Arquidiocese de Manaus
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Fim de Ano

É tempo de fazer balanços, estamos no final de mais um ano. Só a história nos dirá qual foi o impacto que os acontecimentos deste ano tiveram no conjunto da espécie humana. Muita coisa foi semeada e dará seu fruto no devido tempo. Escolher fatos para serem relembrados numa ação de graças já é uma interpretação que revela muito mais a perspectiva de quem faz a lista do que uma verdade histórica objetiva. Nestes dias em que tive o privilégio de voltar para a minha terra natal cheguei à seguinte conclusão: O pontificado do Papa Francisco continua a ser para nós da periferia do mundo, qualquer coisa de único e fundamental. Além daquilo que ele é para todo o mundo, seu interesse pela Amazônia é genuíno e nos anima a continuar nos caminhos de uma evangelização que traga a salvação e a libertação para os nossos povos. Por isso Francisco continua a ser o personagem do ano.

Pessoalmente vivi este ano uma experiência única que foi o retiro na Terra Santa com o clero de Manaus. Não sou mais o mesmo que iniciou aquela viagem pela caverna de Elias no Monte Carmelo e terminou em Jope, às margens do Mediterrâneo. Por conta da preparação do Sínodo da Amazônia, no ano que vem, aconteceram em Manaus vários encontros importantes. O de maior significado foi o da Comissão preparatória do Sínodo que trouxe a nossa cidade o cardeal secretário e seus oficiais. Estas reuniões estão nos preparando para receber, em 2020, o Congresso do Encontro de Casais com Cristo, o ECC, e em 2022 o Congresso Missionário Nacional.

Mas o que mais marcou a nossa Igreja foi sem dúvida nenhuma a chegada em massa de nossos irmãos venezuelanos. Não pudemos fazer tudo, mas o que pudemos fizemos e não nos omitimos. Corremos o risco de fazer parcerias por que este era o caminho viável. No entanto, foi a solidariedade do povo de Manaus que possibilitou que esta acolhida se desse num ambiente fraterno. Esta solidariedade se mostrou com toda força por ocasião do incêndio que consumiu em poucas horas os pertences de centenas de famílias no bairro Educandos.

A ordenação de um padre é sempre um acontecimento importante na vida da Igreja. Foram duas ordenações este ano para a Arquidiocese e duas para Congregações religiosas, uma para os salesianos e outra para os Missionários da Consolata. O grande acontecimento eclesial neste ano foi a realização da nossa X APA, Assembleia de Pastoral Arquidiocesana. Mexemos na estrutura da nossa organização eclesial criando as Regiões Episcopais e voltou para nós o prédio do antigo Seminário Arquidiocesano que significara uma mudança na nossa administração. Demos continuidade a projetos que nos são caros como a Rádio Rio Mar, a nossa revista, a Casa Frei Mario Monacelli, só para citar os que são assumidos em nível arquidiocesano. Nas comunidades e paróquias há uma vida pastoral intensa que é impossível apresentá-la num artigo como este. A Pastoral da Juventude vive um bom momento e movimentos e comunidades de vida e aliança crescem na comunhão com a Igreja local e entre si. A Pastoral da Terra vive uma crise purificadora. A Igreja não se nega a se solidarizar com os que sofrem violência no campo. Está acontecendo um reencontro dos povos indígenas urbanos com a Igreja. Graças a Deus!

ARTIGO DE DOM SERGIO EDUARDO CASTRIANI – ARCEBISPO METROPOLITANO DE MANAUS
JORNAL: EM TEMPO
Data de Publicação: 30.12.2018



Por: Ana Paula Gioia Lourenço

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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