Arquidiocese de Manaus
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Procissão e missa campal encerram os festejos de Santa Rita de Cássia

Fé, devoção e literalmente uma chuva de bênçãos marcaram a procissão que reuniu aproximadamente 10 mil fiéis pelas principais ruas do bairro da cachoeirinha na tarde desta terça-feira (22/05), em homenagem a Santa Rita de Cássia, a Santa dos Impossíveis e advogada dos casos desesperados. A procissão foi realizada percorrendo a Av. Carvalho Leal, Av. Ipixuna, Av. Castelo Branco, encerrando o trajeto pela Rua Manicoré, onde leigos e religiosos retornaram felizes, cantando e rezando para assistir à missa campal presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Manaus, Dom Sergio Castriani e pelo pároco, Pe. Renê Gonzalez.

A paróquia Santa Rita de Cássia, localizada na Av. Carvalho Leal, 931, é uma das mais tradicionais de Manaus, em dezembro de 2017 comemorou 76 anos de existência, e é composta por cinco comunidades: Santa Cecília, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da Consolação, São José e Santo Antônio. Todas se empenharam, num imenso trabalho coletivo de movimentos, grupos, pastorais para que o novenário, missa e procissão em honra à Santa saísse da melhor forma possível. E, foi exatamente isso que se viu no decorrer do dia, uma verdadeira demonstração de amor e devoção àquela que é um exemplo de virtude em todos os estados de vida que passou, seja como esposa, mãe ou religiosa.

Antes da procissão, celebrou-se duas missas na igreja, uma as 6h30 e outra as 12h. A tarde, foi realizado o terço da misericórdia as 15h e, mesmo nos horários que não havia nenhuma celebração, a igreja permaneceu o tempo todo praticamente lotada, com os devotos trazendo rosas e rezando próximo à imagem da Santa. Ao se aproximar do horário da procissão, a igreja já era pequena para tantos fiéis que passaram a ocupar a área externa da igreja e também a tomar o seu lugar na rua que seria realizada a caminhada. Exatamente às 17h a imagem da Santa deixou a igreja, passando em meio aos devotos emocionados e se posicionando à frente do carro de som e dos milhares de fiéis que aguardavam ansiosamente.

Um pouco depois do início da caminhada, a chuva começou a cair sobre os peregrinos, mas nem isso fez com que os fiéis abandonassem a procissão e continuaram firmes e fortes, cantando, rezando e caminhando debaixo da chuva que logo cessou e todos puderam fechar o guarda-chuva e continuar o trajeto. “A devoção que os fiéis têm por Santa Rita é imensa, porque ela é a santa de todos aqueles que precisam superar suas dificuldades, angustias e problemas. É uma santa de ontem, de hoje e de amanhã, ela que foi que viveu as situações que nós vivemos, seja no trabalho, na vida dos casais, na vida religiosa, sendo um exemplo de entrega e de amor a Deus”, disse padre Renê.

A procissão durou aproximadamente uma hora, durante o trajeto algumas paradas foram realizadas para contar um pouco da vida pessoal (relacionamento com seus pais, marido e os filhos) e da religiosidade de Santa Rita, que mesmo depois de muitos anos de sua morte, continua sendo uma das mais queridas sendo conhecida principalmente pelo seu poder de intercessão. Por isso, durante a caminhada, não é de se estranhar de ver algumas pessoas, não importa a idade, vestidas que nem a santa. “Minha família toda é devota de Santa Rita e, ano passado fiz uma promessa à santa pela intercessão e cura da minha filha que, graças a Deus foi restaurada. Ano passado não deu tempo de aprontar a roupinha, mas esse ano consegui trazer minha filha Juliana vestida como santa” comentou dona Edna Nunes, ao lado da sua pequena de dois anos.

Celebração eucarística campal

Após retornarem à igreja, os fiéis se posicionaram em frente do altar que foi montado na Rua Manicoré, onde aos poucos se amontoaram para juntos participarem da Santa Missa. Em sua homilia Dom Sergio falou da importância da padroeira da paróquia. “Os santos são amigos que nos acompanham no dia a dia, e nós não devemos ter medo de falar e pedir para eles intercessão e proteção, sobretudo a Santa Rita, ela que é a santa das causas impossíveis, ela que sempre fez a vontade de Deus e nos ensina a saber qual é a vontade de Deus na nossa vida e não pagar o mal com o mal, pois ela sempre procurou fazer o bem a todos que a procuravam” comentou o arcebispo.

Ao final da homilia de Dom Sergio, a chuva voltou a cair e foi assim até o final da celebração, formando um verdadeiro “tapete” de sombrinhas. Antes da benção final, padre Renê disse algumas palavras em agradecimento a todos que direta ou indiretamente participaram. “Na minha oração hoje eu pedi a Santa Rita para não chover, e, nos dois anos que estou aqui, são dois anos que chove (risos). Mas eu pedi que se chovesse, fosse chuva de paz, harmonia e comunhão entre todos vocês e suas famílias. Aproveito esse momento para agradecer a todas as pessoas que fizeram possível acontecer essa celebração, inclusive Dom Sergio que caminhou como um valente, mesmo sabendo de suas limitações, dando exemplo de fortaleza e superação”, disse o pároco emocionado ao falar com o povo que o escutava atentamente debaixo de chuva.

Ao final da celebração, todos ainda puderam prestigiar o show musical com o s cantores Jamilson Rossete, trazendo os clássicos da MPB e David Assayag encerrando os festejos com o melhor das toadas. Sem dúvida foi uma programação que agradou tanto os devotos da comunidade, como os de outras paróquias que também foram prestigiar.  “Senti uma enorme emoção de pela primeira vez ir a festa de Santa Rita. Toda a comunidade reunida e trabalhando foi lindo. Todas aquelas rosas para serem oferecidas também foi muito bonito de se ver. Enfim, saí com meu coração em paz e com os olhos maravilhados de ver uma comunidade unida em prol da evangelização”, disse Luciana Tavares, da Paróquia Nossa Senhora das Mercês – Eldorado.

Sopa solidária

Uma das novidades desse ano, foi a distribuição de copos de sopa ao final da celebração. Segundo Nara Lobo, coordenadora dos festejos, foram preparados 12 panelões de sopa com capacidade de alimentar 250 pessoas cada um, que ficaram espalhados em quatro pontos estratégicos para serem distribuídos após a missa campal.

“Pela primeira vez a comunidade escolheu não ter arraial no dia de Santa Rita e, ao invés disso, recepcionar os devotos de uma forma carinhosa, partilhando uma sopa com os irmãos que estivessem na celebração. Todo o material foi doado pelos paroquianos e, em cada uma das quatro barracas, ficou quatro voluntários trabalhando na distribuição”, explicou a coordenadora.



Por: Érico Pena

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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