Arquidiocese de Manaus
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Dom Sergio palestra sobre “Os Desafios do Interior” no curso de Realidade Amazônica realizado no Itepes

Durante o período de 29 de janeiro a 17 de fevereiro, estará acontecendo no Instituto de Teologia, Pastoral e Ensino Superior da Amazônia (Itepes), o curso sobre a Realidade Amazônica, com os novos missionários, leigos e religiosos, vindos dos diversos países para atuarem pastoralmente na Amazônia, com desejo de contribuir na caminhada da Igreja local.Na tarde desta sexta-feira (09/02), o ilustre palestrante foi o Arcebispo Metropolitano de Manaus, Dom Sergio Castriani, que falou um pouco da sua experiência de quase 40 anos trabalhando como missionário na Amazônia.

No decorrer da palestra, os participantes de 13 nacionalidades diferentes e vindos de diversas estados do Brasil, puderam acompanhar, por meio dos artigos escritos pelo próprio arcebispo, os relatos dos lugares que percorreu, com suas características e peculiaridades de cada região. Com seu jeito simples, narrou entre outras coisas, um pouco de suas aventuras singrando os rios até chegar nas comunidades interioranas e, ainda respondeu, algumas vezes de forma até emocionada, às perguntas dos participantes sobre sua caminhada missionária desde a chegada na região amazônica, antes mesmo de ser arcebispo.

Entre os assuntos abordados nos textos de Dom Sergio que faziam um breve relato de suas viagens pela Amazônia estavam: seca e cheia dos rios que altera a vida dos ribeirinhos; visita à aldeias e comunidades indígenas; o preconceito e o racismo que ainda predomina com os índios e ribeirinhos; o processo de evangelização no interior entre outros. “Dom Sergio é e sempre será uma grande referência de missionário, nós estamos diante de um bispo que realmente é exemplo de alguém que, com muita generosidade, sabe acolher as pessoas, sobretudo o mais pobre, o indígena, o ribeirinho. Eu, que o conheço há mais de 20 anos, posso afirmar que há muito mais do que aquilo que está escrito nesses relatos, são muitas histórias de um verdadeiro missionário que ainda precisam ser contadas”, disse o padre Cândido Cocaveli, diretor administrativo do Itepes que estava coordenando o encontro.

Os relatos do arcebispo deixaram fascinados os participantes que não pouparam elogios e admiração pelo homem que encarnou verdadeiramente o seu lema episcopal “habitou entre nós” e se tornou uma figura de exemplo entre os missionários. “Dom Sergio é um testemunho vivo de uma vida doada aqui no Amazonas, dedicando todo o seu conhecimento até a última gota em prol da evangelização, assim como fez Jesus. Para mim, esses testemunhos vão dar fortaleza para a gente quando estiver em campo. Estou muito contente com a seriedade que o Itepes realiza esse curso, com profissionais competentes e que tem uma paixão pelos missionários e pela Amazônia”, comentou Ir. Ilza Maria Leonel, irmã Dorotéia vinda de Campina Verde (MG), que chegou no dia 13 de janeiro em Manaus, vindo para trabalhar como missionária no município de Autazes.

Entre uma leitura e outra, irmã catarinense Selita Lorenski, fazia um “pit stop” para tomar seu chimarrão, enquanto prestava atenção aos relatos de Dom Sergio, ao fim da palestra a religiosa disse que teve a sensação que durante a missão, será mais evangelizada do que evangelizadora. “As expectativas são muitas, especialmente por que esse curso de realidade amazônica amplia por demais nossos horizontes e é um verdadeiro conhecimento sobre aquilo que aconteceu historicamente na região amazônica, que é uma realidade desconhecida para nós. São muitos segredos que vão sendo revelados que se tornam luzes na missão do dia a dia e que nos darão mais qualidade na nossa missão. Estou chegando na conclusão que vou mais aprender do que ensinar”, disse a irmã que vai trabalhar nas comunidades ribeirinhas do município de Fonte Boa.

Antes do fim da palestra, padre Candido pediu para que todos se apresentassem, dissessem sua congregação e de onde vieram. Nesse momento, percebemos como o mundo estava em um só lugar e com apenas um proposito: buscar conhecimentos para melhor desempenhar seu trabalho de missionário seja leigo ou religioso. Venezuela. Equador, Coréia do Sul, Índia, Moçambique, Colômbia, Costa Rica, Espanha, Itália, Peru e Austrália foram alguns países citados entre os presentes, sem falar dos missionários provenientes dos estados de Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Piauí, Santa Catarina, Roraima e Brasília (DF), que vão atuar em municípios como São Gabriel da Cachoeira, Autazes, Fonte Boa, Parintins, Itacoatiara, Tefé, e alguns bairros da periferia de Manaus

Cruzando oceanos para evangelizar na Amazônia

Mesmo sem entender 100% a língua portuguesa, o padre sul-coreano Januário Kim, era um dos mais concentrados na palestra. Sempre com um sorriso no rosto o jovem padre revelou que aprendeu a falar português há apenas cinco meses e, uma das suas principais dificuldades foi justamente a diferença no jeito de celebrar, pois o brasileiro, sobretudo o amazonense tem um calor humano que ele não era acostumado a ver em seu país. “A primeira vez que cheguei aqui achei a liturgia muito diferente, pois o povo coreano tem o coração fechado, mais contido, mas aqui as missas têm muita emoção, as pessoas são mais próximas e sorridentes e isso é muito bom”, disse aos risos o padre que, antes de vir para o Brasil, atuou no México e Panamá, agora vai ser missionário em Itacoatiara atuando como vigário paroquial nas igrejas de Nossa Senhora Aparecida e Divino Espirito santo.

 

 



Por: Érico Pena

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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