Arquidiocese de Manaus
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Inauguração de salas de velório marcam a encerramento da 7º Caminhada pela Paz

Com o tema: “Juntos pela paz, pela vida!”, centenas de paroquianos e comunitários que fazem parte do setor padre Pedro Vignola e demais paróquias da Arquidiocese de Manaus, participaram da 7ª Caminha pela PAZ. O ato aconteceu nesta segunda-feira, 1° de janeiro. A concentração foi na praça da paróquia de São Bento, situada na zona norte, próximo ao terminal 3, de onde os fiéis seguiram cantando e rezando por um ano novo repleto de paz até chegarem ao Terreno do Cruzeiro da Cidade Nova, finalizando a caminhada com a missa campal presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Manaus, Dom Sergio Castriani. Os padres Roberto Bovolenta, Cláudio Trebacchin, Humberto Vasconcelos, Afonso Amane, Eduardo dos Santos, Ricardo Castro, e Marco Antônio (Marquinho), também concelebraram auxiliados pelo diácono Irineu Pena.

Durante a homilia, Dom Sergio ressaltou que Jesus é o rosto da paz e que o Cruzeiro é um lugar especial por lembrar as vítimas da violência. “Jesus é a face de Deus que se manifesta na face dos homens, é a compaixão do Pai, pois ele esta presente no pequeno, nos pobres e nos humilhados e só podemos desejar que a bondade aconteça, como por exemplo neste lugar, aonde estive pela primeira vez há cinco anos e me convenci que é um lugar especial, onde poderemos lembrar dos familiares e amigos que morreram violentamente, sobretudo assassinados ou em acidente de trânsito. Essas salas vão ajudar a minimizar o problema dos velórios de pessoas que foram vítimas de atitudes violentas que atrapalham nossa convivência. Sabemos que a paz no mundo é algo difícil, mas podemos começar a paz com cada um de nós e com aqueles que nos cercam, recusando qualquer tipo de violência, por isso peçamos que a paz esteja sempre conosco”, comentou o arcebispo

Ao final da celebração, que reuniu em torno de 800 pessoas, Dom Sergio realizou a inauguração e a benção das duas salas de velório que receberam nomes de comunitários falecidos que faziam parte dos Amigos do Cruzeiro. Segundo Pe. Marquinho, um dos idealizadores da caminhada desde 2012, as salas serão destinadas às pessoas que não tem como velar seus entes queridos. “O objetivo do Cruzeiro ao celebrar toda a primeira segunda feira de cada mês, é ter um memorial pelas vítimas de violência. Este ano estamos inaugurando as duas primeiras salas de velório (Sala 1; Anízio Amaro da Silva e Sala 2: Prof. Waldner M. Caldas), que serão lugares de acolhida, organizado pela igreja católica, para dar um espaço digno para que, especialmente os mais pobres, tenham condições de velar seus falecidos”, disse padre Marquinho.

Para Núbia Gonzaga, uma das organizadoras das obras do Cruzeiro, o sentimento é de um coração cheio de alegria e já traça os objetivos para os próximos meses. “É apenas mais um passo de muitos que ainda vamos dar para transformar o Cruzeiro num grande complexo comunitário. Agradecemos a todos que colaboraram e estiveram conosco ao longo de seis anos de caminhada e muita luta. Todos nós, enfrentamos sol e chuva acreditando em um sonho que vai ajudar sobretudo os irmãos mais necessitados. Como meta nós temos a construção de mais duas salas de velório; um depósito para guardar os materiais que usamos nas celebrações que fazemos uma vez por mês aqui; salas de reuniões e banheiros, inclusive para deficientes”, explicou Núbia.

Sobre a caminhada

A primeira edição da caminhada pela Paz iniciou em 1° de janeiro de 2012 quando o padre Marquinho, na época pároco da Área Missionária São Lucas, teve a ideia de realizar esse evento após ver, no campo do Cruzeiro, algumas famílias e conhecidos acendendo velas e rezando pelos parentes que haviam morrido em acidente de trânsito (que tem matado bastante) ou por alguma forma de violência. “1º de janeiro é o dia mundial da Paz e todos os anos nos reunimos com as paróquias do Setor Padre Pedro Vignola (antigo Setor 9) com o objetivo de dar um grito pela PAZ e dizer um NÃO à todas as formas de violência contra a vida”, comentou Pe. Marquinho

E foi nesse clima de alegria e descontração, que as pessoas aos poucos iam chegando, em grupos de amigos ou familiares, fazendo a concentração na praça em frente à igreja São Bento que, enquanto a caminhada não começava, serviu de ponto de encontro e reencontro entre velhos amigos. A imprensa também se fez presente para registrar o evento entrevistando os coordenadores leigos e religiosos, e também dando voz à alguns dos participantes que vieram expressar seu pedido de paz. Por volta das 17h30 os participantes enfim colocaram o pé na estrada levando suas faixas, cartazes, balões brancos, tendo à frente a imagem de Nossa Senhora Rainha da Paz conduzindo a multidão.

O trajeto durou um pouco mais de uma hora, com os fiéis orando, cantando e fazendo suas reivindicações pela paz e contra todos os tipos de violência. Enquanto iam caminhando puderam se deparar com um exemplo prático de violência que ocorre no trânsito, ao verem a colisão entre dois carros que havia acontecido minutos antes, exatamente no meio da rota que a caminhada estava seguindo. Com a atenção redobrada nas ruas, os fiéis continuaram com todo gás o percurso até chegarem ao terreno do Cruzeiro, localizado na Av. Timbiras, onde cerca de 600 pessoas já aguardavam para juntos celebrarem a festa de Santa Maria mãe de Deus na missa da paz.



Por: Érico Pena

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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