Arquidiocese de Manaus
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Religiosas

Obrigado pelo convite. É sempre um prazer estar com vocês. Não só em momentos oficiais como este, mas sobretudo quando partilhamos a vida ao redor da mesa. Gostaria de ter mais momentos de convivência com as comunidades religiosas. A vida não permite. Mas sem dúvida nenhuma o testemunho de vida comunitária aberta aos pobres é o primeiro gesto profético da vida religiosa na Amazônia. A casa das irmãs se torna um lugar sagrado por que ai as pessoas são ouvidas e recebidas com dignidade.

O rosto amazônico da Igreja é um rosto feminino. São as matriarcas que guardaram a fé católica da população. Na Prelazia de Tefé entre outras cito Dona Raimunda de Itamarati, Dona Baiaco de Uarini, Dona Zuleica de Maraã, dona Joaquina Brito de Alvarães. As coordenações das pastorais e das comunidades em grande parte está com as mulheres. Da mesma forma a vida religiosa.

A nossa espiritualidade católica é mariana. Reconhecer isto e deixar-se impregnar por ela e condição de continuarmos a ser uma Igreja misericordiosa e atenta aos sofredores e miseráveis. As religiosas estão na linha de frente. Ontem ao ler o jornal depois de quase duas semanas me deparei com a notícia da palestra que a teóloga Inaja havia feito num encontro sobre a bacia do Tarumã Açu. Só quando vi a foto identifiquei a nossa irmã que vive na comunidade de Fatima do Tarumã. É a presença da Igreja no mundo. Senti orgulho e satisfação por fazer parte desta história. Tenho consciência de que vocês não estão em busca de reconhecimento mas no mínimo deve ser desagradável conviver com agentes que tem uma outra visão da pastoral.

Como religiosos, e aqui eu me incluo creio que temos que ter algumas fidelidades se quisermos ser relevantes. A primeira é a pobreza. Uma vida sóbria e comprometida com os mais pobres. Examinemos quem são nossos amigos. A segunda é a vida comunitária como expressão concreta do voto de obediência. A terceira é a castidade vivida na alegria e na liberdade e que possibilita amar a todos. São os votos que professamos publicamente.

Uma última reflexão é sobre a relação com a Igreja local. A nossa missão só tem sentido na comunhão eclesial. A Igreja é o Corpo de Cristo. A comunhão é com todo o Povo de Deus. As vezes nos esquecemos disto no discernimento e fazemos o povo se sentir rejeitado quando não, enganado por nós que o seduzimos e depois os abandonamos. Termino e

xpressando minha gratidão pessoal a todos e todas. Sinto-me parte desta família. E também digo obrigado como arcebispo de Manaus por vocês serem o que são na nossa Província Eclesiástica. Perdoem as incompreensões e os mal entendidos, que me parecem poucos. Não deixem morrer a profecia e nem a esperança. Sejam irmãos, irmãs e mães do nosso povo ai incluindo os nossos padres, nossos seminaristas e os nossos bispos.

Ave Maria………………..



Por: Ana Paula Gioia Lourenço

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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