Arquidiocese de Manaus
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Dom Sergio preside missa no primeiro Congresso Arquidiocesano de Artistas Católicos – CONAART

O Parque do Idoso, localizado na Rua Rio Mar, 1324 – bairro N.Sra. das Graças, foi o local escolhido para a realização do I Congresso Arquidiocesano de Artistas Católicos – Conaart. O evento é promovido pela Comissão Arquidiocesana de Arte e Cultura (CAAC) que reuniu nos dias 3 e 4 de fevereiro, todas as expressões artísticas da igreja católica de Manaus, em um único lugar com o objetivo de trocar experiências à cerca das diversas manifestações artísticas e das artes sacras, em meio a palestras, oficinas, exposições, além é claro, da missa presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Manaus, Dom Sergio Castriani, concelebrada pelo padre Charles Cunha, encerrando as atividades da manhã do segundo dia.

Logo no início da celebração, Dom Sergio comentou sobre a importância do evento promovido pela CAAC e da missão que cada artista tem. “A CAAC chega com o objetivo de controlar a publicação artística, estamos no começo, ainda dando passos lentos e vagarosos, mas é um trabalho que vale a pena, por que nesses tempos modernos, a religião se torna cultura e nós sabemos que certas culturas não têm mais nada de religião, são poucas as que realmente se preocupam com Deus, pois Deus sempre está em segundo lugar. Nosso o trabalho é de evangelizar a cultura pelo aquilo que corresponde a nossa fé, a cultura tem que ser baseada na fé, essa é a nossa missão, missão honrada, missão difícil, mas temos que ser profissionais, fazer o bem e sempre ouvir a voz de Deus”, disse o arcebispo.

Durante a homilia, pe. Charles, comentou a respeito das leituras do dia que relatavam a vida de Jó e Paulo, que seguiram a Deus mesmo com suas dificuldades e, finalizou, falando sobre a grandeza da arte como instrumento de evangelização. “A arte é a habilidade humana de retratar a alma, mas é preciso deixar que a arte seja inventiva e criativa, a arte é livre e cada um apreende da forma que estar seu coração para acolhe-la. Quantos de nós aqui fomos encontrados por Deus através de uma expressão artística, seja uma canção, uma encenação, uma dança… esse é o poder que a arte tem de tocar a alma no mais profundo do seu ser. Que a nossa mensagem artística não forme guetos, mas gere encontros, porque é isso que o Papa Francisco nos pede: sejamos uma igreja em saída, da cultura do encontro e do diálogo, então use o dom que você tem para fazer a mensagem de Deus chegar mais longe e chegar a todos”, disse padre Charles.

A participação dos artistas

O público alvo do evento era composto por: cantores, instrumentistas, fotógrafos, designers, cenógrafos, animadores, dançarinos, coreógrafos, blogueiros, profissionais de som, entre outros. Para a palestra, foi convidado o professor de Música da Universidade Federal de Campina Grande, João Valter Ferreira Filho, conferencista que também atua nas áreas de educação musical, regência e história da música, além de ser escritor com quatro livros publicados, entre eles: “Socorro, sou um coordenador” e “Arte e Poder na Casa de Deus”. Em sua palestra, João Valer falou sobre “A Identidade da Arte Sacra” e como ela está alcançando a sociedade e a cultura.

“Esse foi um encontro pensado para que a gente trouxesse os artistas e profissionais que estão atuando nas diversas áreas artísticas dentro da liturgia e dos movimentos da igreja, para uma reflexão a respeito da identidade da arte sacra, o que é e como está alcançando a cultura. Acredito que a resposta daqueles que estão aqui é muito satisfatória, pois eles conseguiram mergulhar naquilo que foi falado, articularam os conteúdos com a realidade local, interagiram e tiraram as suas dúvidas. Me sinto muito animado com isso, claro que, não é o tipo de reflexão para as multidões, são reflexões mais detalhadas, mais aprofundadas e apuradas, pois, aqui fizemos o trabalho do fermento e daqui que o fermento vai para a massa”, explicou João Valter. 

Vale ressaltar também, a presença dos formadores que, no decorrer do evento, ministraram as mais variadas oficinas, fazendo a alegria dos artistas, que se dividiram em vários grupos conforme a sua oficina escolhida, entre elas podemos citar: Técnica de Fotografia e Filmagem, com Alex Gomes; História da Arte, com Jaqueline Borba; Sonorização, com Elias Rodrigues; Harmonia, com Jeferson Mariano; Evangelizando nas redes sociais, com Roberta Peixoto; e Técnica Vocal, com Nill Oliveira. Segundo Cláudio Cássio, coordenador responsável pela CAAC, o evento correspondeu às expectativas chegando a ter um público entre 150 e 200 artistas, que atenderam ao chamado e se fizeram presente para pôr em prática os seus talentos.

“Acredito que nesse encontro, conseguimos atingir o nosso objetivo. Foi uma experiência muito válida, onde realizamos um projeto da CNBB e um desejo do coração do nosso pastor Dom Sergio, de convocar os artistas de diversas áreas da nossa arquidiocese, com isso tivemos a oportunidade de conhecer mais pessoas e trazer mais trabalhadores para a messe. Vimos que, apesar de ser na época de carnaval, as lideranças dos grupos enviaram para cá seus artistas e leigos interessados em descobrir mais o seu talento como artistas e isso foi muito bom, sem falar da participação nas oficinas e na palestra com João Valter que foi excelente, com os questionamentos sobre a questão da arte muito bem colocados e debatido”, disse Cássio.

 



Por: Érico Pena

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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