Arquidiocese de Manaus
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23º edição do Grito dos Excluídos reúne centenas de manifestantes na zona leste de Manaus

O dia 7 de setembro mais uma vez foi marcado não apenas por ser o dia em que se comemora a Independência do Brasil, mas também por ser a data escolhida em que se realiza mais uma edição do Grito dos Excluídos, um evento que acontece em todo país há 23 anos e que esse ano teve como tema: “Vida em Primeiro Lugar”, e lema: “Por direito e democracia a luta é todo dia”. O evento é organizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em parceria com a Arquidiocese de Manaus, Cáritas, Pastorais e Movimentos Sociais.

A concentração foi realizada em frente à Escola Municipal Irmã Helena, localizada na Av. Itauba, zona Leste de Manaus e contou com a presença de centenas de manifestantes vindo das paróquias, áreas missionárias, de congregações religiosas, movimentos sociais, estudantis e indígenas além dos seminaristas, diáconos, padres, leigos, que se uniram com um objetivo comum: reivindicar seus direitos e lutar contra a desigualdade social, soltando seu grito pela paz, educação, saúde, segurança, emprego, moradia, saneamento básico, transporte e por diversos outros direitos que garantem a dignidade.

Em meio aos encontros dos grupos  que se manifestaram de forma pacífica com faixas, cartazes, apitos, bandeiras e etc, os veículos de comunicação também se fizeram presente, entrevistando os participantes e dando espaço para todos darem o seu grito em alto e bom som, de modo que repercutisse amplamente nas mídias e o clamor reverberasse para o maior número de pessoas ouvir, principalmente os políticos e governantes, com certeza a classe que foi uma das mais cobradas durante todo o evento.

Por volta das 16h foi realizada a abertura oficial com a oração do Pai Nosso e as bênçãos de Dom Sergio Castriani, Arcebispo Metropolitano de Manaus. Na sequência os participantes entoaram o Hino Nacional e após esse momento, o Programa Infância, Adolescência e Juventude (PIAJ) fez a primeira apresentação do evento, manifestando de forma lúdica alguns problemas da nossa cidade. Depois, o Movimento Cristo Jovem (MCJ) trouxe por meio da dança, seu pedido de preservação da vida, do meio ambiente e dos biomas brasileiros, tema abordado na Campanha da Fraternidade (CF) deste ano.

O Movimento Comunitário Vida e Esperança (MCVE) deu sua contribuição por meio de uma canção, pedindo a conscientização da população sobre questões sociais. Já com o carro de som em movimento, a caminhada seguiu rumo até a “bola do produtor”, onde foi encerrado o ato. Foi um trajeto praticamente em linha reta, de apenas alguns quilômetros, mas que foram suficientes para chamar a atenção transeuntes e literalmente para o trânsito, enchendo a rua com cerca de 1500 participantes, que seguiram o caminho verbalizando seus problemas, dando o seu grito de repúdio à corrupção e lutando por seus direitos de forma cristã.

A opinião dos participantes e dos organizadores

Para Davi Ramos, vice-presidente da associação dos moradores do Jorge Teixeira, o evento foi a possiblidade de buscar soluções e parcerias dos problemas que assolam a sociedade. “Esse Grito foi um ato muito importante para todos da sociedade civil, onde nos manifestamos contra a corrupção, contra a venda de nossas florestas e da nossa riqueza, um grito que luta contra o desemprego, contra as atitudes na área da saúde e educação, pois falta medicamentos e falta pagamento para os professores e servidores terceirizados. Nós não podemos ficar de braços cruzados, o povo esta precisando de respostas das autoridades pois esta cansado de ver seus direitos lesados e por isso estamos aqui hoje, nos manifestando e cobrando”, disse.

Sem dúvida nenhuma, o Grito dos Excluídos é um evento muito importante que consegue reunir em um só local, pessoas de diferentes áreas de atuação dentro da Igreja Católica, mas que possuem o mesmo propósito: denunciar os direitos violados do cidadão e reivindicar políticas públicas, conforme explica Patrícia Cabral, presidente do conselho de leigos da arquidiocese de Manaus e uma das coordenadoras do evento. “Nosso evento foi muito positivo, pela participação do povo e pelas lideranças das pastorais sociais, religiosos (as), representantes de movimentos populares, sindicalistas, agentes de pastorais, e muitos outros se reuniram para externar os clamores com suas partilhas e experiências. Agora, o pós-grito vai elaborar um documento para entregar aos governantes contendo todos as reivindicações para que seja atendido os apelos da população”, explicou.

Segundo pe. Orlando Barbosa, vice-presidente da Cáritas Manaus, o evento correspondeu às expectativas pela participação em massa do povo de Deus. “Um feriado grande, muitos saíram para passear, mas nós enfrentamos hoje o sol quente para dizer que vale a pela gritar, pois como diz o evangelho “se nós calarmos, as pedras falarão”. E as comunidades hoje aqui presente estão de parabéns, confiamos em Deus que ele ouve o grito do povo e como igreja vamos sempre lutar contra a desigualdade e a falta de direitos”, comentou o padre. Para a agente de pastoral Cléo Polania, o evento foi muito bom, mas dá uma sugestão para melhorar ainda mais nos próximos anos. “Acho que esse é um evento que tem que contar também com a participação das escolas, taxistas, igrejas evangélicas, lideranças comunitárias dos bairros e outras classes que também com certeza tem seus direitos excluídos”, comentou.

 

 



Por: Érico Pena

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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1 Comentário em "23º edição do Grito dos Excluídos reúne centenas de manifestantes na zona leste de Manaus"

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Patricia Cabral
Visitante

Parabéns a equipe organizadora e todos os participantes do 23° Grito dos Excluídos e Excluídas é necessária a participação dos leigos e leigas nas discussões de políticas públicas que promovam a vida e a dignidade humana. Obrigada a assessoria de comunicação da arquidiocese que muito cobtribuição com a divulgação do evento.
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