Arquidiocese de Manaus
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Seminário São José celebra missa de 170 anos de existência com homenagem às mães dos seminaristas

Na manhã deste sábado (12/05), o Seminário Arquidiocesano São José, realizou uma missa de ação de graças pelos 170 anos de sua fundação, na ocasião também foi recordado o dia das mães, tendo como representantes, as mães dos seminaristas que se fizeram presentes na solenidade, que foi presidida pelo Bispo Auxiliar de Manaus, Dom José Albuquerque, concelebrada pelo Bispo da prelazia de Itacoatiara, Dom José Ionilton, pelo Reitor do Seminário, Pe. Zenildo Lima; e também por Pe. Acácio Rocha, Reitor do Seminário em Itacoatiara e Pe. Danival Lopes, antigo formador do seminário São José, entre outros.

O Seminário São José, foi o primeiro estabelecimento de ensino secundário do Amazonas, um local fecundo de valiosas vocações sacerdotais para a Igreja na Amazônia e que há várias décadas vem formando padres para servir o povo de Deus. E, unir essa celebração com a comemoração do dia das mães, é uma forma de reunir nem que seja por algumas horas, os seminaristas com sua família, que na maioria das vezes fica longe da presença física, mas sempre perto e dentro do coração. Sem dúvida um dos momentos mais esperados dos futuros padres e também de grande emoção.

“O Seminário tem esse destaque importante na própria história da cidade de Manaus, aqui é um ventre fecundo da Igreja, inúmeros padres e bispos foram formados. A Igreja dá um bom testemunho de sua fecundidade vocacional nas nossas terras amazônicas. E a ação de graças pelo dia das Mães, é um momento que algumas mães nos visitam, outras são carregadas em nossos corações, porque não puderam vir pela distância e, principalmente, momento de rezar pelas que já partiram para o Paraíso e que com certeza, de lá, rezam por seus filhos”, disse Eduardo Oliveira, seminarista do 1º ano de teologia.

Pe. Danival, um dos padres que foi formado no seminário e, durante muitos anos foi um dos formadores dos novos seminaristas, inclusive de Dom José, falou de maneira descontraída, sobre a história e a importância da instituição. “170 anos para uma instituição da igreja, ainda é um adolescente, mas é um adolescente que já deu muitos frutos. Em 1975, quando foi reaberto o seminário, não tínhamos muitos padres diocesanos e, naquela época, as coisas não eram tão fáceis como são hoje não, mas foi nessa dificuldade que nós trabalhamos a nossa vontade e nosso desejo de servir ao povo de Deus. Hoje nós já vemos quase todas as igrejas com seu presbitério diocesano e isso nos dá muita alegria, e a gente fica feliz da vida ao ver o clero diocesano presente na igreja da Amazônia e um corpo de formadores todos formados aqui e com cara de jaraqui”, comentou Pe. Danival sorrindo.

Antes de encerrar, Pe. Zenildo também disse algumas breves palavras, mas dessa vez o Reitor do seminário se dirigiu às mães dos seminaristas presentes. “Quero agradecer muito a presença de vocês aqui, pois é muito importante para essa Casa e para esse processo formativo, porque por mais que todas as pessoas envolvidas na formação se esforcem, o papel que vocês têm na vida desses seminaristas, continua sendo fundamental para a caminhada, e, esse aconchego que a mãe gera, é algo que nem o diretor espiritual, nem os psicólogos e nenhum de nós consegue oferecer. Somos agradecidos por esse gesto de vocês, que também é um gesto de doação, e que nos ajuda a compreender essa experiência da maternidade e esse laço de amor”, comentou Pe. Zenildo.

Após a celebração, todos foram convidados a participar do café da manhã em comemoração ao dia das mães, num gesto de confraternização não somente com as mães dos seminaristas da arquidiocese de Manaus, mas também com das dioceses de Parintins, Coari, Roraima, São Gabriel da Cachoeira e das prelazias de Borba, Tefé e Itacoatiara. “Estou muito feliz e emocionada de estar aqui, estava há quatro meses sem ver meu filho e esse encontro deu para matar um pouco da saudade dele” disse emocionada a dona Maria dos Anjos, mãe de um dos seminaristas que veio de Canhambé, pertencente ao município de Tefé.

Breve histórico do Seminário Arquidiocesano

Fundado em 1848, pelo bispo do Pará, Dom José Afonso de Morais Torres, funcionou até 1906, quando teve suspensa suas atividades. Dom João da Mata, 6º bispo do Amazonas no período de 1941-1948, encontrando-o fechado ao assumir a Diocese, não mediu esforço para superar esse obstáculo. Menos de dois anos depois de empossado, na festa de São José, usando a residência episcopal e auxiliado pelos Salesianos, o bispo reabriu o Seminário, naquela tarde de março, há 75 anos. Dom João da Mata fez a festa, o velho Seminário São José, não resistindo por mais tempo ao grito de ressurreição, se levanta das suas gloriosas cinzas. “É uma ressurreição que abraça a alma e o corpo do Amazonas”.

Dizia um discurso daquela época: “Não foi em vão que nas noites memoráveis do Congresso Eucarístico apelamos para o Céu: a messe é grande – o trigal loureja, mas os operários são pouco. O céu ouviu o grito angustiante do nosso peito. Ali estão os jovens em cujos corações primaveris o Senhor da messe lançou a semente da vocação. Eu os contemplo como alvoradas de padres, as esperanças de Igreja no Amazonas”.

Após 25 anos de funcionamento, em 1968, suas atividades foram novamente paralisadas. Em 16 de julho de 1975, durante a realização, em Manaus, do 9º Congresso Eucarístico Nacional, Dom Milton Corrêa Pereira assumiu o compromisso de reativa-lo. Centenas de jovens foram formados nesta Casa das nossas dioceses e prelazias do Regional Norte 1, do Xingu, do Acre e de Rondônia, também alguns religiosos já passaram pelo seminário.

Mais informações em breve.



Por: Érico Pena

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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