Arquidiocese de Manaus
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“Seguimento de Jesus” é tema de encontro da Pastoral Vocacional

Nem mesmo a greve dos rodoviários fez com que deixasse de acontecer, mais um encontro mensal promovido pela Pastoral Vocacional (PV), na manhã deste sábado (2/6), que foi realizado no Seminário Arquidiocesano São José, tendo como tema central: o Seguimento de Jesus, contando com a participação de sete pessoas que trilharam um caminho de buscas e descobertas pessoais, celebrando a alegria do encontro e a partilha da vida vocacional

“Somos convidados a dar mais um passo em nossa caminhada vocacional. Que o amor de Deus, que nos move, nos ajude a assumir com convicção nossa vocação. Em virtude da greve no transporte urbano, tivemos uma preocupação com o encontro de hoje, mas nós decidimos dar a mesma qualidade no atendimento e atenção para os jovens que estiveram presentes, mesmo com toda a dificuldade para o deslocamento”, disse Esther Chacon, coordenadora da PV.

Esther explicou também que, Jo 1, 35-39. foi o Evangelho inspirador, onde nos diz que Jesus passa, olha e chama. Os que são chamados o conhecem. Já tiveram alguma convivência com ele. Sabem como ele vive e o que ele pensa. O chamado é um longo processo de repetidos chamados e respostas, feito de avanços e recuos. Começa à beira do lago e só termina depois da ressurreição, igualmente à beira do lago. Na prática, o chamado coincide com a convivência, desde o batismo de João até o momento em que Jesus foi levado ao céu.

“Ora é Jesus quem toma a iniciativa e chama. Ora é João Batista quem o aponta ou são os discípulos que chamam seus parentes e amigos. Outras vezes ainda, a própria pessoa se apresenta e pede para segui-lo. O chamado é gratuito, acolher o chamado exige compromisso. Jesus nunca diminui nem esconde as exigências. Quem quer segui-lo deve mudar de vida e crer na Boa Nova: deixar casa, família e bens e assumir com ele uma vida pobre e itinerante; renunciar a si mesmo, carregar sua cruz todos os dias. Quem não estiver disposto a fazer tudo isto “não pode ser meu discípulo”, comentou.

“O chamado de Jesus é como um novo começo! É o momento de entrar na nova família, na nova comunidade, e de recomeçar a história. Começar tudo de novo! Como no tempo das 12 tribos: “Vocês vão julgar as doze tribos”, isto é: “Vocês vão ser os coordenadores do novo povo de Deus!” Quem aceita o chamado deve deixar que os mortos enterrem seus mortos. Deve seguir em frente e não olhar para trás. A condição é o abandono total de tudo por amor a Jesus e ao evangelho. O peso não está na renúncia, mas sim no amor que dá sentido à renúncia”, completou Esther.

A opinião dos participantes

“O encontro iniciou as 7h com a missa e depois formos para o café, logo em seguida, tivemos um momento de louvor e a proclamação do Evangelho, também tivemos um momento de partilha e uma dinâmica. Nos deram um balão para encher e dentro do balão tinha uma passagem brincamos com os balões e estouramos ele e eu peguei a passagem de Ex 3- 1 a 15 onde falava do chamado de Moisés, Ir. Rosiene pediu para gente ler e refletir. Depois voltamos para o local do encontro e partilhamos o que compreendemos. Para mim foi ótimo, porque todos os encontros da PV são maravilhosos. E, mesmo sem ônibus conseguimos ir e foi muito bom porque é um momento de buscar e refletir sobre o que queremos para nosso futuro, se será uma vida religiosa ou matrimonial”, comentou a jovem Darcilene do Nascimento, da comunidade Sagrada Família, da Paróquia de Santo Antônio no bairro de Santo Antônio.

“A melhor escolha que eu fiz, foi ir ao encontro, mesmo com as dificuldades de chegar no local por falta de ônibus. Me identifiquei foi sobre o chamado, na dinâmica cada um pegou um versículo bíblico e o meu parou na vocação de Paulo e a pergunta era: o que nos edifica com esse versículo? refleti que, mesmo com os seus defeitos e suas fraquezas, Deus chamou Paulo para missão. Com certeza ele teve medo e suas incertezas, então no momento eu tive a graça de poder partilhar quando eu fui enviada para Mato Grosso fazer uma experiência com os povos indígenas na aldeia chamada bororo. Eu tive muito medo, veio várias coisas na minha cabeça e também veio um certo preconceito das pessoas por eu ser da cidade e nunca ter feito esses tipos de experiência. O encontro da PV foi muito gratificante para mim, por trazer trechos da história da Bíblia para nossa realidade”, disse Amanda Neves, também da Paróquia de Santo Antônio.  

 



Por: Érico Pena

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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