Arquidiocese de Manaus
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Especial Pe. Sousa: Descanse em paz após 48 anos cumprindo a missão de anunciar o Evangelho

Nosso querido padre Sousa nos deixou na noite deste domingo 30/12, ainda em meio à surpresa da notícia, à tristeza e ao luto da perda, vale a pena relembrar um pouco da caminhada de um dos sacerdotes mais antigos e queridos da Arquidiocese de Manaus, em uma entrevista cedida ao jornalista Érico Pena da Assessoria de Comunicação (Ascom) Arquidiocesana e agora você pode conferir a versão atualizada.

“Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho” (1Cor 9, 16), esse foi o lema escolhido pelo padre Luiz Gonzaga de Sousa (ou apenas Sousa, como é mais conhecido) no dia da sua ordenação presbiteral ocorrida no dia 9 de maio de 1970, em uma celebração presidida por Dom João de Souza Lima, Arcebispo de Manaus naquela época. De lá para cá, foram praticamente mias de 48 anos de serviço à igreja que Pe. Sousa realizou atuando em diversas paróquias de Manaus e com certeza ele cumpriu aquilo que foi o lema da sua ordenação, ou seja, anunciou com louvor a Boa Nova de Deus por onde passou.

Nascido no bairro de São Raimundo em 3 de março de 1942, Pe. Sousa conta que a vocação sacerdotal nasceu desde menino, no tempo que era coroinha já sentia que despertava dentro de si um desejo por algo maior e assim, em 1957 entrou para o Seminário São José e 13 anos depois foi ordenado sacerdote na Paróquia São Raimundo, onde atuou como coroinha. “Antigamente a adoração ao Santíssimo era muito pomposa, com incenso, com vela e o padre entrava com uma capa magna e eu como coroinha coloquei na minha cabeça que também queria vestir aquela capa, pena que quando me ordenei não tinha mais nem a benção e nem a capa”, disse sorrindo.

De acordo com Pe. Sousa, a primeira paróquia que trabalhou foi na Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Conceição em 1970. Entre tantas paróquias por onde passou, uma em especial marcou sua vida, pois ajudou a construir e até se tornou o primeiro pároco, que por coincidência ou providência divina, é a mesma na qual ele atuou até os primeiros meses de 2017, ficando nove anos como pároco. “Lembro que no começo, a Paróquia Sagrado Coração de Jesus era uma capela da Catedral Metropolitana e eu ajudei a construir comunidade e se tornar paróquia no qual eu fui o primeiro pároco”, comentou Pe. Sousa

Dono de uma voz firme e de postura oponente (possui quase 1,80m de altura), Pe. Sousa lembra até um general, mas apesar da aparência de militar, Pe. Sousa não é nem um pouco autoritário e, quem o conhece pode muito bem atestar que ele é um dos padres mais atenciosos e dedicados ao seu rebanho e também era  um dos mais antigo sacerdotes da Arquidiocese de Manaus em atuação. Sim porque mesmo deixando de ser pároco da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, Pe. Sousa vai continuar servindo à igreja, agora como vigário paroquial na igreja de São Raimundo e também assumirá o cargo de Diretor Arquidiocesano do Apostolado da Oração.

“Eu disse que quando deixasse de ser padre eu só ia querer sombra e água fresca, mas Dom Sergio me convidou a assumir essa responsabilidade de diretor e é claro que eu disse sim a Deus e ao nosso Arcebispo”, disse em tom de brincadeira ao se referir à sua futura “aposentadoria”. Mas o motivo verdadeiro de Pe. Sousa deixar o comando de uma paróquia foi apenas um: saúde debilitada, não só pelo longo tempo de caminhada, mas também em virtude de um problema cardíaco que o levou a fazer uma cirurgia há cerca de três anos e desde lá as coisas nunca mais foram as mesmas.

“Há três anos eu saí de Manaus para fazer uma cirurgia cardíaca na qual pensei que fosse morrer, mas Deus não quis assim e depois de 20 dias internado no hospital em São Paulo, eu voltei para Manaus com uma safena e duas mamárias. Foi um período de muito difícil, mas também de muita confiança em Deus, pois Ele é o Senhor da vida e mesmo sobrevivendo a essa operação delicada eu sinto que não tenho mais forças para manter o ritmo, pois eu me canso logo e por isso acho que está na hora de passar essa missão para alguém com mais disposição que eu”, comentou Pe. Sousa

Vale a pena lembrar que em dezembro de 2016, Pe. Sousa foi homenageado na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), com a Medalha do Mérito Legislativo, uma honraria especial destinada a pessoas que dedicam a sua vida por uma sociedade mais justa e sincera. “Eu sou católico de igreja, e de igreja que manifesta o sentido verdadeiro do amor, e quando a gente vive o amor por meio das atitudes, a gente sente a alegria de ser homenageado que não é para mim e sim para igreja”, disse na ocasião.

Informações tiradas da entrevista cedida em março de 2017, para a Revista Arquidiocese em Notícias

 



Por: Érico Pena

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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