Arquidiocese de Manaus
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Sínodo aponta novos caminhos para uma igreja com rosto amazônico

A Arquidiocese de Manaus realizou durante este sábado, (3/11) a escuta do Sínodo: Amazônia – Novos caminhos para a igreja e para uma ecologia integral. O evento aconteceu de 8h as 16h na sala D, do Centro de Formação da Arquidiocese de Manaus (Cefam) e contou com a presença de aproximadamente 70 pessoas entre religiosos e leigos. Ao final, todo o material produzido pelos participantes, será transformado pela Coordenação de Pastoral, em um relatório e encaminhando a Comissão do Sínodo.

Pela manhã o padre Geraldo Bendaham apresentou o documento preparatório explanando sobre a identidade e clamores da Pan-amazônia, a necessidade de uma conversão pastoral e ecológica e quais os novos caminhos para Amazônia mediante os diversos desafios existentes. “Somos irmãos e irmãs nas diferenças, precisamos conhecer melhor nossos irmãos indígenas e saber como podemos viver ao lado deles respeitando suas culturas, para eles o principal é a vivência do bem comum, a prática do bem viver, precisamos identificar o que existe de belo nas criaturas, na prática da defesa da vida como projeto comunitário, a tudo isso o Papa Francisco chama de ecologia Integral e para a igreja isso passa a ser um compromisso moral, se isso não estiver acontecendo precisamos analisar o que esta nos impedindo de ver os problemas das minorias, dos marginalizados e dos povos de periferias”, disse Padre Geraldo. 

À tarde teve início com uma dança circular com a música Comunhão da Terra, no sentido de percebermos que tudo esta interligado, e que precisamos uns dos outros para que tudo possa acontecer, momento conduzido por Diego Aguiar e Lunining do Comitê da REPAM Norte 1. Em seguida os participantes foram divido em três grupos VER – DISCERNIR – JULGAR, cada grupo escolheu três questões para reflexão, partilha e resposta. Durante a partilha algumas realidades foram apresentadas como a ausência da eucaristia em algumas comunidades ribeirinhas e a necessidade de se pensar os diversos ministérios leigos como presença da igreja nestas localidades. A Irmã Heide Franciscana Missionária de Maria (FMM) partilhou que na Prelazia de Tefé “há presença de animadores de setores que são catequistas locais, homens e mulheres que são referência na questão de fé e que resolvem determinadas situações como igrejas, principalmente nos lugares mais distantes que não tem como os padres acompanharem a vida da comunidade devida essas distâncias, e que sustentam a nossa fé”, comentou Ir. Heide.

Para Patrícia Cabral, Presidenta do Conselho do Laicato, é muito importante essa partilha e reflexão sobre a vida eclesial, social e ecológica na Amazônia devido a importância de nossos ministérios cristão na comunidade. “Na maioria das realidades são os cristãos leigos e leigas que estão diretamente acompanhando a vida das pessoas, comunidades aonde o padre só pode estar uma vez ao mês ou ao ano quem anima a vida da igreja são os leigos e leigas. É  significativo que se pensem alternativas para que o trabalho já realizado pelos leigos possa ser mais reconhecido pelo magistério da igreja. A presença da mulher também torna-se de fundamental importância  para bem viver da comunidade tanto por serem a maioria nas atividades como por seu carisma e docilidade na condição de determinadas situações. Por isso os ministérios dos cristãos leigos e leigas, homens e mulheres que estão diretamente presentes nas comunidades precisam de uma atenção maior na escura deste Sínodo”, disse.

Mais sobre o Sínodo

Durante o encontro com comunidades amazônicas em Puerto Maldonato, no Peru, o Papa Francisco lançou o Sínodo para Amazônia com o objetivo de construir uma igreja com rosto amazônico, a partir da ideia de uma ecologia integral. Somos convidados a pensar, refletir, sugerir e dar respostas para os desafios da Amazônia, ouvindo os clamores dos povos que aqui habitam, partindo de uma complexa realidade e principalmente de uma crise socioambiental. Somos chamados a viver uma igreja em saída, uma igreja comprometida com a defesa da vida e com isso percebermos qual é o lugar da igreja na Amazônia e para a Amazônia.

Texto: Patrícia Cabral

Fotos colaboração: Érico Pena

 


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