Arquidiocese de Manaus
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Alunos surdos de instituição católica realizam 2o. Encontro Nacional em Manaus

Sob o tema “Surdo na igreja, Sal e Luz no mundo”, iniciou no dia 17 de maio, o 2º. Encontro Nacional dos Surdos, realizado nas dependências do Instituto Filippo Smaldone, situado à avenida Tókio, 100 – Planalto. O objetivo deste é promover a interação e aproximação da comunidade surda do Brasil, proporcionando diversas abordagens que influenciam nas mudanças sociais, econômicas e Cristãs e com a finalidade de enfatizar os valores morais e religiosos com a comunidade surda buscando o seu protagonismo na sociedade para que estes se sintam parte ativa na sociedade e na igreja. O evento que acontece até o dia 19 de maio, reuniu cerca de 100 pessoas dentre alunos e ex-alunos do instituto, professores e pessoas que colaboram com a instituição.

É um evento que acontece a cada dois anos e a iniciativa surgiu durante o primeiro encontro nacional de educadores dos institutos Filippo Smaldone, realizado em Brasília no ano de 2007, com a participação de alguns surdos que sentiram a necessidade de também realizar um encontro nacional para eles, na área pastoral educativa, dentro da necessidade dos surdos hoje, tendo como foco a espiritualidade cristã da comunidade surda. O primeiro encontro nacional dos surdos dos Institutos Filippo Smaldone aconteceu no período de 28 a 30 de abril de 2016, em Brasília – Distrito Federal, tendo como tema “A comunidade surda e a igreja, levando esperança aos corações”, e reuniu cerca de 200 participantes.

Durante a solenidade de abertura, ocorrida na manhã do dia 17, o arcebispo de Manaus, Dom Sergio Castriani, foi convidado para um pronunciamento e oração de abertura do evento. Em sua fala lembrou que estamos nas proximidades da Festa da Pentecostes e a oração que queremos fazer é que ele u76sempre venha para nós para nos conduzir. “Somos todos irmãos e irmãs, e irmão é aquele que encontramos no caminho, e por isso somos irmãos e irmãs uns dos outros e assim tenhamos mais cuidado uns para com os outros, nos interessemos mais pelo outro” afirmou, pedindo a todos que cantassem a música “a nós descei divina luz”, para que venha ser o amor de Jesus em nossos corações, finalizando com a bênção e um desejo de bom encontro.

Madre Maria Longo, delegada representante das Irmãs Salesianas dos Sagrados Corações, fez contato via telefone com a Superiora da América Latina, que falou aos presentes por telefone em italiano, com tradução pela Irmã Madre Maria Longo. Ela desejou que os surdos presentes se tornem protagonistas na igreja e ajudem os demais que precisam e aprendam a se defender do que vai contra os valores da igreja e de sua dignidade. Afirmou que as irmãs salesianas do sagrado coração estão ao lado dos surdos e a serviço deles pois esta é a missão delas. Desejou que a sociedade possa se tornar intérprete também dos direitos dos surdos, especialmente em uma sociedade que muitas vezes se esquece das necessidades dos surdos e que a igreja possa dedicar cuidado a eles no caminho da vida, com evangelização, anunciando a eles a palavra de Deus e dando exemplo da vida, sobretudo permitindo que participem da vida litúrgica da igreja, para que eles se tornem protagonistas na igreja e ajudem também os outros que necessitam, se doando também ao próximo.

Um destaque deste encontro foi a presença do padre Wilson Czaia, que atua em Curitiba. Em sua palestra apresentou a importância do leigo surdo na igreja e que este precisa também ter um espírito missionário e atue em diversas  vertentes, seja ela na família, com as crianças, na escola, na faculdade, no trabalho, em sua profissão e atendendo aos necessitados. Deu muito destaque para o cuidado com o vício nas redes sociais, em muitos casos tendo o celular quase como parte do seu corpo, esquecendo de fazer o essencial e dar atenção a quem está ao redor.  Padre Wilson disse sobre a importância de se envolver na comunidade, nas atividades da igreja, e sentir a experiência missionária. Lembrou a madre Teresa de Calcutá que, mesmo idosa e doente trabalhava sempre, e tratava todos bem, um exemplo de missionária que não se sucumbia ao cansaço e às limitações da idade.

 



Por: Ana Paula Gioia Lourenço

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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