Arquidiocese de Manaus
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Coletiva de Imprensa debate as ações concretas tomadas durante a 46° edição da Assembleia do Regional Norte 1 Amazonas e Roraima

No período de 24 a 27 de setembro, padres, coordenadores diocesanos de pastoral, delegados das pastorais, religiosos e religiosas, leigos e leigas participantes de serviços, organismos, grupos e movimentos e os bispos titulares das nove arqui/dioceses e prelazias que compõem o Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) – Amazonas e Roraima, estiveram reunidos em sua 46ª Assembleia realizada de 8h às 18h, no Centro de Treinamento Maromba, situado no bairro Chapada.

A Assembleia deste ano teve ao todo 108 participantes (13 bispos, 16 padres, 15 religiosas/os e 64 leigos/as) que se encontraram para tratar de temáticas comuns a todas as dioceses que são: “Meio ambiente, a causa Indígena, migração forçada e o tráfico de pessoas”. Na programação também estava incluída uma coletiva de imprensa que aconteceu na manhã de hoje (27/9), com o objetivo de divulgar o resultado das reflexões, estudos e propostas de ações a respeito do meio ambiente, dos Indígenas e da migração forçada e tráfico de pessoas em todas as prelazias, dioceses e arquidiocese, inclusive em áreas de fronteira, como é o caso da Diocese de São Gabriel da Cachoeira, do Alto Solimões e de Roraima.

A coletiva começou por volta das 10h, tendo como mediador o bispo da Diocese de São Gabriel da Cachoeira, Dom Edson Damian que deu a boas-vindas a todos em nome de Dom Mario Antônio da Silva, bispo da diocese de Roraima e presidente do Regional Norte 1 e apresentou os membros que compuseram a mesa. “A nossa 46º assembleia fez uma avaliação das causas comuns que foram assumidas como compromisso e debatidas durante esses últimos dias. Nessa coletiva vamos explanar alguns direcionamentos tomados e para isso contamos com a presença da Ir. Rose Bertoldo, representando a Rede Um Grito Pela Vida; Luiz Ventura, representando o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) para falar sobre migração forçada e tráfico humano”, disse Dom Edson ao abrir a coletiva.

Ir. Rose começou sua fala comentando de maneira breve como o tráfico de pessoas se manifesta e o que fazer enquanto igreja. “O nosso compromisso é dar continuidade no enfrentamento a essas violências (abuso e exploração sexual; trabalho escravo; tráfico de órgãos; adoção irregular, casamento servil, atividades ilícitas) e, sobretudo, fazer o trabalho de prevenção. Aqui abrimos grandes sinais de esperança de trabalhar junto às dioceses e prelazias do Regional Norte 1”, disse Ir. Rose. Na sequência, Luiz Ventura comentou sobre as ameaças aos direitos dos povos indígenas que comprometem diretamente a demarcação das terras indígenas.

“Somos cientes que estamos vivendo aqui no Brasil um momento extremamente difícil para os povos indígenas que se encontram ameaçados pela ação articulada de diversos níveis do Estado Brasileiro. Isso nos leva a buscar a reivindicação das terras indígenas reafirmando a proximidade com os povos indígenas por meio de um diálogo fraterno e de um trabalho realizado junto com eles a partir de pastorais indigenistas”, comentou o representante do Cimi. Logo depois, Dom Edson passou à palavra a Dom Marcos Piatek, Vice Presidente do Regional Norte 1 e bispo da Diocese de Coari, que apresentou as ações concretas que foram assumidas referentes aos temos abordados no encontro, entre elas:

1)   A criação de uma Comissão regional que trate o meio ambiente e o fortalecimento das ações realizadas pela Rede Eclesial Pan – Amazônica REPAM.

2)   Apoio a Rede Um Grito pela Vida, organizar seminários nas igrejas locais e a realização de um encontro regional específico sobre migração e tráfico de pessoas.

3)   Criar ou fortalecer a pastoral indigenista no âmbito regional nas dioceses e prelazias, com a participação mais efetiva dos povos indígenas nas assembleias pastorais.

Para finalizar, Dom Edson passou a palavra para Dom José Ionilton, da Prelazia de Itacoatiara e bispo referencial dos leigos e leigas do Regional Norte 1, que leu alguns tópicos da carta sobre as eleições que foi aprovada durante a 46º Assembleia. Entre os passos importantes estabelecidos estão:

1)   O período pré-eleição, onde se procura identificar os programas de cada candidato e seus partidos, analisando se trazem a defesa da vida e dos territórios indígenas, dos quilombolas, comunidades ribeirinhas e todas pessoas atingidas por ondas contra a vida.

2)   Voto livre e com responsabilidade. Lembrando também da importância da eleição para o poder legislativo, um cuidado especial na eleição não apenas do presidente, mas também dos senadores e deputados federais e estaduais.

3)   Não parar de cobrar e acompanhar após as eleições e exigir dos eleitos para que cumpram a sua função constitucional, exercendo com honestidade e ética.



Por: Érico Pena

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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