Arquidiocese de Manaus
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Seminário de Fé e Cidadania debate sobre a Incidência Política e as Eleições 2018

O Conselho de leigos e leigas da Arquidiocese de Manaus promoveu nos dias 7 e 8 de julho no Auditório Mãe Paula o Seminário de Fé e Cidadania com o tema Incidência Política e Eleições 2018, como uma das atividades do Ano Nacional do Laicato do Brasil. O seminário teve como assessores Daniel Seidel, da Comissão de Justiça e Paz da CNBB e da Comissão para o Ano do Laicato da CNLB, o professor da UFAM Valmir Lima e a advogada, Márcia Dias, membra do Movimento Comunitário Vida e Esperança (MCVE). Entre os participantes estiveram presentes as lideranças de pastorais sociais, padres, religiosos e religiosas, leigos e leigas de diversos segmentos da sociedade.

Daniel Seidel iniciou o seminário convidando os participantes há um pequeno cochicho sobre os sinais de vida e os sinais de morte que visualizamos dentre todas as situações da sociedade. Em seguida foi apresentado a Análise de Conjuntura Nacional por Daniel Seidel e Análise de Conjuntura Estadual por Valmir Lima. A proposta era que os participantes, pudessem refletir sobre a política atual e as amarrações que são feitas para a continuidade de determinadas famílias que perpetuam na política e que não atuam em benefício da população, mas para fins próprios.

A tarde, Márcia Dias apresentou de que forma podemos estar sendo mais atuantes nas políticas públicas e como devemos agir a partir da própria atuação dos parlamentares, como podemos acompanhar e cobrar que suas atuações sejam em favor da população. Também falou dos parlamentares do Amazonas que votaram a favor das PEC da Morte e da necessidade de divulgarmos estas informações para que a base saiba realmente quem são eles e como agem. Daniel fez a relação das PEC da Morte e toda a desconstrução de direitos com o documento da Laudato SI e da fala do Papa Francisco em Puerto Madonato, sobre os apelos que Deus nos faz por meio da Amazônia, “Alegrai-vos e exultai”. Durante a fila do povo foi manifestado a necessidade de sermos mais atuantes nas questões políticas e enérgicos nas cobranças ao poder público e que precisamos sair da postura do conformismo para gritarmos os clamores existentes, principalmente dos mais necessitados.

No domingo pela manhã Daniel preparou um coquetel com a apresentação do legado do Ano Nacional do Laicato que traz para o âmbito da Sociedade: Promover mecanismos de participação popular para o fortalecimento do controle social e da gestão participativa:  Conselhos de Direitos, Grupos de Acompanhamento ao Legislativo, Iniciativas Populares, Audiências Públicas, Referendos, Plebiscitos, entre outros; Mobilizar a sociedade brasileira para a realização da auditoria cidadã da dívida pública, para isso foi apresentado o livro elaborado pela CNBB para Círculos Bíblicos a serem realizados nas paróquias, áreas missionárias e diversos grupos como motivador para a realização da auditoria. Para o âmbito Eclesial: Criar programas de formação de ministérios leigos de coordenação e animação de comunidades, pastorais e movimentos; Fortalecer a articulação das redes de Comunidades (Doc. 100); Criar e/ou fortalecer os Conselhos Regionais e Diocesanos de Leigos” como preconiza o  DOC. 105, 275 letra ‘f’.

Também a Semana Missionária que deverá ser realizado pela arquidiocese e que tem como planejamento na 2ª-feira – Família (Amoris Letícia) e Mundo do Trabalho (terceirização e Reforma Trabalhista, Previdenciária, “NÃOs” do Capítulo II da Alegria do Evangelho, nº de 56 a 60). Na 3ª-feira – Política (lembrar dos Legados na Sociedade) e Políticas Públicas (Saúde, Educação, Assistência Social, entre outras), Carta de papa Francisco sobre indispensável atuação pública dos cristãos. Na 4ª-feira – Comunicação (Grande Mídia, Redes Sociais, Rádio Comunitária), Culturas (Povos Tradicionais, Consumismo) e Educação (Reforma Ensino Médio, papeis de estudantes e educadoras); Na 5ª-feira – Casa Comum (pobreza, realidade socioambiental, REPAM, Laudato Si, desmatamento, agrotóxicos, migrantes, refugiados); Na 6ª-feira – Superação das Violências (tema da CF/2018) e Cultura de Paz (tolerância, Mediação de Conflitos, Justiça Restaurativa) e encerramento com celebração com todas pessoas que participaram.

Por fim foi apresentado o documento do Sínodo da Amazônia que ser estudado nas bases e respondidas as questões para contribuir com síntese que será elaborada. Foi apresentado a Cartilha da CNBB de reflexões e orientações sobre as Eleições 2018 e sobre a cartilha que está sendo elaborada a partir do manifesto escrito pelo Conselho do Laicato na Assembleia Nacional deste ano. Após estas apresentações e um pequeno cochicho o grupo definiu as seguintes ações ajudar na preparação do Grito dos Excluídos com banners, faixas e panfletos, realizar panfletagem em espaços onde tenha maior circulação de pessoas como os terminais de ônibus; realizar os círculos bíblicos sobre a auditoria da dívida pública nos grupos e bases, pesquisar como foi a atuação de nos nossos parlamentares federais e produzir um material para divulgação informação quem foram os que votaram na PEC da MORTE. Assumimos o compromisso de acompanhar as promessas que estão sendo feitas nos pré-lançamentos pelos candidatos para esta eleição. Concluímos o seminário cantando Comunhão da Terra como sinal de esperança e de unidade entre nós para um mundo melhor.

Colaboração: Patrícia Cabral  


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