Arquidiocese de Manaus
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Conhecer Jesus – Artigo de Dom Sergio – 10/3

Na primeira oração do primeiro domingo da quaresma, tempo em que os fiéis são chamados a conversão seguindo três caminhos o jejum, a oração e a esmola, o presidente da celebração faz um pedido em nome de toda a assembleia. O pedido é que durante este tempo privilegiado progridamos no conhecimento de Jesus Cristo.

De uma forma ou outra, todos conhecemos Jesus, ouvimos falar dele, sabemos como foi o seu nascimento, já ouvimos e até assistimos representações teatrais e cinematográficas da sua paixão. Invocamos o seu nome e pedimos sua proteção e o nome de Jesus está por toda parte. Muitos se encontraram com Ele e tiveram suas vidas transformadas. Para outros a sua presença é natural, vem desde a infância e nunca foi colocada em questão. Haveria então lugar para progredir no seu conhecimento?

É preciso lembrar que Jesus é uma pessoa, e como tal será sempre um mistério. Além do mais é uma pessoa divina que acreditamos ter assumido a natureza humana. Pessoas sempre nos surpreendem, relacionamentos pessoais são dinâmicos e vão se tornando cada vez mais exigentes e desafiadores. Jesus veio para salvar e redimir, isto é, fazer com que alcancemos a liberdade e a dignidade para a qual fomos criados. Nós também mudamos, amadurecemos, vamos superando medos e barreiras ou, ao contrário, vamos deixando-nos escravizar por tantas realidades que tiram o brilho da nossa existência. Por isso, pedimos a Deus o progresso na vida de fé que na perspectiva cristã e a adesão ao seu Filho e ao Reino que Ele anunciou.

Como então conhecê-lo melhor? É necessário voltar ao Jesus histórico. Para isto, foram escritos os Evangelhos. O conhecimento, a meditação e a leitura orante do testemunho dos evangelistas nos impedem de manipular o nome de Jesus. Suas frases desconcertantes, seus gestos, seus olhares e seus sinais devem sempre ser lembrados. É preciso acompanhá-lo no caminho da cruz, no lava pés e no grande sinal da Eucaristia. Mas Jesus fez questão de dizer que o acolheríamos e o encontraríamos nos famintos, nos doentes, nos prisioneiros, nos estrangeiros, nos pequenos. Por isso, Quaresma também é tempo de Campanha da Fraternidade.

Neste ano o tema pode parecer estranho: políticas públicas. De fato é a campanha de todas as campanhas. Se até agora falou-se das realidades sociais que desafiam o cristão, desta vez a Igreja quer ir mais fundo, fazendo a pergunta: Por que as normas constitucionais que visam resguardar os direitos fundamentais de todo cidadão não são colocadas em prática?

Como funciona o poder e qual é a participação do homem e da mulher, do povo nesta engrenagem? A este conjunto de ações que envolvem os três poderes chamamos de políticas públicas que são diferentes do serviço público. Escolhido há dois anos, ninguém podia imaginar que as políticas públicas e os mecanismos de participação popular estariam tão ameaçados como hoje. Às vazes a Campanha dá certo, outras nem tanto. Ao ver o interesse da imprensa no lançamento que aconteceu quarta-feira de manhã, esta já e um sucesso.

 

ARTIGO DE DOM SERGIO EDUARDO CASTRIANI – ARCEBISPO METROPOLITANO DE MANAUS
JORNAL: EM TEMPO
Data de Publicação: 10.3.2019



Por: Ana Paula Gioia Lourenço

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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