Arquidiocese de Manaus
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Corpus Christi reúne mais de 60mil fiéis em missa campal e procissão pelas ruas do centro de Manaus

Com o tema, “Eucaristia alimento que nos conduz a missão”, a solenidade de Corpus Christi (expressão latina que significa Corpo de Cristo, realizado na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade) reuniu milhares de fiéis que participaram de uma vasta programação, iniciando logo pela manhã, com duas missas na Catedral, uma às 7h30 e outra as 10h. Mas, o ápice do evento mesmo aconteceu no período vespertino, com animação (realizada pelo padre Zenildo Lima), missa campal, procissão, adoração e bênção do Santíssimo Sacramento no palco montado na Av. Eduardo Ribeiro esquina com Sete de Setembro, centro da cidade, tudo com transmissão ao vivo pela rádio Rio Mar 103,5MHz.

No comando da solenidade estava o Arcebispo Metropolitano de Manaus, que presidiu a missa campal, ao lado do bispo auxiliar, Dom José Albuquerque e Dom Mário Pasqualotto, bispo emérito, além de outros padres, diáconos e seminaristas presentes. Do outro lado do altar, os fiéis aos poucos iam tomando conta da Av. Eduardo Ribeiro, se acomodando da melhor forma possível e nem mesmo o forte sol foi empecilho para deixar de assistir à celebração que começou as 16h15, com o povo cantando e louvando a Deus com muita alegria e emoção, principalmente no momento da comunhão, quando padres e diáconos desceram do altar para levar a hóstia santa aos fiéis que faziam fila para recebe-la.

Ao fim do evangelho proclamado pelo diácono Humberto Vasconcelos, Dom José iniciou a homilia louvando a Deus por todos que trabalham na obra da igreja. “Louvemos as todos os meus irmãos presbíteros, a todos os padres que celebram a eucaristia em todas as paróquias e áreas missionárias, louvemos por todos os diáconos e ministros leigos que distribuem o corpo do Senhor nas celebrações e em particular levando a comunhão aos doentes e idosos. A todos os que cuidam das sacristias e objetos sagrados, a todos os catequistas e leigos participantes das equipes de liturgia que preparam com dedicação a santa missa, que Deus vos abençoe e vos recompensem com infinitas graças pelo belo testemunho que nos oferece”, disse

O bispo auxiliar também ressaltou a importância da solenidade, salientando principalmente que somos um só corpo, o corpo de Cristo. “A Eucaristia é o centro da vida cristã, que faz nós estarmos em comunhão com Ele e viver a comunhão entre nós. A solenidade de Corpus Christi não é uma veneração supersticiosa, de um pedacinho de pão, de uma pequena hóstia, nem simplesmente ocasião para uma procissão pelas ruas do centro. Ao contrário, é um ato de fé, de fé eclesial, onde agradecemos ao Pai, por nos ter dado Seu Filho, que se tornou alimento da nossa Salvação fazendo memória das inúmeras refeições de Cristo com seus discípulos e por essa razão, nós somos todos convocados a nos comprometer com a sua vida, dada com amor até a morte”, explicou Dom José.

Após a celebração, começou outro momento muito aguardado, quando Dom Sergio caminhou com a hóstia consagrada no ostensório até o veículo que o conduziu durante todo o percurso da procissão, com a multidão de fiéis percorrendo junto as principais vias do centro da cidade, como a Av. Sete de Setembro, Av. Joaquim Nabuco (parada com o Santíssimo para bênção aos doentes em frente ao Hospital Beneficente), Dez de Julho (saudação da pastoral da juventude com balões, cartazes e faixas), retornando para a Av. Eduardo Ribeiro até o palco onde Dom Sergio finalizou a solenidade com a Adoração e a Benção do Santíssimo Sacramento a todos.

Para que tudo ocorresse da melhor maneira possível, a santa missa contou com a ajuda de vários movimentos, grupos, pastorais e demais forças vivas da igreja, que deram o seu melhor antes, durante e após a celebração, que foi uma verdadeiro festa da fé e devoção cristã, atraindo pessoas dos quatro cantos de Manaus e até mesmo de outros municípios. “É a primeira vez que eu participo de Corpus Christi em Manaus, mas em Borba em participo todos os anos como uma promessa que fiz. Hoje estou aqui para celebrar e pedir pela minha saúde, estou com um problema na cabeça mas acredito que Jesus Cristo vai me curar, pois o que vale é a fé”, disse dona Marlene Santana, moradora do município de Borba.

O momento da Adoração foi realmente marcante e emocionante, e a benção do Santíssimo encerrou com chave de ouro o evento, tirando elogio dos fiéis católicos que participaram. “Venho todos os anos com a minha família e cada ano é melhor do que o outro! é uma maravilha, um complemento do Pentecostes e vale a pena todo o sacrifício, o sol, o empurra empurra da procissão, tudo faz parte do nosso compromisso com Deus, e aqui a presença de Deus aqui é verdadeira e real”, comentou Graça Nascimento, que acompanhou todo o trajeto da procissão em meio à multidão, segurando o tempo todo a corda que cercava o carro que conduzia o santíssimo.

Como surgiu

A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao século XIII. O papa Urbano IV, na época o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège, na Bélgica, recebeu o segredo da freira agostiniana Juliana de Mont Cornillon, que teve visões de Cristo demonstrando desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque. Por volta de 1264, em uma cidade próxima a Orvieto (onde o já então papa Urbano IV tinha sua corte), chamada Bolsena, ocorreu o Milagre de Bolsena, em que um sacerdote celebrante da Santa Missa, no momento de partir a Sagrada Hóstia, teria visto sair dela sangue, que empapou o corporal (pano onde se apoiam o cálice e a patena durante a Missa).

O papa determinou que os objetos milagrosos fossem trazidos para Orvieto em grande procissão em 19 de junho de 1264, sendo recebidos solenemente por Sua Santidade e levados para a Catedral de Santa Prisca. Esta foi a primeira procissão do Corporal Eucarístico de que se tem notícia. A festa de Corpus Christi foi oficialmente instituída por Urbano IV com a publicação da bula Transiturus em 8 de setembro de 1264, para ser celebrada na quinta-feira depois da oitava de Pentecostes, ou seja, 60 dias após a Páscoa, podendo cair, assim, entre as datas de 21 de maio e 24 de junho. A procissão surgiu em Colônia (Alemanha) e depois difundiu-se na França e na Itália. Em Roma, é encontrada desde 1350.

 

 



Por: Érico Pena

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Manaus



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