Arquidiocese de Manaus
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Coordenação de Pastoral promove simpósio para tratar da dimensão mariana na Igreja

“Dimensão Mariana na Igreja” foi o tema central do Simpósio Mariológico realizado no dia 5 de outubro, no auditório do Centro de Treinamento Maromba. Promovido pela Coordenação de Pastoral da Arquidiocese de Manaus, o evento foi parte das comemorações pelos 300 anos do encontro da imagem  de Nossa Senhora Aparecida nas águas do Rio Paraíba, em São Paulo. Segundo o coordenador de Pastoral da Arquidiocese, Pe. Geraldo Bendaham, este foi um momento importante de aprofundamento sobre riquezas de nossa Igreja, relacionadas à Maria.

O Arcebispo de Manaus, Dom Sergio Castriani, destacou que a intenção deste simpósio foi refletir sobre Maria, sua influência na Igreja e a importância da devoção à ela. “Maria é muito querida pelos leigos. Toda a ênfase que demos neste ano mariano, continua para além desse período, pois a igreja é Mariana”

Durante o simpósio houve apresentação de quatro dimensões: bíblica, eclesiológica, litúrgica e Piedade Popular. Frei Francisco Areque (OFMCap) iniciou as explanações, tratando da ação salvífica de Deus através da encarnação por meio de Maria, que deu seu sim, mas tinha ao seu lado José que gerou Jesus em seu coração e deu a ele sua linhagem, algo muito importante na época. Foi por José que Jesus recebeu a linhagem de Davi e assim era um autêntico hebreu que, conforme a tradição, era pre-requisito para ser o Messias.  Segundo Frei Areque, o Sim de Maria só foi possível com o sim de José ao projeto de Deus, e se por uma família (Adão e Eva) o pecado entrou no mundo, deveria ser por uma família (Maria e José) que a salvação viria.

Na dimensão Eclesiológica, o professor Diângelo falou de Maria enquanto partícipe do mistério da salvação, conforme  a Constituição Dogmática Lumen Gentium, que foca a pessoa e a missão da Mãe de Deus, a bem-aventurada, luz incomensurável, a virgem que se consagrou totalmente. Segundo Diângelo, a encarnação é ponto principal no diálogo entre Deus e a humanidade, o mistério que revela o grande amor de Deus por nós. Afirmou que Maria cooperou na redenção e se tornou advogada, auxiliadora, socorro e medianeira junto ao seu filhos Jesus.

A Irmã Rosário, da congregação Pias Discípulas do Divino Mestre, tratou da dimensão litúrgica, destacando a beleza de celebrar Maria na liturgia, nas celebrações eucarísticas que, de acordo com a solenidade ou tempo litúrgico, aprofunda o mistério da encarnação (Natal), a oferta da vida à Deus (Festa da Anunciação do Senhor), a desolação da mãe que contempla seu filho morto, mas esperançosa pela promessas de Deus (sábado santo), a mulher que une os apóstolos em oração no cenáculo aguardando a vinda do Espírito Santo (Pentecostes), dentre outros.

E no encerramento da manhã, o padre diocesano Claudi Gonçalves da Silva, tratou da Piedade popular e apontou as diferenças entre religiosidade, fé e experiência religiosa. Destacou a importância da Piedade Popular, que consiste na devoção à Maria manifestada de forma simples pelo povo, especialmente pobres e humildes que estão em áreas onde pouco se tem a presença de padres e na simplicidade na crença à mãe de Jesus, mantém viva a chama da fé, e em muitos casos as pessoas se identificam com Maria pela história de vida simples, humilde e de dor pelas espadas que transpassaram seu coração, assumindo, muitas vezes, Nossa Senhora como mãe e amiga.

Também houve explanação sobre três expressões marianas: Devoção à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, difundida pelos padres redentoristas, em Manaus no Santuário de Aparecida;  Equipes de Nossa Senhora; e Movimento Mãe Peregrina.

 

 

Confira o registro fotográfico.

 

 

 

 



Por: Ana Paula Gioia Lourenço

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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