Arquidiocese de Manaus
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MERCADO CONSUMIDOR DE NOTÍCIAS SUPERFICIAIS

Por padre Geraldo F. Bendaham

 

Recentemente, algumas pessoas reproduziram as críticas contra a Igreja,  de um Jornalista,  um buscador de fama, que entre outras coisas apenas reproduz com sua interpretação imaginativa a realidade desvirtuada dos fatos, oferecendo ao público menos crítico e sedento de superficialidade, beber seus graciosos comentários falaciosas, instigante, porém descartáveis.

Nesta linha narrativa espalhafatória, não está somente este Jornalista, que certamente é vítima das exigências do mercado consumidor de notícias superficiais que tem que produzir a qualquer preço para que se tenha audiência. No Brasil existe muitos programas na mídia de cunho apelativo, especializado em fofocas da vida pessoal e institucional, mal contadas que servem apenas como entretenimento ao público.

Em geral estes programas e alguns comentaristas são preconceituosos com as pessoas, entre elas:  negros, pobres, indígenas, sem-terra, sem casa. Criticam a minoria e as instituições sérias que defendem os esquecidos pela sociedade abastada. São de ideologias radicais ultrapassadas, esquecem que os contextos mudaram e já faz tempo que mudou. São medrosos e incapazes de dialogar com a realidade presente. Se autodenominam conservadores e se agarram ao passado histórico glorioso que não volta mais. De modo que estão fora da realidade porque criaram um mundo para si, e ainda tem a pretensão de impô-lo sobre os outros.  Se parecem com um câncer que quer tomar conta do corpo social. Querem que toda a sociedade pense como eles, desrespeitando a diversidade e pluralidade. São pequenos e medíocres porque pensam pequeno. Pensam somente nos seus grupos e são desejosos de pegar o poder para massacrar os pobres e arrebentar com quem não pensa como eles. O triste de tudo isso é que não aprenderam com a história. Este filme de busca de poder, fama, prestígio e dono da verdade já aconteceu na história da humanidade. O pior de tudo são mentirosos e defensores da mentira, assim como faziam os nazistas que pregando uma mentira tantas vezes, a mesma se tornaria verdade.

Com relação aos ataques à Igreja por uma pessoa que já foi comunista, ateu e agora pousa com uma arma na mão em seu perfil, realmente não dá para considerar. Por si só, seu histórico já o desmascara, pois, uma pessoa de vida interior que segue os ensinamentos do Evangelho de Jesus num processo de conversão permanente, não falaria tanta bobagem contra a Igreja a qual se diz que pertence.

A Igreja é santa e pecadora. Tem consciência de ser Povo de Deus que caminha na história como discípula da Palavra, procurando ser Sal e Luz, fermento no meio da sociedade, dando testemunho do Reino de Deus no mundo, mas não é do mundo. A Igreja é mistério porque é iluminada e conduzida pelo Espírito Santo! Por isso o poder do inferno não tem força contra ela, ou seja, não serão os conservadores, retrógados, superficiais que não se abrem a ação do Espírito Santo que cometerão divisões na Igreja. A Igreja é una e santa, porque é o próprio Senhor que a conduz, Ele é o cabeça da Igreja. Nós somos seus membros, ou seja, mãos, pés, olhos e coração de Cristo. Quem é de Cristo tem o seu olhar e o seu modo de viver. De modo que quem  falar inverdade do seu corpo que é a Igreja está atacando Cristo, pois existe uma união indivisível entre Cristo e a Igreja.

Os que caluniam a CNBB, também estão falando mal da Igreja. Querem uma Igreja para si, conforme o seu gosto e vontade. Ignoram o Vaticano II porque tem medo de enfrentar os sinais dos tempos hodiernos. Se refugiam atrás de hábitos ou de ideias medievais que serviram para aquele contexto.

Este jornalista, sempre com as exceções, percebeu que tem um público consumidor deste produto de entretenimento passageiro. Este novo modo de fazer jornalismo superficial que fala mal das pessoas e das intuições sérias, tende a falir, pois intoxica o público, tendo em vista que as pessoas, assim como os buscadores de fama estão buscando algo para dá sentido à sua existência. O lamentável é que o jornalista, pegou o nicho eclesial como uma fatia a ser explorado, expondo suas ambiguidades que todas as instituições e pessoas tem.

Para os cristãos melhor mesmo é seguir as orientações de Jesus quando afirma:

Por que você fica olhando o cisco no olho do seu irmão, e não presta atenção à trave que está no seu próprio olho?  Ou, como você se atreve a dizer ao irmão: ‘deixe-me tirar o cisco do seu olho’, quando você mesmo tem uma trave no seu? Hipócrita, tire primeiro a trave do seu próprio olho, e então você enxergará bem para tirar o cisco do olho do seu irmão (Mt 7,3-5)


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