem ao máximo, pois o desafio é grande e vocês precisam estar preparados, porque nós estamos aqui em nome da igreja e a serviço de um povo”, disse Dom José.

A programação finalizou com o almoço compartilhado entre todos os presentes, realizado nas dependências do Seminário Propedêutico num clima de muita alegria e descontração e, ao final, o ônibus conduziu a todos de volta para o Seminário Arquidiocesano São José.

        

 

 

 



Por: Érico Pena

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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