Arquidiocese de Manaus
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Cerca de 70 mil fiéis participam da festa em honra à Nossa Senhora da Imaculada Conceição

Aproximadamente 70 mil fiéis participaram da procissão e missa campal, promovida no dia 8 de dezembro, pela Arquidiocese de Manaus, por meio da Catedral Metropolitana de Manaus, encerrando os festejos em honra à Nossa Senhora da Imaculada Conceição, Padroeira do Amazonas que iniciaram com no novenário no último dia 29. O tema desse ano foi “Maria, mãe acolhedora” e o lema “Acolhei-vos uns aos outros como Cristo vos acolheu” (Rm 15,7).

A programação do dia iniciou na Catedral Metropolitana, às 7h30 com a missa. Às 8h aconteceu a 3ª edição da Cicloprocissão da Imaculada Conceição, que saiu da Arena Amadeu Teixeira em direção à Catedral, no Centro. O Terço do Ofício de Nossa Senhora, começou as 15h com a igreja da Matriz completamente lotada pelos fiéis e devotos, enquanto a procissão não começava, os fiéis que não estavam na igreja aproveitavam para ir à Feira da Solidariedade, promovida pela Cáritas Arquidiocesana, na Praça Oswaldo Cruz, conhecida como a Praça da Matriz, com cerca de 60 barracas de produtos provenientes de projetos de economia solidária e de pequenos produtores dos municípios vizinhos.

Às 16h30 em ponto iniciou a procissão, saindo da Catedral, rumo à Av. 7 de Setembro, com os devotos cantando e rezando pelas ruas Joaquim Nabuco, 10 de Julho e Eduardo Ribeiro. Durante a procissão, Dom Tadeu e Pe. Marquinho, do alto do carro de som, iam conduzindo e animando os fiéis. Alguns iam descalços, outros vestidos com cores do manto de Nossa Senhora, tudo como forma de agradecimento, pagando alguma promessa ou um simples ato de devoção à mãezinha. Entre eles podemos citar um grupo de mais de 20 pessoas que saíram a pé da comunidade do Divino Espírito Santo, pertencente à Área Missionária Santa Helena – Novo Israel, rumo a Catedral para de lá participarem da procissão e missa, uma tradição que iniciou em 2009 e todos os anos vem se repetindo e atraindo mais adeptos.  “Essa caminhada começou em 2009, por meio da dona Maria Ribamar, uma comunitária da comunidade do Divino que alcançou a graça da cura do seu filho e, como agradecimento, caminharia a pé da Comunidade Divino até a Catedral Metropolitana, mas como sozinha não conseguiria, seis amigos a acompanharam iniciando assim esta caminhada. Este ano totalizamos 22 pessoas, da comunidade e inclusive de outros bairros como o Alvorada, que nos acompanharam em quatro horas de caminhada entre rezas, reflexões e conversas”, disse Marıa do Socorro Freire, Coordenadora da comunidade Divino Espírito Santo.

Ao final da procissão, aconteceu a missa presidida pelo Arcebispo de Manaus, Dom Sergio Castriani, concelebrada pelos bispos auxiliares, Dom José e Dom Tadeu, pelo pároco, padre Hudson Ribeiro e demais sacerdotes que compareceram.

O arcebispo, em sua mensagem, afirmou que Maria é um exemplo a ser seguido por toda a humanidade, pois esses é o sonho de Deus. “Maria é a humanidade como Deus sonhou. Nós somos convidados a participar deste projeto como Igreja, da qual Maria é mãe e discípula. Uma Igreja mariana será antes de tudo uma Igreja acolhedora, onde todos têm lugar, mas sobretudo aqueles que tem a história marcada pelo pecado e pela dor. Uma Igreja que viva a gratuidade nas suas relações transmitindo e vivendo a graça de Deus nos sacramentos e no anúncio da Palavra…… Uma Igreja mariana não tem medo de perder privilégios, não tem medo de ser caluniada, não tem medo da pobreza porque sabe que nunca lhe faltara a graça de Deus e a proteção da Imaculada”, destacou.

A respeito da temática deste ano que trata de Maria como mulher acolhedora, explicou que os cristãos enquanto escolhidos de Deus devem cuidar de toda a criação como um todo, em uma ecologia integral.  “Os escolhidos desde antes que o mundo fosse criado, os destinatários da criação devem cuidar da casa comum e dos seres humanos que a habitam numa ecologia integral. Anunciamos um mundo não violento a partir da Anunciação do Anjo à Maria, quando Deus entra na história sem violência, respeitando a vontade de uma jovem e de seu esposo. Uma Igreja mariana que continuará a acolher os migrantes que chegam a nossa cidade e terá sempre um olhar atento aos povos indígenas que por direito habitam esta terra”, disse.

logo após a homilia, padre Zenildo Lima foi convidado a ler o decreto de criação das regiões episcopais Nossa Senhora dos Remédios, dos Navegantes e Aparecida e de nomeação de seus vigários, sendo esta uma forma de atuação que auxiliará o arcebispo no pastoreio da porção do povo de Deus que está no extenso território que é a Arquidiocese de Manaus. Cada um recebeu das mãos de Dom Sergio o Plano de Evangelização, resultado da Décima Assembleia Pastoral Arquidiocesana (X APA), e entregaram alguns dos exemplares aos padres que coordenam os 13 setores, agrupados nestas regiões episcopais.

Um diferencial este ano, foi a oração dos fiéis que foi realizada por migrantes de diversas nacionalidades (venezuelanos, colombianos, haitianos e indígenas Warao) acolhidos em nossa pátria.  Ao final, Pe. Hudson Ribeiro, chamou bispos e padres que aniversariaram e comemoraram anos de sacerdócio, com destaque para Dom Sergio que no dia 9 deste mês completa 40 anos de sacerdócio. Após os canto dos parabéns e das felicitações, a celebração foi encerrada com a bênção do arcebispo.

 

Por Ana Paula Lourenço e Érico Pena

Fotos: Ana Paula Lourenço, Érico Pena e Rafaella Moura

 

 



Por: Ana Paula Gioia Lourenço

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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